Ao utilizar este site, concorda com a nossa politica de privacidadePolitica de Privacidade e Termos e Condições.
Accept
Terra RuivaTerra RuivaTerra Ruiva
  • Concelho
  • Sociedade
    • Ambiente & Ciência
    • Cultura
    • Educação
    • Entrevista
    • História & Património
    • Lazer
    • Política
  • Opinião
  • Vida
  • Economia & Emprego
  • Algarve
  • Desporto
  • Autores
    • António Eugénio
    • António Guerreiro
    • Aurélio Cabrita
    • Clara Nunes
    • Débora Ganda
    • Eugénio Guerreiro
    • Fabrice Martins
    • Francisco Martins
    • Frederico Mestre
    • Helena Pinto
    • Inês Jóia
    • José Quaresma
    • José Vargas
    • Maria Luísa Anselmo
    • Maria José Encarnação
    • Miguel Braz
    • Paula Bravo
    • Paulo Penisga
    • Patricia Ricardo
    • Ricardo Camacho
    • Rocha de Sousa
    • Rogélio Gomes
    • Sara Lima
    • Susana Amador
    • Teodomiro Neto
    • Tiago Brás
    • Vera Gonçalves
  • Página Aberta
  • AUTÁRQUICAS 2025
    • AUTÁRQUICAS 2021
  • Edições
Reading: Autenticidade Turística
Partilhe
Font ResizerAa
Terra RuivaTerra Ruiva
Font ResizerAa
  • Home
  • Demos
  • Categories
  • Bookmarks
  • More Foxiz
    • Sitemap
Follow US
  • Advertise
© 2022 Foxiz News Network. Ruby Design Company. All Rights Reserved.
Terra Ruiva > Opinião > Autenticidade Turística
Opinião

Autenticidade Turística

António Eugénio
Última Atualização: 2017/Jun/Seg
António Eugénio
9 anos atrás
Partilhe
PARTILHE

O verão está à porta mais uma vez. A imagem já é conhecida dos algarvios que povoam a região. Chegam aos magotes; turistas e mais turistas! Atravessam as nossas estradas num corrupio alucinante nos seus automóveis. Chegam sedentos ao nosso aeroporto.

A região enche e transborda durante 3 a 4 meses por ano. Como bons algarvios, nem notamos a parafernália de línguas que ouvimos durante a nossa vida veraneante: inglês, alemão, espanhol e cada vez mais recorrentemente, italiano e francês. As ruas enchem-se; surgem filas em tudo o que é serviço; as nossas belas praias tão repletas de um mar de gente que praticamente deixamos de ver a areia. É o fado da nossa região turística.
O turismo é sobejamente reconhecido como o motor da região há décadas. O turismo moldou e transformou o nosso território de uma forma determinante, se bem que nem sempre da forma mais benéfica. Um passeio pela orla costeira do Algarve basta para ver alguns atentados urbanísticos que brotaram na nossa costa em nome do turismo. Uma ida a Albufeira mostra a idiossincrasia da economia e da identidade algarvia: uma sequência infindável de restaurantes e bares com estilos e sabores mais adequados aos gostos dos turistas estrangeiros do que aos locais. Anos de turismo impuseram uma mutação na nossa forma de apresentar a restauração e os nossos serviços, aproximando-os a uma visão que seria esperada pelos turistas, mas muito diferente da forma autêntica das nossas características e tradições.

Em suma, o turismo que praticamos durante décadas alterou a nossa região e a nossa maneira de ver, no sentido em que ao adaptarmos a nossa oferta económica às necessidades dos nossos turistas, acabamos por sacrificar a nossa autenticidade.

Este conceito de autenticidade tem sido muito debatido em Lisboa e Porto, com a ascensão dos Alojamentos locais nos bairros tradicionais. Argumenta-se de que o turismo de massas corre o risco de matar a “autenticidade” desses locais, substituindo-o por uma versão adulterada dos modos de vida locais, conspurcada pela globalização e que acabará por tornar o local numa cópia normalizada de outras cidades ocidentais. Uma cópia sem alma.

De certa forma, o que se discute em Lisboa nos dias de hoje é o que tem ocorrido no Algarve nos últimos 30 anos.

