Ao utilizar este site, concorda com a nossa politica de privacidadePolitica de Privacidade e Termos e Condições.
Accept
Terra RuivaTerra RuivaTerra Ruiva
  • Concelho
  • Sociedade
    • Ambiente & Ciência
    • Cultura
    • Educação
    • Entrevista
    • História & Património
    • Lazer
    • Política
  • Opinião
  • Vida
  • Economia & Emprego
  • Algarve
  • Desporto
  • Autores
    • António Eugénio
    • António Guerreiro
    • Aurélio Cabrita
    • Clara Nunes
    • Débora Ganda
    • Eugénio Guerreiro
    • Fabrice Martins
    • Francisco Martins
    • Frederico Mestre
    • Helena Pinto
    • Inês Jóia
    • José Quaresma
    • José Vargas
    • Maria Luísa Anselmo
    • Maria José Encarnação
    • Miguel Braz
    • Paula Bravo
    • Paulo Penisga
    • Patricia Ricardo
    • Ricardo Camacho
    • Rocha de Sousa
    • Rogélio Gomes
    • Sara Lima
    • Susana Amador
    • Teodomiro Neto
    • Tiago Brás
    • Vera Gonçalves
  • Página Aberta
  • AUTÁRQUICAS 2025
    • AUTÁRQUICAS 2021
  • Edições
Reading: Tantas razões para não desistir
Partilhe
Font ResizerAa
Terra RuivaTerra Ruiva
Font ResizerAa
  • Home
  • Demos
  • Categories
  • Bookmarks
  • More Foxiz
    • Sitemap
Follow US
  • Advertise
© 2022 Foxiz News Network. Ruby Design Company. All Rights Reserved.
Terra Ruiva > Editorial > Tantas razões para não desistir
EditorialOpinião

Tantas razões para não desistir

Paula Bravo
Última Atualização: 2025/Dez/Dom
Paula Bravo
2 meses atrás
Partilhe
PARTILHE

No dia seguinte a esta edição (em papel) sair para a rua, cumpre-se a Greve Geral, contra o pacote laboral apresentado pelo Governo. Nesse dia, faremos (teremos feito) greve na redação, por solidariedade, por consciência – porque é necessário resistir.

Este “pacote” que o Governo pretende impor, e que não constava do seu programa eleitoral, não serve quem trabalha. E o facto da CGTP e da UGT estarem em sintonia nesta apreciação, deveria ser um gigantesco sinal de alerta para quem vive do seu trabalho.

As consequências desta proposta são muitas. Entre elas, destaco a fomentação de mais instabilidade ao alargar os contratos a termo de dois para três anos; deixar a vida familiar do trabalhador nas mãos da entidade patronal ao recuperar a figura do Banco de Horas Individual (e na prática não permitir que o trabalhador recuse) e obrigar os trabalhadores com filhos menores de 12 anos a trabalhar à noite, aos feriados e aos fins de semana. Os recibos verdes, sinónimo de precariedade vão também aumentar. Até agora considerava-se que se uma pessoa passasse 50% dos recibos verdes para o mesmo empregador, era porque existia um contrato de trabalho, mas o Governo quer aumentar esse limite para 80%.

Está também em risco a figura dos contratos coletivos. O que o Governo quer oferecer ao patronato, é imposição dos contratos individuais, colocando o trabalhador em desvantagem, sem a força de reivindicação e negociação que os contratos coletivos permitem.

Deixar o trabalhador cada vez mais isolado, cada um por si – é o objetivo. Por isso, sem dúvida, são também colocados entraves à ação sindical no interior das empresas. Diminuindo a força e influência dos sindicatos, está o caminho aberto para mais dois desejos do Governo: colocar restrições à realização de greves e aumentar os serviços mínimos.

E, se alguém não se calar? O Governo previu essa hipótese e encontrou a solução: as empresas deixam de ser obrigadas a reintegrar trabalhadores que tenham sido despedidos sem justa causa. Basta que o patrão diga que essa pessoa causa “mau ambiente” e ainda que o tribunal decida a favor do trabalhador, o mesmo não será reintegrado. É todo um caminho novo que se abre, com a possibilidade de despedir a pessoa de quem não se gosta, sem necessitar de nenhuma razão.

