Teodomiro Neto

Natural de S. Bartolomeu de Messines, nascido em 1938. Concluiu licenciatura em História e o doutoramento em "História Política Europeia". Professor universitário, em França, ( entretanto aposentado), tem colaborado com diversos jornais nacionais e regionais. Tem publicadas várias obras no âmbito da história regional, teatro e romance. Entre outras distinções recebeu a Medalha de Mérito Ouro da Cidade de Faro.

Terra Ruiva, Duas Décadas +1

TUDO é veloz… Creio ter publicado 200 artigos, da minha lavra, no  mensário  da minha Terra, ao convite da sua direção, com a Jornalista Paula Bravo. Não venho fazer elogios, só o reconhecimento de quem projetou, em décadas passadas, a continuidade da Imprensa na Terra de MESSINES. Há 21 anos, já adulto, se mantém um Mensário digno do ser: Plural, cultural, aberto a quem tem essa vocação de comunicador e cumpridor na palavra escrita. E nisso está um dever, na palavra comunicativa, nas diversidades próprias  e exigidas. Assim entendi o “TERRA RUIVA”, num batismo natural do Lugar… Conheci, pelo Mensário, …

Ler Mais »

Memórias Breves (31)- Massenet e Campina

DOIS Nomes importantes na Música Europeia: O Compositor Jules Massenet, nascido na cidade francesa de Saint-Etienne-Loire ( 1842-1912) e a intérprete da sua música, a Pianista Maria Campina, nascida em Loulé-Algarve (1914- 1984). De ambos construi as biografias: “O Último Concerto de Maria Campina”- 1988, e “ Jules Masenet Un  Stéphanois dans le Monde”, 1992 . Massenet, compositor dos mais fecundos de França, autor de 41 peças: Óperas, Concertos, Composições baléticas, donde se destacam Marie Mgdelaine (1872), Manon (1884), Werther (1892), Tais ( 1894). No século XX,  Le Jongller  de Notre Dame (1901), Don Quixote (1910), Roma (1912), esta sua …

Ler Mais »

Memórias Breves (30) – Homens como os outros

DOIS HOMENS  que  se  marcam em registos de  humanismo, de palavras e nas ações: Alberto Camus  e José Saramago. O Argelino, de nacionalidade francesa e o Português, Ribatejano, José Saramago.   CAMUS: jornalista, romancista,  dramaturgo, filósofo. Nasceu em Mondavi, na Argélia, ainda colónia francesa, a 7 de Novembro de 1913. Figura central do pensamento europeu e norte-africano. Homem de combates políticos pelo mundo, nas palavras e ações. As suas palavras foram fortes para as fraquezas dos intervenientes que, no absurdo das conveniências, levaram o Homem filósofo  a todas as suas posições públicas e de reflexões. Daí as suas obras, os …

Ler Mais »

Memórias Breves (29) – António Ramos Rosa, numa memória

1958, “O GRITO CLARO” encheu a pequena família cultural de Faro em curiosidade. O Poeta tinha a idade de 34 anos. Já passara uma temporada em Lisboa, em circunstâncias de viver e de trabalho: escritório. “Prisão” para um Homem de contrário à sua vida livre e aberta que a juventude permite. Já passara pelo tempo de perseguição, no encontro de juventude, em Bela-Mandil, Faro, na comemoração da Primavera da vitória na 2ª grande guerra mundial: prisão, etc. Depois, da primeira experiência de Lisboa, regressa a Faro para viver a juventude, em 1958. Vivíamos num “clima” cultural,  tendo o Ciclo Cultural …

Ler Mais »

Memórias Breves (28) – O tempo da construção da República

Devemos começar pela cronologia da preparação da República em Portugal. Diríamos que o primeiro susto, de que aí vem a República, foi, aquando, a notícia da Revolução Francesa passou os Pirinéus, assustando a rainha Maria I de Portugal e  de Além-mar , levando-a  a uma precoce loucura. Disso “aguentou”, o bispo, que seria do Algarve, Francisco Gomes de Avelar, como seu confessor, empurrado que foi pelas intrigas  jesuíticas, para o Algarve. Lembremos que, como figura de corredor  europeu por Roma, e suspeito de ser iluminista. Eis a razão da nossa sorte, no Algarve, pela circunstância desse desterro… Só o Algarve …

