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Arquivos Tags: Teodomiro Neto

Memórias Breves: Manuel Teixeira Gomes, Um homem na Europa

A 6 de Agosto de 1923, os 193 congressistas elegeram, entre, Bernardino Machado, Duarte Leite, Augusto Soares e Magalhães Lima, o Algarvio Manuel Teixeira Gomes, para a Presidência da República Portuguesa. Os Congressistas sabiam que acabavam de fazer uma escolha de sentido patriótico, confiantes de que assim poderia haver continuidade no sistema Republicano, em Portugal. Só o eleito era portador do prestígio que a República carecia para a sua sobrevivência. O semanário de Faro, “O ALGARVE”, publica ( 12/08/1923), numa notícia de vinte palavras, que foi eleito Presidente da República . “O nosso comprovinciano sr. Manuel Teixeira Gomes, que há …

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MEMÓRIAS: Rostos notáveis de Messines – Maurício Monteiro

MEMÓRIAS:  Na secção memórias publicamos de novo o texto dedicado a Maurício Monteiro, da autoria de Teodomiro Neto e publicado na edição nº 32, de Fevereiro de 2003. Maurício Serafim Monteiro nasceu em S. Bartolomeu de Messines ( 1889/1986). Viveu sempre dedicado ao seu Algarve. Depois das primeiras letras segue para Faro, diariamente, pelo comboio, que chegara à terra algarvia, no ano do seu nascimento, para os estudos liceais. A República trouxe-lhe a faculdade de direito, para mais perto, Lisboa, onde se formou. Descrever o perfil e a personalidade de Maurício Monteiro é deparar, antes de mais, com a sua …

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MEMÓRIAS: Messines – Os primeiros cafés

MEMÓRIAS: Na secção Memórias, lembra-se o texto “Messines – Os primeiros cafés”, da autoria de Teodomiro Neto, publicado na edição nº 65, de fevereiro de 2006.  Até meados do século XX o passatempo dos messinenses consistia, segundo os seus graus sociais, no convívio em tabernas, clube e sociedade recreativa. O clube consistia numa casta de pequenos comerciantes, agricultores e familiares, em que os políticos do sistema corporativo local enfeitavam os serões restritos a eles mesmos. Havia um piano em que a malta, ludibriando o sr. Jaime sacristão ( o chamado contínuo sempre com o salário em atraso), passava por portas …

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Memórias Breves (24) – Uma lição em Tunis

É COMPLICADO entrar no tempo passado e desenvolver o futuro. Já o passado, esse, é entendido como desinteressante, como se não tivesse entrado e persistido nas memórias para as construções dos tempos… Como se a memória não fosse um caminho existencial. E nessa complexidade do desenvolvimento, o passado é entendido num futuro do complexo. Muito do meu tempo foi debatido entre jovens, nos dois graus, no dizer e ouvir entendido, sendo a Escola deles, também a minha, nessa responsabilidade mútua. Quanto mais a escola era habitada por classe de privilégio, mais complicada se tornava: Genève, Paris, Lyon, Saint-Etienne, Tunis, Siracusa, …

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Memórias Breves (23) – Um livro na nossa história

Temos a “História da Edição em Portugal”, na sua origem, pelo professor Artur Anselmo, numa notável edição, de 1991, 260 páginas, em que informa sobre a Invenção da Imprensa de caracteres móveis: “ Era já conhecido na China, onde foi conhecido a partir do século XI, não tendo qualquer influência no processo de desenvolvimento da tipografia de caracteres móveis na Europa”. O autor afirma, no seu estudo, que saiu da oficina do judeu Samuel Gacon, em 1487, o primeiro livro impresso em Portugal, o Pentateuco, na villa de Farun (Faro). Este ano completam-se 533 anos, da chamada tipografia. Este facto …

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Memórias Breves (22) – Nossa Senhora dos Pretos

O Algarve e os escravos africanos… Tudo começa no século XV, com as chamadas descobertas pela África, com o “negócio” dos compradores de africanos, chegados a Lagos. A narrativa de hoje é uma festa religiosa: “A Nossa Senhora dos Pretos”, assim dita, cruelmente, tinha, no tempo, numa naturalidade. Os escravos, a meio do século XVI abundavam, mais pelas 3 cidades do Algarve: Silves, Tavira e Faro, esta com a primazia… Com a deslocação da Diocese de Silves, para o Sotavento algarvio, a população escrava, chegou ao meio do século XVI, num excesso, em cerca de 60%, da população local. E …

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Memórias Breves (21)- Conhecer o Algarve no 2º Congresso Regional / Turístico / Político

1950– Gente do Sul, da cultura e da política, sobe até à Casa do Algarve, em Lisboa, um Grupo de Algarvios (15) em que se inclui uma Senhora. Lá iremos. É o tempo dos Algarvios exigirem um Algarve desenvolvido ao governo da Ditadura, algo para o marasmo em que, na província do Algarve se vivia, a nível da política e economia. E essas 15 pessoas têm a Casa Regional, em Lisboa, para a realização desse 2.º e desejado Congresso. O primeiro fora no Algarve, na Praia da Rocha, no início dum Governo republicano, em outubro de 1915. Fiquemo-nos por Lisboa, …

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Memórias Breves (20)- De Demócrito ao Século XXI

TEMOS um percurso muito longo e variado desde o Grego Demócrito, um estudioso da Democracia, um filósofo da política, considerado “O Pai da Ciência Moderna”, que vem da antiguidade grega, antes da era cristã. Não vamos a estudos prolongados, numa pequena memória que vem de 420 A.C. Avancemos muito mais próximo do nosso tempo. Fiquemos na Revolução Francesa de 14/07/1789. É um marco, um início da idade contemporânea, em que a Europa cria esperanças e reserva ódios. É o tempo da família real portuguesa se auto exilar para a América do Sul- Brasil – nessa continuidade em preservar o absolutismo, …

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Memórias Breves (19) “La Crosse et le bâton”

Bruno Leal, Doutor em História, é um jovem luso-francês, professor na Universidade de la Rochelle-França. Em 2004 publicou a tese sobre a Inquisição no reino do Algarve, 1630- 1750. Um estudo raro na nossa História político-religiosa, que foi editado, em apoio, pelo Centro Cultural- Calouste Gulbenkian. Bruno veio ao Algarve para o seu fim: Estudar a Inquisição no Algarve. Visitou, desde o Arquivo do Paço Episcopal de Faro, Anais do Município de Faro, livros sobre a temática de pouco conteúdo, numa busca “escondida” pelos séculos, no que teve  de informativo, nessa necessidade para concluir o seu longo estudo de  595 …

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Distinções de Mérito Municipal atribuídas no Dia do Município

Na terceira parte da cerimónia do Dia do Município de Silves, 2019, foram entregues as “Distinções de Mérito Municipal” “atribuídas a personalidades e instituições que, com o intuito da prossecução do bem comum, contribuíram para o engrandecimento e dignificação do Município”. Na categoria de Distinção Municipal – Prémio Instituição foram entregues distinções a duas entidades da cidade de Silves que este ano se tornaram centenárias, o Silves Futebol Clube e a Escola Secundária de Silves. Na categoria de Distinção Municipal – Prémio Intervenção Cívica foram entregues as seguintes distinções: José Inácio da Costa Martins – Capitão de Abril (Homenagem Póstuma); …

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