Ao utilizar este site, concorda com a nossa politica de privacidadePolitica de Privacidade e Termos e Condições.
Accept
Terra RuivaTerra RuivaTerra Ruiva
  • Concelho
  • Sociedade
    • Ambiente & Ciência
    • Cultura
    • Educação
    • Entrevista
    • História & Património
    • Lazer
    • Política
  • Opinião
  • Vida
  • Economia & Emprego
  • Algarve
  • Desporto
  • Autores
    • António Eugénio
    • António Guerreiro
    • Aurélio Cabrita
    • Clara Nunes
    • Débora Ganda
    • Eugénio Guerreiro
    • Fabrice Martins
    • Francisco Martins
    • Frederico Mestre
    • Helena Pinto
    • Inês Jóia
    • José Quaresma
    • José Vargas
    • Maria Luísa Anselmo
    • Maria José Encarnação
    • Miguel Braz
    • Paula Bravo
    • Paulo Penisga
    • Patricia Ricardo
    • Ricardo Camacho
    • Rocha de Sousa
    • Rogélio Gomes
    • Sara Lima
    • Susana Amador
    • Teodomiro Neto
    • Tiago Brás
    • Vera Gonçalves
  • Página Aberta
  • AUTÁRQUICAS 2025
    • AUTÁRQUICAS 2021
  • Edições
Reading: E se fosse a tua mãe? E se fossem os teus filhos?
Partilhe
Font ResizerAa
Terra RuivaTerra Ruiva
Font ResizerAa
  • Home
  • Demos
  • Categories
  • Bookmarks
  • More Foxiz
    • Sitemap
Follow US
  • Advertise
© 2022 Foxiz News Network. Ruby Design Company. All Rights Reserved.
Terra Ruiva > Editorial > E se fosse a tua mãe? E se fossem os teus filhos?
EditorialOpinião

E se fosse a tua mãe? E se fossem os teus filhos?

Paula Bravo
Última Atualização: 2026/Mar/Qui
Paula Bravo
1 mês atrás
Partilhe
PARTILHE

Um repórter aborda pessoas ao acaso, numa rua de uma grande cidade europeia e coloca-lhes uma questão: para si, quantas mortes seriam admissíveis, no caso de uma intervenção militar dita para derrubar um ditador?

Todos os entrevistados admitiam, com toda a naturalidade, a ocorrência de mortes, como uma consequência inevitável. E diziam o número que lhes vinha à cabeça, cinco, dez, vinte… números que nunca ultrapassavam poucas dezenas. Perante a aceitação, e a resignação, demonstrada pelos entrevistados, o repórter colocava outra questão: e se essa intervenção fosse no seu país e se entre as vítimas estivessem os seus pais, se entre as vítimas estivessem os seus filhos, toda a sua família, a maioria dos seus amigos? Se essa intervenção destruísse a sua casa, o seu local de trabalho, toda a sua aldeia, a sua vila? Se essa intervenção arrasasse a sua cidade? Se essa intervenção destruísse a sua vida, os seus planos, os seus sonhos?

Muitas pessoas congelavam de repente, perante a crueza das perguntas. Muitas choravam. Nem uma pessoa conseguia aceitar as mortes que anteriormente pareciam admissíveis, naturais. De repente, o mundo dava uma volta.

E o mundo está a dar voltas, totalmente imprevisíveis. Na altura em que esta edição do Terra Ruiva se constrói, há uma atividade descrita como intensa na “nossa” Base das Lajes, para servir de apoio aos caprichos do presidente Trump que, com um ataque ao Irão, afasta de si as atenções que estava a ser alvo, pela sua ligação aos ficheiros Epstein. Assim como o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu iniciou os bombardeamentos em Gaza quando enfrentava o início de um julgamento iminente devido a acusações de corrupção, fraude e quebra de confiança.

Na espiral de bombardeamentos e mortes que nestes dias se sucedem, com o Irão a responder e a atacar em diversos locais, as questões da importância das vidas e das mortes merece a nossa atenção redobrada. Porque, sim, para muita gente, a vida tem mais ou menor valor, consoante o local de nascimento (que nenhum de nós escolhe). Na televisão, oiço dizer que em Israel há não sei quantas “vítimas” dos ataques do Irão, mas no Irão foram mortos “apoiantes do regime”.

Mais uma vez, as palavras utilizadas para o jogo sujo da manipulação da opinião pública. Desumanizar o outro, tática que por cá também vai fazendo o seu percurso…

No nosso cantinho, assistimos pelos ecrãs a tudo isto, confiantes que, ao contrário de uma epidemia sanitária, não chegará até às nossas ruas, não afetará a nossa família.

Ao nível local, falando de política, estaremos porventura mais interessados em que a oposição, que chumbou o orçamento da Câmara Municipal para 2026, o aprove finalmente, para que obras programadas possam arrancar, e em março já não é cedo…

Ou, a nível pessoal, estaremos mais preocupados com o aumento do preço do petróleo, que os especialistas apontam como inevitável, e que trará consigo um aumento generalizado do custo de vida.

