Ao utilizar este site, concorda com a nossa politica de privacidadePolitica de Privacidade e Termos e Condições.
Accept
Terra RuivaTerra RuivaTerra Ruiva
  • Concelho
  • Sociedade
    • Ambiente & Ciência
    • Cultura
    • Educação
    • Entrevista
    • História & Património
    • Lazer
    • Política
  • Opinião
  • Vida
  • Economia & Emprego
  • Algarve
  • Desporto
  • Autores
    • António Eugénio
    • António Guerreiro
    • Aurélio Cabrita
    • Clara Nunes
    • Débora Ganda
    • Eugénio Guerreiro
    • Fabrice Martins
    • Francisco Martins
    • Frederico Mestre
    • Helena Pinto
    • Inês Jóia
    • José Quaresma
    • José Vargas
    • Maria Luísa Anselmo
    • Maria José Encarnação
    • Miguel Braz
    • Paula Bravo
    • Paulo Penisga
    • Patricia Ricardo
    • Ricardo Camacho
    • Rocha de Sousa
    • Rogélio Gomes
    • Sara Lima
    • Susana Amador
    • Teodomiro Neto
    • Tiago Brás
    • Vera Gonçalves
  • Página Aberta
  • AUTÁRQUICAS 2025
    • AUTÁRQUICAS 2021
  • Edições
Reading: E se fosse mesmo a sério?
Partilhe
Font ResizerAa
Terra RuivaTerra Ruiva
Font ResizerAa
  • Home
  • Demos
  • Categories
  • Bookmarks
  • More Foxiz
    • Sitemap
Follow US
  • Advertise
© 2022 Foxiz News Network. Ruby Design Company. All Rights Reserved.
EditorialOpinião

E se fosse mesmo a sério?

Paula Bravo
Última Atualização: 2025/Mar/Sex
Paula Bravo
1 ano atrás
PARTILHE

No mês de fevereiro, num espaço de poucos dias, o concelho de Silves registou dois sismos de fraca intensidade e um tornado bastante mais violento. Os sismos não foram sentidos pela população, mas o seu epicentro foi a 25 quilómetros da cidade de Silves, na falha de São Marcos da Serra que se estende a São Bartolomeu de Messines. Estas freguesias foram também atingidas pelo tornado, que provocou estragos em habitações e campos.

Falando com um e com outro, sobre estes fenómenos da natureza, que não poupam ninguém e que são imprevisíveis, mais tarde ou mais cedo, ouve-se a pergunta: e se fosse a sério? É, na verdade, uma pergunta retórica porque todos sabemos que não  tem resposta. Mas ficamos a pensar.

Por aqueles dias também houve um sismo em Lisboa, os canais televisivos não pouparam esforços para falar do assunto até à exaustão. No meio de tudo isso, apanhei uma dica preciosa. Em caso de catástrofe é importante que a população se dirija para as chamadas ZCL – Zonas de Concentração Local, que são espaços considerados mais seguros e com as condições mínimas para responder às primeiras necessidades. É também aí que os meios de socorro se devem agrupar e dirigir as respostas de auxílio.

Que no caso de uma catástrofe natural haja um sítio, um ponto de referência, onde eventualmente haverá atendimento e ajuda, parece-me uma ideia excelente, tanto mais que nos encontraremos num estado que nem desejamos imaginar… O problema é que, falando com um e com outro, não encontrei uma única pessoa que soubesse identificar a ZCL mais perto da sua habitação.

Imaginando alguns locais prováveis, mas querendo ter a certeza, dirigi-me ao site da Câmara Municipal de Silves, para consultar o Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil de Silves. Primeira constatação: o  plano é datado de novembro de 2012 e embora no fundamental se mantenha atual, salta à vista que há pontos que têm de ser atualizados e corrigidos.

Passo por várias páginas, encontro a enumeração dos riscos naturais que podem atingir o concelho. A saber: sismos, tsunamis, queda de arribas, cheias e inundações, movimento de massas, ventos fortes, tornados e ciclones, secas, ondas de calor, vagas de frio, incêndios florestais. Assim de repente só não me lembro de casos de movimento de massas, de todos os outros tenho registo na memória, avanço para as ditas Zonas de Concentração Local (ZCL) que o documento diz que encontrarei na III Parte – Ponto 5.

Ei-las: Parque de Estacionamento do Sítio do Encalhe, em Silves; Rua João de Deus, em S. Bartolomeu de Messines; Parque Estacionamento da Casa Mortuária em Armação de Pêra.

