Terra Ruiva, Duas Décadas +1

TUDO é veloz… Creio ter publicado 200 artigos, da minha lavra, no  mensário  da minha Terra, ao convite da sua direção, com a Jornalista Paula Bravo. Não venho fazer elogios, só o reconhecimento de quem projetou, em décadas passadas, a continuidade da Imprensa na Terra de MESSINES. Há 21 anos, já adulto, se mantém um Mensário digno do ser: Plural, cultural, aberto a quem tem essa vocação de comunicador e cumpridor na palavra escrita. E nisso está um dever, na palavra comunicativa, nas diversidades próprias  e exigidas.

Assim entendi o “TERRA RUIVA”, num batismo natural do Lugar… Conheci, pelo Mensário, gente colaboradora, persistente. Gente  em continuidade de 21 anos, gente desistente, também, por razões várias e pessoais, numa direção consistente, nessa força-vontade em comunicar, numa pluralidade consciente  em cultura de essência. O “TERRA RUIVA” é um comunicador plural e racional… Conheço Gente pela escrita, pela comunicação, pelo valor da palavra e da ideia… Por vezes lembro, e comparo, o nosso João de Deus… ao nosso Mensário…  E, porque, nessa comparação, o Homem do século XIX foi um modelo de simplicidade e de responsabilidades… É que o nosso Mensário não é  de uma publicidade de qualquer fim e ambição: É um mensário de comunicar, pela diferença. Eu, pessoalmente, fui e continuo comunicador.

Teodomiro no Café Aliança, 2000

Conheci os tempos, dos anos  60 do século XX, aos desta 2ª década do século XXI. Que diferenças! Peço desculpa desta memória jornalística de quando me iniciei em comunicador, em 1961, os tormentos que passei por escrever a palavra consciente, na inconsciência do tempo.

Só uma breve “Memória”, para uma comparação: “Num mês, qualquer do ano de 1961, fui ao encontro de uma figura notável da República… Um Médico. Eu cito o seu nome: João da Silva Nobre. O médico, alcunhado por “Pai dos Pobres”, concedeu-me a entrevista, numa condição: não ser publicada, em defesa do semanário “O ALGARVE”. E em defesa da minha própria juventude, que seria a mais castigada ! Só uma pequena memória: “ Colaboro na entrevista, numa condição: Não ser publicada. Em defesa do semanário Republicano e da tua própria defesa. Tu és muito jovem e audacioso, só por teres vindo ter comigo… Por tal, não autorizo a publicação.” Guardei a entrevista. Foram tempos marcantes, perigosos, do meu tempo, na minha juventude. Em Novembro de 2018, publiquei a entrevista no semanário farense e de cariz religioso, “FOLHA DO DOMINGO”:  “Médicos e as Artes no Algarve”, numa publicação de 10 médicos. E nessa continuidade tenho feito o meu caminho iniciado e continuado.

O  mensário da minha Terra veio nesse livro aberto à Democracia. Bem-Haja, nessa continuidade. Aos Colaboradores que “abalaram” e aos que continuam, o nosso jornal merece as nossas PALAVRAS, em continuidade democrática. 21 Anos é um tempo de ADULTO. Vamos, então, nessas Memórias. Um abraço de amizade e de admiração à Paula, a jornalista persistente. A todos os Colaboradores, nessa força/vontade em manter vivo o “TERRA RUÍVA”. Saudações e vontades em continuar, vivo, o Mensário da nossa Terra. Nessa continuidade  iniciada pelo “ O MESSINENSE”, na década de 20, século XX.

 

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