Para nós, os felizardos que não é provável que vejamos a nossa casa destruída, a nossa família morta, os nossos amigos desaparecidos… para nós, os felizardos que nos podemos dar ao luxo de ter opiniões e de manifestá-las, sejam elas de horror ou de aplauso para a impunidade dos senhores da guerra, as consequências também não tardarão.

De facto, seja qual for a nossa perspetiva sobre o que se está a passar no campo internacional, uma coisa é certa: neste mundo globalizado todos pagaremos a fatura. E não nos sairá barato.

 

Ontem não te vi
A rendição ao privado, Um exemplo
A reforma
Cidadania espetadora
Uma pessoa que amo
TAGGED:E se fosse a tua mãe?Paula Bravo
Partilhe este artigo
Facebook Email Print
PorPaula Bravo
Natural de S. Bartolomeu de Messines, nascida em 1963. Licenciada em Comunicação Social. Desde 1986, trabalhou em vários órgãos de comunicação nacionais e regionais. Dirigente associativa. Fundadora e diretora do Terra Ruiva desde abril de 2000.
Artigo Anterior Paróquia de Silves promove a Festa da Partilha
Próximo Artigo Município de Silves concluiu a pavimentação de caminho na Borjinha- Benaciate
1 comentário
  • José Domingos diz:
    12 de Março, 2026 às 16:44

    Por vezes, necessitamos de fazer uso do acervo de prerrogativas que o 25 de Abril colocou à nossa disposição, no caso vertente, o direito ao contraditório.

    Li com a devida atenção o editorial da senhora directora e não poderei estar mais de acordo em como é extremamente lamentável o sacrifício de vidas inocentes, em nome seja do que for.
    Eu diria mais. Bastará que uma única vida seja imolada, seja sob que pretexto, para que nos devamos sentir indignados.

    Recordo-me, porém – sou ainda desse tempo – que, quando se carregava com sacos de trigo um macho, apenas num dos lados do dorso do animal, era certo e sabido que toda a carga iria parar ao chão, porque desequilibrada.
    Que me perdoe a cara directora, mas é também assim, que ressalta o modo como é visto o seu editorial, em que a objectividade ficou notoriamente prejudicada.
    Não foi por acaso, que a própria Natureza, por algum motivo, nos criou com dois olhos e não apenas com um único.
    Como assim ?

    Com efeito, fazer apenas referência às vítimas ocasionadas pelos ataques dos EUA e de Israel, com vista a fazer cair um ditador e promotor do terrorismo, e branquear, por omissão, as várias dezenas de milhares de assassinatos de seus próprios concidadãos – também lá havia “mães” e “filhos” e pais e irmãos –, a sangue frio, com balas reais, ordenados por Ali Khamenei, de pacatos cidadãos, cujo único “crime”era o de manifestarem-se por um pouco mais de liberdade, tudo isso, cara senhora directora, convenhamos que peca, manifestamente, por uma dualidade de critérios, que não se compreende.

    Para ressalvar qualquer má interpretação, acrescento que não pretendo, de todo, significar que concorde com aquele triste episódio de repressão. Certamente, a sua boa formação o repudia.
    Só que não menciona essa condenação e, nisso, não foi feliz.

    A propósito, para alguém que se queira dignar ler, deixo, abaixo, para reflexão, o “link” das decisões aprovadas no 4º Congresso do Sindicato dos Jornalistas, em Janeiro, e confirmadas no referendo de 26, 27 e 28 de Outubro de 2017, designadamente, a que é reportada no seu ponto “1”.

    “link” :
    Código Deontológico – Sindicato dos Jornalistas

    Responder

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Últimas

Encontros com pais e familiares em Tunes e Messines
Concelho
IEFP divulga ofertas de emprego e estágios
Economia Economia & Emprego Emprego
Exposição de cerâmica de Nuno Rodrigues, em Messines
Cultura Sociedade
“Candeia Acesa”, espetáculo de teatro em Silves
Cultura Sociedade
GNR alerta para burlas no arrendamento de imóveis, com destaque para distrito de Faro
Algarve

– Publicidade –

Jornal Local do Concelho de Silves.

Links Úteis

  • Notícias
  • Estatuto Editorial
  • Ficha Técnica

Publicidade

  • Publicidade & Assinaturas
  • Conteúdo Patrocinado

Info Legal

  • Contactos e Info Legal
  • Termos e Condições
  • Politica de Privacidade

Siga-nos nas Redes Sociais

© Copyright 2025, Todos os Direitos Reservados - Terra Ruiva - Created by Pixart
Ajustes de acessibilidade

Com tecnologia de OneTap

Durante quanto tempo queres ocultar a barra de acessibilidade?
Duração de ocultação da barra
Perfis de acessibilidade
Modo de Deficiência Visual
Melhora os elementos visuais do site
Perfil Seguro para Convulsões
Remove flashes e reduz cores
Modo Amigável para TDAH
Navegação focada, sem distrações
Modo de Cegueira
Reduz distrações, melhora o foco
Modo Seguro para Epilepsia
Escurece cores e para o piscar
Módulos de conteúdo
Tamanho do ícone

Padrão

Altura da linha

Padrão

Módulos de cor
Módulos de orientação
Welcome Back!

Sign in to your account

Username or Email Address
Password

Lost your password?