As ZCL de Silves e Armação de Pêra fazem sentido, mas nunca na vida iria considerar a Rua João de Deus, uma das principais artérias da vila, com prédios de ambos os lados, constantemente congestionada de veículos estacionados e em circulação, como um lugar de concentração e seguro… talvez na zona do jardim, junto ao quartel dos bombeiros… mas aí a população iria certamente atrapalhar e prejudicar as movimentações dos meios de socorro…

Para mim, o Parque de Feiras e Exposições de SB Messines teria as condições definidas para ser uma ZCL: “instalações sanitárias, locais amplos para distribuição de colchões, bons acessos e parqueamento”. Mas no plano de 2012 ainda não existe tal área, apenas a “cerca da feira”.

Páginas mais à frente, o referido plano de emergência indica outras áreas de potencial acolhimento da população, nas várias freguesias, como as escolas e os estádios municipais. E no papel tudo parece bem arrumadinho. Mas volto à questão anterior. E se um desastre natural de grandes proporções, como aqueles que os nossos antepassados vivenciaram, ocorresse agora?

Além dos três movimentos que ouvimos repetidamente para fazer em caso de sismo: Baixar; Proteger; Aguardar;  o que sabemos nós? Que informação/ educação nos foi passada? Se um sismo potente, com epicentro a sudoeste do Cabo de São Vicente, provocasse um tsunami, a onda chegaria à nossa costa em menos de 15 minutos e não se ficaria por aí, indo afetar as ribeiras de Alcantarilha, de Espiche, de Odelouca e o rio Arade. As consequências poderão ser devastadoras, dependendo da intensidade do sismo, da preparação que tenhamos para lidar com a situação e da má sorte de cada um.

Não há muito tempo uma reportagem da RTP dizia que a grande maioria das câmaras municipais não tinha os planos de emergência municipais atualizados. Na azáfama do dia a dia é compreensível que certos assuntos caiam para segundo plano. Lá dizem as pessoas, só se lembram de Santa Bárbara quando há trovões.

Mas tão importante quanto ter o Plano de Emergência Municipal atualizado será passar a informação fundamental à população, dar a conhecer os procedimentos e as áreas definidas como Zonas de Concentração, instalar sinalética nas mesmas, divulgar a existência dos locais de acolhimento definidos.

Nada disto impedirá a ocorrência dos desastres. Mas poderá ajudar alguém numa situação desesperada.

 

 

 

 

 

Total Views: 0
Imigração: entre preconceitos e realidade
Meu rico verão
Iludir-se
Ser Pai/ Ser Mãe Hoje – Entre o mundo digital e a responsabilidade de educar
Primavera à mesa: o que devemos mesmo comer nesta altura?
TAGGED:E se fosse mesmo a sérioPaula BravoZonas de Concentração Local
Partilhe este artigo
Facebook Email Print
PorPaula Bravo
Natural de S. Bartolomeu de Messines, nascida em 1963. Licenciada em Comunicação Social. Desde 1986, trabalhou em vários órgãos de comunicação nacionais e regionais. Dirigente associativa. Fundadora e diretora do Terra Ruiva desde abril de 2000.
Artigo Anterior Sociedades de S. Marcos da Serra, Alcantarilha, Silves e Messines; Velhinhas mas ativas…. Continuam a cumprir aniversários
Próximo Artigo Tribuna Pública pela Extensão de Saúde de Tunes
Sem comentários

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Últimas

Fora do Rascunho – Música & Poesia ao vivo, no Parque do Enxerim
Cultura Sociedade
Concerto em Silves com Legacy5brass
Lazer Sociedade
Centro de Saúde de Silves com atendimento a não residentes
Concelho
Ciclo de Teatro Sénior 2026 com espetáculos nas freguesias
Cultura Sociedade
easyJet celebra o 5.º aniversário da sua base de Faro e reafirma compromisso com a região
Economia Economia & Emprego

– Publicidade –

Jornal Local do Concelho de Silves.

Links Úteis

  • Notícias
  • Estatuto Editorial
  • Ficha Técnica

Publicidade

  • Publicidade & Assinaturas
  • Conteúdo Patrocinado

Info Legal

  • Contactos e Info Legal
  • Termos e Condições
  • Politica de Privacidade

Siga-nos nas Redes Sociais

© Copyright 2025, Todos os Direitos Reservados - Terra Ruiva - Created by Pixart
Ajustes de acessibilidade

Com tecnologia de OneTap

Durante quanto tempo queres ocultar a barra de acessibilidade?
Duração de ocultação da barra
Perfis de acessibilidade
Modo de Deficiência Visual
Melhora os elementos visuais do site
Perfil Seguro para Convulsões
Remove flashes e reduz cores
Modo Amigável para TDAH
Navegação focada, sem distrações
Modo de Cegueira
Reduz distrações, melhora o foco
Modo Seguro para Epilepsia
Escurece cores e para o piscar
Módulos de conteúdo
Tamanho do ícone

Padrão

Altura da linha

Padrão

Módulos de cor
Módulos de orientação
Welcome Back!

Sign in to your account

Username or Email Address
Password

Lost your password?