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Neste 16º Ano do Século XXI

Findámos o Ano. Um ano em acontecimentos que a todos nos diz respeito, mas de opiniões diversas. As minhas seguem em leituras nossas e dos outros. Em opiniões políticas, religiosas, culturais e pessoais.
Tivemos um turismo no “seu mais alto valor”, assim o diz a Secretária de Estado do Turismo, Ana Maria Godinho, por Lisboa. A Senhora do Governo fala de milhões de euros, de outro tanto, em número de turistas, afirmando que só no passado mês de Outubro, o Algarve registou, em proveitos, de 1,3 milhões de dormidas, ou seja mais de 65%, fora da época. Ao Aeroporto de Faro, foram atribuídos, fora da época alta, com 36 novas operações aéreas, em 81% de franceses, 69% de brasileiros, 60% de italianos e 28% de americanos, nos primeiros dez meses do ano. Digamos que em hotéis, restaurantes, aluguer de viaturas, etc. etc. foi o que poderemos dizer, em cheio. Ainda, a senhora Secretária de Estado do Turismo afirmou, com toda a convicção : “O Algarve garante ao país, 50% do valor turístico de todo o restante que se produz em Portugal.” E ainda se regateiam os míseros 600 euros em salário mínimo, aos portugueses!
Mas não se fala no reverso da medalha: os direitos de quem faz produzir toda essa economia. Quero dizer, aqueles que, no início do novo ano, entrarão no desemprego, ou sem ele, por ser um trabalho de serviço precário. Não querendo agravar, são às centenas os trabalhadores, nos dois graus, postos no desemprego ou sem direito a ele.
Muito cuidado, senhora Secretária de Estado, com as bazófias. Os que produzem o turismo, riqueza não entendem a senhora governante! Nem eu tão pouco.

DIJSSELBOEM, senhor de Bruxelas, considera que o orçamento de 2017, do governo português, está em risco de incumprimento. Mas o senhor do Eurogrupo, aponta os mais “Pobres” da Europa. Portugal, nesta situação política, foi o “desobediente”. Cuidado, Europa de Bruxelas! É por essa e por outras que a União Europeia se agoniza.
Vou ouvindo os meus ex-colegas de França, nessa tropelia política em que o país da trilogia: Liberdade, Fraternidade e Igualdade está a tender ao populismo desenfreado, em que se juntam os srs. Fillon, Juppé e o extremismo da família Le Pen, numa Europa contaminada com o brexit inglês, e uma Itália sem tino. E os E.U.A. atacados pela estirpe febril de Trump, em efeitos de imitação perigosa para o mundo.
Será difícil uma reforma na Europa, neste contexto político em que foi formada? É que a União foi feita, construída para isto, para um mercado comum de interesses de grandes multinacionais. Temos um exemplo caseiro, em que não se pretende, em termos de política conservadora, entender, que uma nação, como Portugal, não tem condições financeiras para acarretar juros que oscilam em interesses brutais.
Este tempo, em que vivemos, faz-me lembrar outros tempos difíceis, quando, em 1938, nessa noite de 9 de Novembro, nalguns países europeus: Áustria, Alemanha, Itália, apelidada de “A Noite dos Cristais”, a noite das violências, então, sob o domínio nazi, denominado de o Terceiro Reich, milhares de pessoas foram assassinados, cruelmente. por uma vingança política, religiosa e de raça, para o início de uma 2,ª grande guerra mundial.

O Papa Francisco, o presidente da República Marcelo e o meu Amigo Blachon, professor universitário em política social, declararam :
Francisco o papa : os Comunistas pensam como os Cristãos. Cristo falou de uma sociedade em que os pobres, os débeis e os excluídos é que decidem. Não são os demagogos.
Mal vai Francisco com as “Curias”, da sua própria Igreja.
Marcelo Rebelo de Sousa, o Presidente, afirmou sobre o último Congresso dos Comunistas Portugueses. nos dias 3,4,5 de Dezembro, Lisboa: A liderança do Partido Comunista Português ficou bem entregue, porque é uma decisão das bases do Partido.
Paul Blachon, professor de história de ciência política, declara em Paris (jornal le Monde ), numa recente análise sobre a política continental, afirmando que a Europa está na base dos interesses do capital transaccional. Sobre o nosso país afirmou : Portugal, é neste tempo de crises, o único país europeu, que vive uma democracia de unidade.
Neste mês de Dezembro tive uma notícia útil: A Universidade do Algarve descobriu um Composto para a irradiação do cancro. Lembro, quando da criação da Universidade ( a única, então criada pelo Parlamento Português), as dificuldades postas a essa Concretização, em que não só o Algarve seria o beneficiado, como as populações. A Universidade do Algarve é um orgulho científico.

Não podia deixar de registar a nomeação do português António Guterres, para dirigir a Organização das Nações Unidas.
Mas as “Searas de vento” (1962), de Manuel da Fonseca, estão por aí a criar tempestades, assim como Carlos Closa Montero, académico espanhol, especialista em Ciência Política , afirma que a incerteza política internacional, tanto na Europa, com o crescimento dos populismos, criam os medos mais profundos, não sabendo se a curto ou longo prazo. Mas eles aí estão presentes nos nossos dias.
ONU, no presente, já assoma as “Searas de vento” que se aproximam em tempestades. Quanto ao português nas Nações Unidas e a posição do Obama perante a sua posição política de abstenção contra Israel, não irá facilitar as resoluções presentes e futuras, no seu mandato. Lembremo-nos na desobediência de George W. Bush perante o ataque ao Iraque, as posições dos amigos de Espanha, (José Maria Aznar), Portugal (Durão Barroso ) e Inglaterra (Tony Blair ). Só deu tempestades.
A ONU não tem sido uma associação de bem, quando se trata de servir os interesses da Paz no mundo. O Governo de Israel já afirmou que não irá acatar o resultado da votação da ONU. Pois, claro, que não. Mais um organismo que tem de obedecer aos amigos de Trump, como o foram do Buhs e nessa continuidade. Só poderei acrescentar : Terá Guterres a capacidade de força para enfrentá-los ?

Não quero deixar de felicitar o GRUPO TEATRO PENEDO GRANDE pelos seus 30 anos de actividade. Em que condições actuou este Grupo ? Eu sei que actualmente há TEATRO no concelho de Silves. Nem sempre assim foi. Mas já Camões, nessa capacidade renascentista, afirmava : Mudam-se os tempos. Mudam-se as vontades.
O Penedo Grande nasceu nessa vontade de mudança. Tem sido um esforço glorioso para Lisete Martins e seus Companheiros.

Para o “Terra Ruiva”, a entrar no 17.º ano de publicação. E nessa continuidade de exigência natural de que: “A Saúde é um Direito”, vai um desejo de ano novo para a direcção, com a Paula, o Francisco, a Helena, o António Guerreiro, o Aurélio, a Maria José, o Eugénio, o António Eugénio, a Vera. E mais alguém que se me escape.
E ainda para o João ( da J. Freguesia) e a Rosa ( Câmara Municipal ). Gente que eu admiro.

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