Ao utilizar este site, concorda com a nossa politica de privacidadePolitica de Privacidade e Termos e Condições.
Accept
Terra RuivaTerra RuivaTerra Ruiva
  • Concelho
  • Sociedade
    • Ambiente & Ciência
    • Cultura
    • Educação
    • Entrevista
    • História & Património
    • Lazer
    • Política
  • Opinião
  • Vida
  • Economia & Emprego
  • Algarve
  • Desporto
  • Autores
    • António Eugénio
    • António Guerreiro
    • Aurélio Cabrita
    • Clara Nunes
    • Débora Ganda
    • Eugénio Guerreiro
    • Fabrice Martins
    • Francisco Martins
    • Frederico Mestre
    • Helena Pinto
    • Inês Jóia
    • José Quaresma
    • José Vargas
    • Maria Luísa Anselmo
    • Maria José Encarnação
    • Miguel Braz
    • Paula Bravo
    • Paulo Penisga
    • Patricia Ricardo
    • Ricardo Camacho
    • Rocha de Sousa
    • Rogélio Gomes
    • Sara Lima
    • Susana Amador
    • Teodomiro Neto
    • Tiago Brás
    • Vera Gonçalves
  • Página Aberta
  • AUTÁRQUICAS 2025
    • AUTÁRQUICAS 2021
  • Edições
Reading: E por que não faço eu?
Partilhe
Font ResizerAa
Terra RuivaTerra Ruiva
Font ResizerAa
  • Home
  • Demos
  • Categories
  • Bookmarks
  • More Foxiz
    • Sitemap
Follow US
  • Advertise
© 2022 Foxiz News Network. Ruby Design Company. All Rights Reserved.
Editorial

E por que não faço eu?

Paula Bravo
Última Atualização: 2020/Dez/Sex
Paula Bravo
5 anos atrás
PARTILHE

Um dia, estava a conversar com o presidente de uma junta de freguesia quando este foi abordado por um cidadão. O cidadão vinha indignado. E, na sua opinião, não era para menos. A sua esposa tinha tido um acidente de viação e deslocava-se agora de cadeira de rodas. Mas acontecia que o acesso à casa onde moravam tinha ervas no passeio: “Aquilo está tudo cheio de ervas, não consigo entrar com a cadeira de rodas!”, dizia e repetia o cidadão. E numa zanga crescente criticava os trabalhadores, o presidente e a própria Junta. Uns porque eram “malandros”, este porque não cuidava devidamente dos primeiros e a Junta porque não cumpria o seu dever! E rematava com a frase mais escutada nestas ocasiões: “nunca mais têm o meu voto”!

O caso seguiu os trâmites normais. O presidente assegurou-se de que o cidadão era atendido por uma funcionária que tomou nota do pedido e garantiu que este seria atendido. E já depois, quando íamos à nossa vida, teve o desabafo: “ Então o que lhe custava arrancar as ervas naquele bocado em frente à casa, para passar com a cadeira? Levou mais tempo a vir aqui e a voltar para casa do que teria levado para arrancar as ervas…”

Este episódio vem-me à cabeça, agora, quando terminamos o ano numa conjuntura tão difícil. E paradoxal. Uma sociedade em que uma parte significativa dos cidadãos se limita a sacudir as responsabilidades para as entidades oficiais, do poder local ao central, como se não tivesse competências para apanhar as ervas à sua própria porta, vive uma situação de pandemia cujo desfecho depende principalmente da responsabilização de cada um, pela sua própria saúde e vida.

Divididos e encerrados no nosso ínfimo mundo quotidiano não teremos tido talvez tempo para pensarmos nas conquistas que, apesar de todas as dificuldades tivemos este ano.

A nível local, poderia enunciar os importantes projetos que despontam no concelho como a criação da Área Protegida da Baía de Armação de Pêra e a criação do Geoparque Algarvensis. Projetos que não se esgotarão na espuma dos dias e que trarão benefícios a muito longo prazo para os seus lugares. Ou destacar o pioneirismo do concelho de Silves no desenvolvimento da compostagem doméstica e comunitária, o sucesso no combate às perdas de água e na melhoria da eficiência energética, ou o facto de que, contra muitas probabilidades, o concelho vir a ter o primeiro PDM de nova geração aprovado no Algarve.

