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Arquivos Tags: Paula Bravo

O valor da história

Li recentemente um livro de Richard Zimler, no qual o autor aborda a ascensão do nazismo, vista pelos olhos de uma adolescente alemã. Residente na cosmopolita Berlim, integrada na classe média, a jovem partilha a ideia, amplamente difundida no seu meio social, de que um bronco como Hitler nunca alcançará o poder. É com incredulidade que a mesma e seus familiares e amigos assistem à vitória de uma pessoa que consideram social e intelectualmente inferior, sem qualquer capacidade para dirigir um país que acreditam ser forte, desenvolvido e moderno. Da incredulidade ao horror e à derrocada de toda a sua …

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Sociedade de Messines eleita para órgãos nacionais da Confederação Portuguesa das Coletividades

A Sociedade de Instrução e Recreio Messinense foi eleita para o cargo de 2º Secretário da Mesa da Assembleia Geral da Confederação Portuguesa das Coletividades de Cultura, Recreio e Desporto. A eleição decorreu no dia 30 de março, em congresso que se realizou na Universidade Lusófona, em Lisboa, com a participação de centenas de delegados e de convidados das mais de 4000 associações filiadas na Confederação Portuguesa das Coletividades de Cultura, Recreio e Desporto (CPCCRD). Neste congresso, que decorreu sob o lema “ Cumprir os Estatutos, Aprofundar a Democracia, Reforçar a Participação”, além de serem eleitos os novos órgãos diretivos …

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Mudar o mundo é simples

Há uns anos atrás, quando ainda era professora, fazia sempre uma fuga ao programa oficial para ler com os alunos o conto “O homem que plantava árvores”, de Jean Giono. Inspirado numa história verídica, o conto relata a história de um pastor que após a morte de sua mulher e filho, se isola numa cabana na floresta e começa a plantar árvores. Todos os dias o fazia, de uma forma sistemática, percorrendo cada vez mais maiores distâncias e escolhendo com critério o tipo de árvores adaptado aos solos. Este processo começa numa região árida, sem habitantes nem vida. É nessa …

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Constatações de Março

Na sessão da Assembleia Municipal que decorreu em São Bartolomeu de Messines constatei sem surpresa a boa participação popular, como é costume nas assembleias descentralizadas nas freguesias. Sem surpresa mas com alguma tristeza, confirma-se que a grande maioria das intervenções carrega antigas reivindicações: a estrada, a água canalizada. Não são “novos rurais” que ali se apresentam, acabados de mudar para o campo. São as pessoas que ali viveram sempre, os velhos que permanecem e os novos que gostavam de continuar. É o país que vive a escassos quilómetros das zonas urbanas. Uma realidade que atinge todos por igual, até a …

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90º Aniversário da Sociedade de Instrução e Recreio Messinense

No dia 24 de Fevereiro de 2019, a Sociedade de Instrução e Recreio Messinense comemorou o 90º aniversário. A festa de aniversário começou no dia 23 de fevereiro, quando, à tarde, o palco da Sociedade recebeu o “Palhaço Alberto”, um espetáculo que mistura diferentes técnicas circenses, através do trabalho do animador Marco Quintino, da Catapum Produções, Companhia de Novo Circo sediada no Baixo Alentejo. Foi também inaugurada uma Exposição Coletiva de Artes, de fotografia e pintura, com trabalhos de Jorge Correia, Nuno Luz, Laura Gomes, Bruno Cortes, Tânia Cabrita, Hélia Coelho e Cuca Fiadeiro. À noite, foi a vez de …

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A comunicação social e o jornal Avante em debate em Silves

Terá lugar em Silves, no dia 28, às 21h, uma sessão pública com o tema “A comunicação social e o papel do Avante na luta das ideias”. A iniciativa é organizada pelo PCP, no âmbito do 88º aniversário do jornal Avante, e irá decorrer na Biblioteca Municipal de Silves. São convidados o jornalista e professor universitário, Fernando Correia, a jornalista e diretora do Terra Ruiva, Paula Bravo e o editor Rui Mota.  

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Incógnitas

Não é que estejamos assim tão afastados da esfera do poder. Em segundos, o mundo digital leva-nos a todo o lado, de avião chega-se lá numa hora, pela autoestrada são duas horas… distâncias ínfimas nos dias de hoje. Mas continuo sem ver como podemos lá chegar. Nós, os que vivemos na periferia do litoral. Veio um ministro ao Algarve anunciar investimentos. Milhões, infraestruturas, desenvolvimento – ouvimos palavras cujo sentido compreendemos e apreciamos. Mas esmiúça-se o conteúdo dos documentos e surgem duas grandes debilidades. Em primeiro lugar, os investimentos continuam a seguir a conveniência da indústria turística; em segundo lugar, a …

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Tolerância

Começa o ano de 2019 com uma discussão acesa acerca da entrevista feita na TVI a Mário Machado, conhecido neonazi. Perante a indignação de muitas pessoas e entidades, entre as quais o Sindicato de Jornalistas, veio aquela estação defender a entrevista argumentando que todas as opiniões devem ser respeitadas e que defende a liberdade de expressão. Poucos valores são mais preciosos do que a liberdade de expressão, pela qual tantas pessoas deram a vida e lutaram durante séculos, numa batalha que está longe de estar ganha em muitos pontos do globo e até aqui em Portugal. Mas Mário Machado é …

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Quando o mundo (parece que) não muda

No nosso minúsculo mundo a que chamamos Concelho de Silves, parece que há coisas que não mudam. E algumas não mudam mesmo, provocando por vezes algum desespero a quem tenta escrever uma reflexão sobre o que de mais importante por aqui se vai passando. Como é o caso desta pessoa que escreve neste espaço. Fosse eu buscar os textos de 2014, sobre o primeiro orçamento da responsabilidade do executivo CDU na Câmara Municipal de Silves, e os comparasse com os que publicamos nesta edição de dezembro de 2018, que diferenças encontraríamos? Respondo já: além dos números, muito poucas. A CDU …

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O valor da verdade

Entre 2004 e 2006 a Câmara Municipal de Silves, liderada pela presidente Isabel Soares e por uma maioria absoluta do PSD, entendeu dar à empresa Viga d’ Ouro, de Tunes, um enorme número de empreitadas. Na azáfama de tanta obra, a autarquia esqueceu-se de cuidar do bem comum. Os relatórios oficiais são arrasadores: neste período foram feitas obras sem concurso, no valor de quase cinco milhões de euros, todas pela mesma empresa, que cobrou pelo seu trabalho cerca de cinco vezes mais do que o preço normal de mercado. Esta é a essência do caso Viga d’ Ouro, foi assim …

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