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Editorial

Sobrou fogo, faltam medalhas

No rescaldo do chamado incêndio de Monchique, que atingiu profundamente a zona serrana de Silves, têm-se apurado várias conclusões sobre o que correu mal no combate ao fogo. A primeira pista foi deixada pela presidente da Câmara de Silves, Rosa Palma, em declarações a televisões nacionais, nas quais, com serenidade e notória escolha de palavras, afirmou em voz alta o que mais se ouvia no terreno: que tinha havido falta de coordenação. Havendo pessoas mais habilitadas para falar sobre a (des)coordenação dos meios de combate ao fogo, destaco outra lacuna que me parece importante: a falta de informação às populações. …

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O destino a que escapamos

O miúdo era grande barra na escola primária. Os pais, camponeses muito pobres, consideravam fazer um enorme sacrifício para que o filho pudesse prosseguir os estudos. Cometeram o erro de perguntar a opinião ao lavrador, “ponha-o mas é a trabalhar!” disse este de imediato. E o miúdo seguiu o destino da maioria dos meninos da sua cidade. Aos 13 anos foi trabalhar para uma fábrica de cortiça. Lá de longe chegam imagens de meninos e meninas agrupados em jaulas, deitados no chão, separados dos pais. Em tudo iguais aos meninos e meninas que passeiam fora dessas celas. De diferente apenas …

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Onde fica o interior?

Convenci-me há dias (com um entusiasmo muito moderado) a ler o Plano Nacional para a Coesão Territorial (PNCT), após ter visto o ministro Siza Vieira a dar entrevistas a órgãos de comunicação social regional. Sabendo que apenas a freguesia de São Marcos da Serra é incluída no PNTC, li, ainda assim, as 144 páginas de texto. No final, aplaudi quase todas as medidas propostas, embora não percebendo como iriam ser executadas uma vez que o documento não apresenta números (orçamentos)… Assim, com a informação incompleta, aventurei-me na leitura da entrevista publicada no Sul Informação. Do muito blá blá retive um …

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Os Ausentes

Este mês dedico o meu editorial, escrito na véspera do 25 de abril, a uma categoria de pessoas que muito, muito provavelmente não lerão este texto. Falo dos que não participam, dos ausentes. Quando há eleições fala-se sempre dos que não votam. As pessoas não participam, ouve-se dizer. À exceção do futebol, todos os outros sectores, da política à cultura, parecem impregnados dessa triste constatação… as pessoas não se interessam, não se envolvem… À medida que a maioria da população se ausenta mais e mais da responsabilidade de decidir a sua vida, torna-se fundamental que quem governa esteja ciente da …

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18 Anos/ 200 Edições

Em Abril do ano 2000, o Terra Ruiva colocou na rua a sua primeira edição, numa festa realizada no bar do Racal Clube, em Silves. Em Abril de 2018 comemoramos o 18º aniversário e, numa coincidência feliz, chegamos à 200ª edição. É difícil descrever o que estes números representam em termos de trabalho, esforço, dedicação, resiliência. Também não é fácil enumerar as falhas, os fracassos, as debilidades, as grandes e pequenas derrotas. Ainda assim, em abril de 2018, comemoramos o 18º aniversário, na 200ª edição e entregamos aos nossos leitores um jornal com recursos humanos e financeiros modestos, cingido ao …

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João de Deus e a laranja

Há uns anos atrás, a Vila de Messines engalanava-se para festejar João de Deus. Este messinense não foi um homem qualquer. Apesar da da forma modesta como viveu, distinguiu-se por ser o autor da Cartilha Maternal, concebida para que o ato de aprender a ler fosse intuitivo e tão simples que qualquer pessoa com conhecimentos rudimentares pudesse tornar-se num “professor”. O seu método arrancou do analfabetismo milhares de pessoas em Portugal e no mundo lusófono. O nome de João de Deus perdura em muitos locais de Messines mas as comemorações que se organizam no aniversário do seu nascimento, a 8 …

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Os caminhos da desertificação

Numa sessão da Assembleia Municipal a que assisti, em dezembro de 2017, apresentou-se um cidadão com uma vulgaríssima pretensão. Queria que fosse arranjado o caminho que conduz a sua casa, perto da Barragem do Arade. Pelo que dizia, um pedido/reclamação feito em ocasiões anteriores e nunca satisfeito. Pois se era certo que alguns melhoramentos eram periodicamente efetuados no referido caminho, certo era também que com as chuvas de inverno todo o esforço, material e despesa escorriam literalmente pela encosta abaixo. Uma situação que levava o cidadão a pedir a única solução que poderia resolver o problema: o alcatroamento da estrada …

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O grande desafio das freguesias (Com correção)

O ano de 2018 apresenta novos e importantes desafios às freguesias a que apenas as mais aptas poderão responder. Está a decorrer, até 2021, um massivo processo de transferência de competências para as freguesias. Pretende o Governo que seja um processo diferenciado em função da natureza e das dimensões da freguesia, o número de residentes e, não menos importante, a capacidade de execução de cada uma. Na sequência da reforma das freguesias, que foi executada, em vários casos, contra a vontade dos autarcas e das populações, pretende-se que as juntas se tornem capazes de responder a inúmeras necessidades das populações, …

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Outro olhar para o Teatro

No concelho de Silves há teatro, muito teatro e vários grupos em atividade. Mas os apoios e os incentivos que recebem são escassos. Uma lacuna que é urgente resolver. Um projeto importante nesta área foi criado em 2014 quando o que começou por ser uma oficina de representação, em Polos de Educação ao Longo da Vida, se consolidou em quatro diferentes grupos de teatro sénior, em Silves, S. Bartolomeu de Messines, Armação de Pêra e Tunes. Este projeto, desenvolvido por técnicos da Câmara Municipal, no âmbito do Programa + Proximus, teve um êxito brutal, junto dos atores amadores, pessoas dos …

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A culpa está solteiríssima

A reportagem que o nosso jornal publica (“Rotura no adutor Funcho-Alcantarilha há anos”), dá conta de uma situação que poderia ser considerada inacreditável. Poderia ser, mas não será, nesta altura em que ainda nos quedamos estupefactos perante um País que ardeu, e um roubo de armamento militar que aconteceu ou não, agora sim, depois não, novamente sim e com um bónus: os assaltantes até devolveram material que não tinham levado!… E escrevo tudo isto sem aspas, perdoem-me, mas nem sei onde as colocar, no caos das frases que se constroem quando tentamos compreender acontecimentos que não fazem sentido. Aconteceram mas …

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