Ao utilizar este site, concorda com a nossa politica de privacidadePolitica de Privacidade e Termos e Condições.
Accept
Terra RuivaTerra RuivaTerra Ruiva
  • Concelho
  • Sociedade
    • Ambiente & Ciência
    • Cultura
    • Educação
    • Entrevista
    • História & Património
    • Lazer
    • Política
  • Opinião
  • Vida
  • Economia & Emprego
  • Algarve
  • Desporto
  • Autores
    • António Eugénio
    • António Guerreiro
    • Aurélio Cabrita
    • Carlos Osório
    • Clara Nunes
    • Débora Ganda
    • Eugénio Guerreiro
    • Fabrice Martins
    • Francisco Martins
    • Frederico Mestre
    • Helena Pinto
    • Inês Jóia
    • José Quaresma
    • José Vargas
    • Maria Luísa Anselmo
    • Maria José Encarnação
    • Miguel Braz
    • Paula Bravo
    • Paulo Penisga
    • Patricia Ricardo
    • Ricardo Camacho
    • Rocha de Sousa
    • Rogélio Gomes
    • Sara Lima
    • Susana Amador
    • Teodomiro Neto
    • Tiago Brás
    • Vera Gonçalves
  • Página Aberta
  • AUTÁRQUICAS 2025
    • AUTÁRQUICAS 2021
  • Edições
Reading: Eleitos
Partilhe
Font ResizerAa
Terra RuivaTerra Ruiva
Font ResizerAa
  • Home
  • Demos
  • Categories
  • Bookmarks
  • More Foxiz
    • Sitemap
Follow US
  • Advertise
© 2022 Foxiz News Network. Ruby Design Company. All Rights Reserved.
Opinião

Eleitos

José Alberto Quaresma
Última Atualização: 2021/Out/Seg
José Alberto Quaresma
5 anos atrás
PARTILHE

A vitória não traz louros. Ajunta mais trabalho. A derrota não envergonha. Provoca acentuado arrefecimento noturno.

A 26 de setembro, a pastoral da falsa virgindade não deu frutos. Berrar mais forte não excita os frígidos. Falinhas mansas untuosas podem ter boa vista-rio, mas não saltam margens. A vender verbo e ilusão fica-se em terra. A camionete do futuro nunca passa. A realidade não se dobra a um capricho. Muito menos ao ressaibo.

A desmemória é o ermo onde germina a impiedade, a indiferença e a pouca vergonha. Como também tem vida longa, regressará daqui a quatro anos.

A vitória sabe a mel. A derrota a fel. É desejável um gosto comum, agridoce, para vencedores e vencidos. Não enjoa. Não engorda. Trava a fome canina. A fome tão má conselheira.

Desmontada a tenda, eleitos e não eleitos voltam a ser semelhantes. E só devia restar um jeito de viver. Colaborar em vez de encanzinar. Nem soberba de um lado, nem ressaibo do outro.

O que se espera de quem governa é que resolva problemas. Que olhe por quem mais precisa de conforto e luz. Que abra caminhos. Que tente cumprir o prometido. E que bem explique se o não conseguir. Que se dê a quem governa o benefício da dúvida. E que se duvide do benefício.

O que se espera de quem alimentou públicas esperanças não é que as regurgite. É que critique e proponha soluções melhores. Que ajude a administrar. Ajudar não ofende.

A pandemoníaca, durante um ano e meio, revolveu-nos a vida. Fechou-nos no domicílio. Fez de cada um de nós um pivot postiço de um interminável telejornal. Voz metálica e sorriso plastificado, fomos trabalhando em casa, enquanto a panela estava ao lume. A sopa esturricou. Regressemos ao lume brando da esperança.

Finalmente entrevê-se uma coisinha corriqueira que não dávamos por ela – a normalidade. Não fossem os profissionais do serviço nacional de saúde e os eleitos do poder local, ainda estaríamos a contar máscaras cirúrgicas e a lamentar muitas mais ausências e missas de sétimo dia.

A cidadania é vigil. Não devia dormitar e abster-se. É claro que sabe melhor estar do lado dos vencedores do que dos vencidos. Mas espero nunca abdicar da minha ínclita missão. Nascido para chatear. Não para mim. Para todos. Com lisura e afeto.

