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Opinião

Parques e Áreas Empresariais no Algarve

Assisti recentemente a uma conferência sobre áreas empresariais no Algarve, que decorreu nas instalações do NERA- Associação Empresarial da Região do Algarve, em Loulé. A conferência em si foi bastante interessante, contando com diferentes interlocutores, tanto da Região do Algarve, como do resto do país e de Espanha, que apresentaram as suas experiências no desenvolvimento e gestão de parques empresariais. O evento foi agraciado com a presença do Ministro do Planeamento, Nelson Souza, naquela em que seria a sua última presença oficial enquanto membro do executivo, antes das vindouras eleições. O Ministro deixou duas ideias na sua intervenção: uma é …

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Escassez de mão-de-obra e baixos salários

A escassez de mão-de-obra é uma das maiores ameaças ao investimento, à produtividade, ao crescimento e desenvolvimento económico do país. Correlaciona-se com o grave problema demográfico que não se resolve com incentivos à natalidade cujas consequências só se sentirão no longo prazo ou com paliativos para fazer regressar os emigrantes. Para ultrapassar o problema no curto prazo é necessário que se promova ativamente a imigração, bem como a valorização dos salários. Não é com o modelo de salários baixos e a precariedade na contratação que imperam no país que fixamos população e evitamos as vagas emigratórias que registam números preocupantes …

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Porém, Todavia, Contudo

Estava a almoçar com o meu amigo António Baeta, uma dose de costeletas de porco de cebolada com puré de batata, quando, a propósito da sonoridade da palavra puré, o António me contou que uma sua tia escrevia cartas por outros, em virtude de estes não saberem escrever. Algumas pessoas, quando tinham necessidade de se corresponder, na ausência do conhecimento necessário para redigirem meia dúzias de linhas, direitas ou tortas só Deus sabe, solicitavam a pessoas letradas, com conhecimento das letras, que, por si, escrevessem as referidas cartas e as lessem na volta do correio. O meu amigo contava que …

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Uma silly season regionalizada

Findo o verão, e como consequentemente, a silly season (a época tonta, traduzindo o termo de uma forma algo tosca) deste ano, voltamos todos ao trabalho, já plenamente recarregados e energizados. Poder-se-ia pensar que durante o verão não acontece grande coisa; não é de todo descabido: o país para nos eixos e toda a gente vai a banhos. As empresas entram em férias, os tribunais entram em férias judiciais e até o Parlamento cessa a atividade. Afinal de contas, quem é que precisa de governar durante o verão? Tal não significa, no entanto, que ninguém trabalhe durante o verão. Basta …

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Maioria Absoluta, não!

Estamos a um passo das eleições legislativas de Outubro e na expetativa de que não se propague a ladainha ou a ilusão, à imagem do passado recente, de que o escrutínio se circunscreve à eleição do primeiro-ministro, quando na verdade se reporta à eleição de 230 deputados para a Assembleia da República, na base de cada círculo eleitoral, sendo neste órgão de soberania, que mais tarde, em função da votação de cada força política e do estabelecimento de eventuais acordos interpartidários, sairá o governo do país. As últimas eleições legislativas demonstraram claramente isso mesmo. O PS apesar de não ter …

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Banco Alimentar o Banco

– Os bancos gostam dos bancos alimentares? – Na sei. Talvez. – Alimentam-se também deles? – Na me parece! Na se vê ninguém a comer uma sande num banco. Mas se o alimento dos bancos é dinheiro, nesse sentido sim, alimentam-se. – E os hipermercados alimentam-se das campanhas dos bancos alimentares? – Que jeite! Até odeiem. Quer-se-dizer, agora que falas nisso… – Então não vendem mais? – Na tou a olhar prás registadoras. Mas devem vender. Se pessoa sai de casa com um rol de com-pras e gasta mais do que tinha pensado, os supermercados vendem mais. – E o …

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Os Enganos da Regionalidade

Silves adormece à luz do dia, entre algumas reconstruções e obras nem acidentais nem remotas. Nascido em Silves, como alguns vizinhos e amigos ou senhores ainda sabem ou podem confirmar, aí sempre voltei ao ritmo da vida, nos tempos em que o trabalho é suspenso. Enquanto activo e apesar da minha profissão de docente em Belas Artes (Lisboa), sempre que me foi possível aceitei participar em exposições na cidade e fiz, eu mesmo, individualmente, duas exposições em salas de Silves, na primeira galeria de arte dos “Amigos de Silves”, associação quem presta apoios sociais e culturais à população interessada. Por …

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Viandante

Na saga das viagens, desta vez em Lisboa. Estive na capital nos primeiros dias do mês de junho. Geralmente vou em trabalho, como foi o caso, mas desta vez decidi tirar um dia para percorrer Lisboa, em locais que jamais tinha andado. Por isso, durante um dia, numa quarta-feira, fui um andante, provavelmente mais movimentado do que o Johnnie Walker, do uísque escocês, numa tradução livre, o João Andante. Não o encontrei pelas ruas da nossa capital, mas provavelmente no mesmo dia à mesma hora andaria, no seu passo apressado, pelas ruas de Edimburgo. Gosto de passar por locais com …

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O Abstencionista Indignado

Em 25 de Abril de 1975 realizaram-se as primeiras eleições para o Parlamento Português. A taxa de abstenção ficou nesse ano nos 8.3%. A novidade, oferecida pela oportunidade de participar na escolha dos destinos do País, passados 48 anos a viver em ditadura, explicam facilmente este número. Sem surpresa, a abstenção tem subido progressivamente desde essa altura, alcançando 43% em 2015. Nas autárquicas de 2017, em Silves, chegou aos 48% e nas recentes europeias, em algumas regiões chegou aos 70% (embora tenha havido mais votantes que em 2014). Muitos vêem a abstenção como moralmente justificada. Sentem estar a castigar a …

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Dissonâncias

Ao longo do tempo sempre suscitou estupefacção algumas posições dissonantes tomadas pelos eleitos e/ou dirigentes do PS e PSD ora no contexto da Câmara Municipal e da Assembleia Municipal ora também aos níveis local, regional e nacional, quando as matérias em debate são idênticas, transparecendo aos olhos do observador mais atento que “não bate a bota com a perdigota”, visto que, obviamente, os partidos políticos são entidades únicas, não se podendo promover o oposto e o seu contrário, sob pena de se ludibriar os eleitores e a opinião pública, cavalgando o oportunismo mais primário. No plano estritamente local as posições …

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