Ler Mais »

Memórias Breves (27) – O Deputado – O Professor – O Jornalista

O DEPUTADO da Assembleia Nacional, Jorge Correia, o Professor Universitário Vitorino Nemésio e o Jornalista e Director do semanário de Faro “CORREIO DO SUL”, Mário Lyster Franco, publicaram, no citado Semanário de Faro, as suas opiniões sobre a figura do distinto Algarvio Manuel Teixeira Gomes. Estávamos em 1968. … O Semanário de Faro, “Correio do Sul” fundado a 17/02/1920, foi um local por onde passaram todas as correntes políticas, desde o republicanismo ao sistema da União Nacional. Sigamos que foi do republicanismo ao  anarquismo e fascismo, nas várias versões políticas. Comecemos pelo último director, Mário Lyster Franco, licenciado em Direito, …

Ler Mais »

Memórias Breves – O movimento das estátuas

EM  JANEIRO – 2020, publiquei em “Terra Ruiva”, o título “Nossa Senhora dos Pretos”. A hipocrisia dos séculos, em tempos de escravos pelo Algarve. Presentemente, e tão perto, o mundo exalta pela hipocrisia dos tempos passados/presentes, em que os negros foram libertos da escravatura (1865) e o republicano Lincoln, presidente republicano dos E.U.A. prometeu, aos escravos emancipados, que obteriam, após a vitória: Uma mula e 40 acres de terra  (aproximadamente 16 hectares). Na ideia, afirmavam: Era para compensá-los por décadas de maus tratos e trabalho não  renumerado e permitir-lhes olhar para o futuro, como trabalhadores livres. Mas assim que a …

Ler Mais »

Memórias Breves: Manuel Teixeira Gomes, Um homem na Europa

A 6 de Agosto de 1923, os 193 congressistas elegeram, entre, Bernardino Machado, Duarte Leite, Augusto Soares e Magalhães Lima, o Algarvio Manuel Teixeira Gomes, para a Presidência da República Portuguesa. Os Congressistas sabiam que acabavam de fazer uma escolha de sentido patriótico, confiantes de que assim poderia haver continuidade no sistema Republicano, em Portugal. Só o eleito era portador do prestígio que a República carecia para a sua sobrevivência. O semanário de Faro, “O ALGARVE”, publica ( 12/08/1923), numa notícia de vinte palavras, que foi eleito Presidente da República . “O nosso comprovinciano sr. Manuel Teixeira Gomes, que há …

Ler Mais »

MEMÓRIAS: Messines – Os primeiros cafés

MEMÓRIAS: Na secção Memórias, lembra-se o texto “Messines – Os primeiros cafés”, da autoria de Teodomiro Neto, publicado na edição nº 65, de fevereiro de 2006.  Até meados do século XX o passatempo dos messinenses consistia, segundo os seus graus sociais, no convívio em tabernas, clube e sociedade recreativa. O clube consistia numa casta de pequenos comerciantes, agricultores e familiares, em que os políticos do sistema corporativo local enfeitavam os serões restritos a eles mesmos. Havia um piano em que a malta, ludibriando o sr. Jaime sacristão ( o chamado contínuo sempre com o salário em atraso), passava por portas …

Ler Mais »

Memórias Breves (24) – Uma lição em Tunis

É COMPLICADO entrar no tempo passado e desenvolver o futuro. Já o passado, esse, é entendido como desinteressante, como se não tivesse entrado e persistido nas memórias para as construções dos tempos… Como se a memória não fosse um caminho existencial. E nessa complexidade do desenvolvimento, o passado é entendido num futuro do complexo. Muito do meu tempo foi debatido entre jovens, nos dois graus, no dizer e ouvir entendido, sendo a Escola deles, também a minha, nessa responsabilidade mútua. Quanto mais a escola era habitada por classe de privilégio, mais complicada se tornava: Genève, Paris, Lyon, Saint-Etienne, Tunis, Siracusa, …

Ler Mais »