Ou o facto de que as páginas das nossas edições estiveram frequentemente dedicadas a jovens artistas e atletas do concelho que se têm distinguido em diversas áreas. E não menos relevante o ano terminar com a presença do presidente da República em São Bartolomeu de Messines, para se juntar à homenagem ao poeta e pedagogo João de Deus!…

Imersos na contagem “dos covides do dia”, não teremos talvez notado que as instituições e entidades do nosso concelho não nos falharam nestes tempos de medo e incerteza.

As autoridades de saúde, a presidente da Câmara Municipal de Silves, os vereadores, os autarcas das freguesias do concelho, os elementos da proteção civil municipal, os funcionários das autarquias, os nossos bombeiros e forças de autoridade estiveram sempre presentes, mesmo tendo tanto medo quanto nós todos. E a estes, em vários locais, juntaram-se voluntários, na desinfeção das ruas, na distribuição de bens essenciais a quem não podia sair de casa, no acompanhamento a pessoas doentes, na confeção de fatos e máscaras oferecidos aos hospitais, na criação de caixas solidárias para ajudar a mitigar as necessidades mais básicas.

Na altura em que escrevo estas linhas, a luta contra a doença que nos limita impera ainda sobre o nosso quotidiano, com números assustadores de mortes e internamentos. A ténue luz da esperança, no entanto, já se faz notar. E é essa luz que temos de seguir, prudentemente, é certo, mas com o sentido de caminharmos para o lugar certo. Neste Natal e final de ano, um ano atípico, como lhe temos chamado, saibamos, ainda assim, dar brilho ao que de bom temos vivido. Será utópico pensar que esta experiência poderá transformar a humanidade, mas talvez possa despertar-nos para a importância das pequenas ações, aqueles pequenos/grandes gestos que cada um de nós pode fazer por si e pela sua comunidade. São esses o melhor legado que podemos deixar a quem partilha o mundo connosco.
A todos, desejo saúde e esperança. Amor e solidariedade.

Total Views: 0
Meu rico verão
A informação local pela verdade
Cidadania espetadora
E se fosse a tua mãe? E se fossem os teus filhos?
O admirável negócio da doença
TAGGED:E por que não faço euervasPaula Bravo
Partilhe este artigo
Facebook Email Print
PorPaula Bravo
Natural de S. Bartolomeu de Messines, nascida em 1963. Licenciada em Comunicação Social. Desde 1986, trabalhou em vários órgãos de comunicação nacionais e regionais. Dirigente associativa. Fundadora e diretora do Terra Ruiva desde abril de 2000.
Artigo Anterior PCP organizou uma Tribuna Pública sobre o reforço do SNS
Próximo Artigo Aprovado Orçamento da Câmara de Silves, são 53,5 milhões para 2021
Sem comentários

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Últimas

Novo Multiusos Desportivo do Algoz já está aberto
Desporto
Corte de trânsito em Armação de Pêra
Concelho
Estudo nacional para determinar a prevalência da Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica abrange concelho de Silves
Saúde & Bem Estar Vida
Obras de requalificação em ruas de Messines
Concelho
Inauguração da exposição Acreditar no gesto, Cristina Massena, em Alcantarilha
Cultura Sociedade

– Publicidade –

Jornal Local do Concelho de Silves.

Links Úteis

  • Notícias
  • Estatuto Editorial
  • Ficha Técnica

Publicidade

  • Publicidade & Assinaturas
  • Conteúdo Patrocinado

Info Legal

  • Contactos e Info Legal
  • Termos e Condições
  • Politica de Privacidade

Siga-nos nas Redes Sociais

© Copyright 2025, Todos os Direitos Reservados - Terra Ruiva - Created by Pixart
Ajustes de acessibilidade

Com tecnologia de OneTap

Durante quanto tempo queres ocultar a barra de acessibilidade?
Duração de ocultação da barra
Perfis de acessibilidade
Modo de Deficiência Visual
Melhora os elementos visuais do site
Perfil Seguro para Convulsões
Remove flashes e reduz cores
Modo Amigável para TDAH
Navegação focada, sem distrações
Modo de Cegueira
Reduz distrações, melhora o foco
Modo Seguro para Epilepsia
Escurece cores e para o piscar
Módulos de conteúdo
Tamanho do ícone

Padrão

Altura da linha

Padrão

Módulos de cor
Módulos de orientação
Welcome Back!

Sign in to your account

Username or Email Address
Password

Lost your password?