Francisco Martins

Natural de S. Bartolomeu de Messines, nascido em 1957. Licenciado em Economia, Membro Efetivo da Ordem dos Economistas. Professor e vice-presidente da Escola Secundária de Silves; vereador permanente e não permanente da Câmara Municipal de Silves (eleito da CDU); dirigente associativo em várias entidades. Fundador do Terra Ruiva.

Ranking de escolas

Desde 2001, confrontamo-nos anualmente com os rankings da educação divulgados pelos órgãos da comunicação social que, usando como critério único os resultados das provas e exames nacionais, comparam o desempenho das escolas, surgindo, habitualmente, as privadas à frente das públicas. Não passam de abordagem parcelar e desonesta que distorce e mascara a realidade, porquanto se compara alhos com bugalhos. O ranking ignora que a avaliação de cada escola não se faz, desconsiderando o território e as suas circunstâncias sociais, económicas e culturais. Os resultados escolares não dependem, exclusivamente, do trabalho dos professores e da qualidade dos órgãos de gestão. As …

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Maior investimento de sempre

O Município de Silves prepara-se para lançar em breve a concurso público o maior investimento jamais realizado pela autarquia – a Requalificação do Centro Histórico de S. Bartolomeu de Messines. O projeto de execução foi recentemente apresentado publicamente na sede da Junta de Freguesia local, ato que foi reforçado com segunda audição de cidadãos e a visita participada ao vasto território da intervenção. O envolvimento dos cidadãos revelou-se útil e precioso, conduzindo a ajustes e aperfeiçoamentos das soluções preconizadas. Sabe-se que o projeto técnico condensa quase três anos de trabalho e um acompanhamento meticuloso por parte de técnicos superiores da …

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Projeto de Abril

O “Terra Ruiva” chega em abril de 2021 à maioridade, assinalando vinte e um anos de publicação mensal ininterrupta, constituindo o principal projeto de intervenção e o motivo primeiro que conduziu à criação da Associação de Desenvolvimento do Concelho de Silves “Pé de Vento”, em 23 de setembro de 1999. O jornal, na atualidade, o único órgão da comunicação social, impresso e distribuído no concelho, sempre se notabilizou pela qualidade, seriedade e objetividade, com que abordou a informação e a temática local, mas também a problemática regional e nacional, porque no fundo “tudo está ligado”, fazendo a denúncia e a …

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Não é verdade!

Em ano de eleições autárquicas as várias forças políticas movimentam-se no sentido de disputar o apoio da população, nalguns casos – certamente, para manter e reforçar posições onde já são líderes, nas Juntas de Freguesia, na Câmara Municipal ou na Assembleia Municipal, noutros – com o intuito de recuperar, ganhar a confiança dos cidadãos e (re)conquistar a liderança nos diferentes órgãos do poder local. Nada mais natural e legítimo numa sociedade democrática, onde as alternativas e os projetos de intervenção se devem confrontar, sendo curial que a contenda ocorra de forma séria, no respeito pela ética comportamental e com base …

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Debilidades empresariais

Toda e qualquer estrutura organizativa, no poder autárquico ou no mundo empresarial, pressupõe a sua ação e tomada de decisão, baseadas no conhecimento e sentido estratégico, conjugadas com a aplicação de regras de boa administração, gestão e planeamento, fazendo-as acompanhar de rigor, ética e profissionalismo na condução das suas atividades, cumprindo objetivos, respeitando compromissos assumidos e contratos celebrados. Vem o tema a talhe de foice e a propósito dos défices estruturais de funcionamento do tecido empresarial português, aumentados no tempo da Troika e da coligação PSD/CDS (2011-2015), em consequência das suas políticas neoliberais, cegas e devastadoras, que semearam a destruição …

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Iluminação de Natal e Autarquias

Há quem discorde do investimento realizado pelos municípios portugueses na tradicional iluminação de Natal, justificando com os efeitos da crise sanitária, económica e social e a necessidade de reforçar os apoios a famílias e empresas. Nada de mais errado. É uma falsa questão. A alocação de recursos aos festejos do Natal é importante para a promoção e dinamização da economia local e o reforço da atratividade dos centros urbanos, proporcionando um fôlego de alento e estímulo ao comércio local, precisamente um dos mais atingidos pela crise pandémica, a par também do combate à resignação e ao clima depressivo reinante neste …

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(Des)Investimento público na Educação

A Educação é um dos pilares fundamentais do desenvolvimento do país, constituindo uma das componentes do Estado Social, a par da Saúde e da Segurança Social, cujas competências se encontram constitucionalmente atribuídas à Administração Central. A política educativa tem sido secundarizada pelos sucessivos governos, sendo corporizada por medidas erráticas, subfinanciamento e constantes alterações legislativas, recaindo na gestão e administração das escolas e na desvalorização do trabalho dos seus profissionais, designadamente, da classe docente, os efeitos mais perniciosos e desmotivadores, que se reflete na qualidade do ensino e no sucesso educativo. Num país em que 47,6% da população e 43,4% dos …

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Manipulação e desinformação

As eleições autárquicas ainda distam cerca de um ano mas alguns dos protagonistas locais, eleitos e círculos próximos das forças da oposição ao atual executivo municipal, oriundos do partido do governo (PS) e doutras forças políticas, já se fazem notar. Nada desta postura seria surpreendente e questionável se os meios e métodos utilizados fossem sérios, cristalinos e saudáveis no quadro do debate democrático que se recomenda informado, esclarecido e participativo. É uma espécie de vale tudo, não olhando a meios para atingir os fins (eleitorais), distorcendo e empolando factos, manipulando e desinformando o povo. A falta de uma pedra na …

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Investimento ambicioso

O país necessita de recuperar e regressar ao crescimento económico, sabendo-se, contudo, que este processo é indissociável da (in)eficácia do plano estratégico, das políticas adotadas pelo Governo e dos resultados dos compromissos estabelecidos no seio da União Europeia, designadamente, a aplicação da “bazuca financeira” que tarda a chegar ao terreno, cujas condicionalidades, capacidade nacional de absorção dos fundos no período de 3 anos, equidade e justiça na sua repartição, nos levanta fundadas dúvidas, dado o neoliberalismo europeu vigente e o passado histórico. As consequências da pandemia de Covid-19 que a todos toca, embora, de forma assimétrica, afetando com intensidade superior …

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Democracia sob ameaça

A Democracia portuguesa conquistada com o 25 de Abril de 1974, num processo revolucionário que espantou o mundo, não é um direito imutável para todo o sempre. Necessita de ser alimentada e defendida permanentemente contra os seus adversários que espreitam na primeira esquina para a desfeitear e destruir. Em Portugal (e noutros pontos do mundo ocidental), estão em movimento forças populistas e de extrema-direita, que procuram cavalgar as imperfeições do sistema democrático, a crise económica, social e ambiental, o alastramento do desemprego, o futuro incerto dos jovens, o aprofundamento das desigualdades sociais, a exclusão social, o crime, revolta e insegurança …

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