Duas coisas me calam fundo e falam alto. Memória e futuro. O património histórico urbano, onde mergulham as nossas raízes seculares, que não tarde a ser bem recuperado. E a cultura e a arte, do popular ao erudito, que expluda para que a viagem da alma seja longa e rica. E tanto que ficou por fazer. E tanto que há para inventar. Os vizinhos podem crescer connosco. E nós com eles.

A nossa terra, de berço ou de acolhimento, merece os nossos olhos abertos. E as mãos firmes do nosso engenho e vontade. Para que não tarde a assomar a furtiva lágrima do orgulho. Pelo feito. Bem feito.

Total Views: 0
A revisão do PDM e os espaços desportivos em Messines
Antes do Mundial, Silves já era cromo
Vila de Silves
Sacrifício para os de baixo, privilégios para os de cima
Lucros versus Populações
TAGGED:eleitosJosé Alberto Quaresma
Partilhe este artigo
Facebook Email Print
PorJosé Alberto Quaresma
José Alberto (de Oliveira) Quaresma nasceu em Portimão. Licenciou-se em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Prosseguiu estudos em História Moderna e Contemporânea, na Universidade de Paris- Sorbonne (Paris IV), com Pierre Chaunu e André Corvisier e em História das Mentalidades Religiosas, no Collège de France, com Jean Delumeau. Foi docente do ensino secundário e formador de professores. Publicou artigos em revistas científicas e apresentou em vários fóruns comunicações sobre História, História das Mentalidades, Sociedade e Sistema Educativo. Tem, como colunista, colaboração dispersa por vários periódicos, nomeadamente, O Independente, Público, Expresso, Correio da Manhã, Domingo Magazine. Obteve o Prémio Revelação de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores (1989), pelo livro A Pose Extática, (Afrontamento). Publicou Ecolalia, poesia (Vega) e, na mesma editora, Direito ao Erro – A Batalha da Educação em Portugal. Foi autor de «Falta de Castigo – O Blogue da Educação e da Falta Dela», no semanário Expresso, entre 2008 e 2014. Coordenou as Comemorações do 122º Aniversário do Nascimento de Manuel Teixeira Gomes (1982-1983). Foi comissário para as Comemorações Nacionais dos 150 Anos de Manuel Teixeira Gomes (2010). É autor de Manuel Teixeira Gomes – Biografia (Imprensa Nacional – Casa da Moeda / Museu da Presidência da República
Artigo Anterior Corte de água em Silves e várias zonas da freguesia
Próximo Artigo Algarve é o Melhor Destino de Praia da Europa pela oitava vez
Sem comentários

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Últimas

Concerto e baile encerram animação em agosto, em Armação de Pêra
Lazer Sociedade
Inquérito à População sobre Plano de Mobilidade Urbana Sustentável do Algarve
Concelho
Lançado novo concurso para o Centro Interpretativo do Lince Ibérico
Concelho
Comício do PCP em Armação de Pêra
Política Sociedade
4ª Festa na Vila em Messines
Desporto Lazer Sociedade

– Publicidade –

Jornal Local do Concelho de Silves.

Links Úteis

  • Notícias
  • Estatuto Editorial
  • Ficha Técnica

Publicidade

  • Publicidade & Assinaturas
  • Conteúdo Patrocinado

Info Legal

  • Contactos e Info Legal
  • Termos e Condições
  • Politica de Privacidade

Siga-nos nas Redes Sociais

© Copyright 2025, Todos os Direitos Reservados - Terra Ruiva - Created by Pixart
Ajustes de acessibilidade

Com tecnologia de OneTap

Durante quanto tempo queres ocultar a barra de acessibilidade?
Duração de ocultação da barra
Perfis de acessibilidade
Modo de Deficiência Visual
Melhora os elementos visuais do site
Perfil Seguro para Convulsões
Remove flashes e reduz cores
Modo Amigável para TDAH
Navegação focada, sem distrações
Modo de Cegueira
Reduz distrações, melhora o foco
Modo Seguro para Epilepsia
Escurece cores e para o piscar
Módulos de conteúdo
Tamanho do ícone

Padrão

Altura da linha

Padrão

Módulos de cor
Módulos de orientação
Welcome Back!

Sign in to your account

Username or Email Address
Password

Lost your password?