Os que defendem este pacote (diz-me de que lado estás, dir-te-ei quem és e quanto ganhas), dizem que é necessário modernizar as leis, flexibilizar o trabalho, aumentar a produtividade, facilitar os despedimentos. Não falam sobre o valor do trabalho e das remunerações pagas, num país onde, segundo dados oficiais, 80% dos vencimentos não ultrapassam os 1.500€. Não falam sobre as horas extraordinárias, os horários noturnos, os feriados, os fins de semana, o trabalho por turnos que tantos são obrigados a fazer sem qualquer contrapartida.

E nada dizem sobre o desalento, a tristeza e raiva de quem trabalha todo o dia e vê que simplesmente não chega. Não chega para a renda, para as despesas do dia a dia, para os gastos com os miúdos, ou uma semana de férias.

Os patrocinadores deste pacote laboral não querem mais do que ganhar com a retirada de direitos, com a diminuição do valor do trabalho. O que gerações e gerações de sindicalistas e de trabalhadores conquistaram com sacrifício querem apagar em nome da modernidade. Para quem trabalha, estão em causa direitos básicos. Para os outros, a existência desses direitos significa que vão obter menos lucros, uma quantia mais reduzida em dividendos ou prémios.

E, entretanto também nos apresentaram a cereja no topo do bolo: querem aumentar de novo a idade para a reforma.

A greve do dia 11 de dezembro já terá ocorrido quando muitos dos leitores lerem este texto. Não interessa, este texto não é um apelo à participação. É mais um “abre-olhos” para o que está em causa (que não se esgota nas medidas que enunciei). A greve terá sido um primeiro passo. Os outros irão depender de quem trabalha se interrogar: quanto vale o meu trabalho? Quanto vale a minha vida?

…

A todos os leitores, anunciantes, colaboradores e amigos quero desejar um Bom Natal e um Ano Novo com saúde e mais risonho. A esperança mora connosco, ainda há tempo para resistirmos e construirmos algo melhor neste nosso mundo.

 

Ambição
O admirável negócio da doença
A Festa da Família
Misteriosa chama
Museu da Cortiça em Silves – uma nova vida?
TAGGED:Greve geralPaula BravoTantas razões para não desistir
Partilhe este artigo
Facebook Email Print
PorPaula Bravo
Natural de S. Bartolomeu de Messines, nascida em 1963. Licenciada em Comunicação Social. Desde 1986, trabalhou em vários órgãos de comunicação nacionais e regionais. Dirigente associativa. Fundadora e diretora do Terra Ruiva desde abril de 2000.
Artigo Anterior Barragens com água, mas aquífero Querença-Silves preocupa
Próximo Artigo GNR desenvolve Operação “RoadPol” – Álcool e Estupefacientes ou Psicotrópicos”
Sem comentários

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Últimas

Deputados socialistas do Algarve questionam atrasos nos subsídios devidos aos pescadores
Política Sociedade
Cristiano Cabrita eleito vice-presidente da CCDR Algarve
Algarve
Bombeiros salvam jovem invisual que caiu ao Rio Arade
Pessoas Vida
Carnaval Trapalhão 2026, em Armação de Pêra
Lazer Sociedade
Carnaval de Messines 2026, dias 15,16 e 17 de fevereiro
Concelho Lazer Sociedade

– Publicidade –

Jornal Local do Concelho de Silves.

Links Úteis

  • Notícias
  • Estatuto Editorial
  • Ficha Técnica

Publicidade

  • Publicidade & Assinaturas
  • Conteúdo Patrocinado

Info Legal

  • Contactos e Info Legal
  • Termos e Condições
  • Politica de Privacidade

Siga-nos nas Redes Sociais

© Copyright 2025, Todos os Direitos Reservados - Terra Ruiva - Created by Pixart
Ajustes de acessibilidade

Com tecnologia de OneTap

Durante quanto tempo queres ocultar a barra de acessibilidade?
Duração de ocultação da barra
Perfis de acessibilidade
Modo de Deficiência Visual
Melhora os elementos visuais do site
Perfil Seguro para Convulsões
Remove flashes e reduz cores
Modo Amigável para TDAH
Navegação focada, sem distrações
Modo de Cegueira
Reduz distrações, melhora o foco
Modo Seguro para Epilepsia
Escurece cores e para o piscar
Módulos de conteúdo
Tamanho do ícone

Padrão

Altura da linha

Padrão

Módulos de cor
Módulos de orientação
Welcome Back!

Sign in to your account

Username or Email Address
Password

Lost your password?