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Projeto Falanges, nas ribeiras do Arade e Odelouca

No decorrer da visita do secretário de Estado do Ambiente, Carlos Martins, a várias obras da responsabilidade da Águas do Algarve, no dia 17 de maio, foi assinado um protocolo com vista ao desenvolvimento do “Projeto Falanges”.

O projeto Falanges, da responsabilidade da Águas do Algarve, terá dois principais parceiros: a associação ambientalista Quercus, que dará apoio ao Programa de Reprodução de populações de Escalo do Arado e Boga do Sudoeste; – e o Zoomarine – cujo objetivo será testar e implementar um Programa piloto de reprodução de Barbo do Sul no Algarve.

Como informa a Águas do Algarve “este é um Projeto abrangente e alargado a vários intervenientes da Região, que assenta em três componentes principais (Técnico-Ambiental; Social/Educacional e Científica) e pretende abranger um conjunto de Ribeiras de todo o Algarve, num horizonte temporal de 8 anos.

O projeto será implementado de forma faseada, mediante a constituição de uma etapa piloto, de 2 anos. A ribeira que está prevista ser para já, integrada no Projeto Falanges é a do “Arade-Odelouca”. Esta ribeira reveste-se de primordial importância para a preservação de duas espécies de peixes endémicos do Sudoeste de Portugal, os quais possuem estatuto de “Criticamente em Perigo” de extinção: a Boga-do-Sudoeste (Iberochondrostoma almacai) e o Escalo-do-Arade (Squalius aradensis).”

Em 2008, a Quercus, com o Aquário Vasco da Gama e outras entidades, começaram a fazer a criação e reprodução destas espécies em cativeiro sendo que regularmente algumas centenas de animais eram libertados na ribeira, tal como aconteceu no final do mês de abril, como o Terra Ruiva noticiou.
A concretização do Projeto Falanges será mais um passo para contrariar a extinção destas duas espécies que, segundo os biólogos, são espécies nativas que vivem no Arade há 8 milhões de anos, muito antes da presença humana, e que atualmente se encontram seriamente ameaçados por factores como a destruição dos seus habitats, a poluição dos cursos de água e a introdução de espécies exóticas.
O facto de serem peixes de água doce, sem valor comercial e com uma distribuição geográfica muito reduzida fazem com que estas espécies se encontrem esquecidas e até desconhecidas da população portuguesa.

Uma situação que a Águas do Algarve pretende também contrariar com a implementação de “um extenso programa de comunicação e de sensibilização ambiental centrado na importância dos serviços prestados por estes ecossistemas e seu papel no ciclo urbano água, e ainda na necessidade de preservar a diversidade biológica da Região do Algarve”.

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