A região transfigurou-se e adaptou-se sob as marés do turismo. As regiões turísticas do nosso Algarve são praticamente iguais em substância e forma às vistas em outras estâncias turísticas do Mediterrâneo. Corre-se o risco de se perderem sabores e tradições tão únicas ao nosso Algarve.
E no entanto, tal não sucede. O turismo de massas incide a sua influência em certas zonas, mas permite que outros locais floresçam com outro tipo de turismo. Os sabores autênticos das nossas serras são cada vez mais apetecidos pelos visitantes. Novos tipos de turismo, que não os de sol e mar, como a ornitologia, o turismo rural e o de surf apresentam novas facetas da nossa identidade, introduzindo aos turistas todo um novo Algarve, e com ele, um pouco da nossa autenticidade. O turismo de massas tem os seus dissabores, mas pode potencializar a visita a esses locais do Algarve mais profundo. A nossa identidade enquanto região turística traduz-se em mais do que a areia das nossas praias.

Muitos aspiram por uma autenticidade dos velhos tempos; mas nos anos sessenta éramos uma região rural e piscatória, com muito poucas oportunidades. Éramos “autênticos”, mas com um nível de vida precário.

Não quererei dizer com isto que a mudança é benigna pelo facto de mudar; um grau de autenticidade é necessário para mantermos a nossa identidade. A evolução traz desafios, mas creio que manteremos sempre algum grau de autenticidade. Mudamos porque os tempos assim o exigem. Mudaremos, com as mudanças necessárias.

Ressoam as palavras de Lavoisier: “Nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”.

Ontem não te vi
A rendição ao privado, Um exemplo
A reforma
Cidadania espetadora
Uma pessoa que amo
TAGGED:António Eugénioautenticidade turística
Partilhe este artigo
Facebook Email Print
PorAntónio Eugénio
Natural de São Bartolomeu de Messines, nascido em 1983. É licenciado em Economia e Mestre em Marketing pela Faculdade de Economia da Universidade do Algarve, tendo efectuado pós-graduações na área das Finanças Empresariais e da Fiscalidade. É membro efetivo da Ordem dos Economistas e da Ordem dos Contabilistas Certificados. Gestor de profissão, interessa-se especialmente por desenvolvimento regional e territorial e é doutorando em Gestão de Inovação e do Território na Universidade do Algarve.
Artigo Anterior Projeto Falanges, nas ribeiras do Arade e Odelouca
Próximo Artigo Entrou em vigor novo Regulamento Municipal de Urbanização e Edificação
Sem comentários

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Últimas

Encontros com pais e familiares em Tunes e Messines
Concelho
IEFP divulga ofertas de emprego e estágios
Economia Economia & Emprego Emprego
Exposição de cerâmica de Nuno Rodrigues, em Messines
Cultura Sociedade
“Candeia Acesa”, espetáculo de teatro em Silves
Cultura Sociedade
GNR alerta para burlas no arrendamento de imóveis, com destaque para distrito de Faro
Algarve

– Publicidade –

Jornal Local do Concelho de Silves.

Links Úteis

  • Notícias
  • Estatuto Editorial
  • Ficha Técnica

Publicidade

  • Publicidade & Assinaturas
  • Conteúdo Patrocinado

Info Legal

  • Contactos e Info Legal
  • Termos e Condições
  • Politica de Privacidade

Siga-nos nas Redes Sociais

© Copyright 2025, Todos os Direitos Reservados - Terra Ruiva - Created by Pixart
Ajustes de acessibilidade

Com tecnologia de OneTap

Durante quanto tempo queres ocultar a barra de acessibilidade?
Duração de ocultação da barra
Perfis de acessibilidade
Modo de Deficiência Visual
Melhora os elementos visuais do site
Perfil Seguro para Convulsões
Remove flashes e reduz cores
Modo Amigável para TDAH
Navegação focada, sem distrações
Modo de Cegueira
Reduz distrações, melhora o foco
Modo Seguro para Epilepsia
Escurece cores e para o piscar
Módulos de conteúdo
Tamanho do ícone

Padrão

Altura da linha

Padrão

Módulos de cor
Módulos de orientação
Welcome Back!

Sign in to your account

Username or Email Address
Password

Lost your password?