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Terra Ruiva > Editorial > História com pinças
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História com pinças

Paula Bravo
Última Atualização: 2016/Mar/Dom
Paula Bravo
10 anos atrás
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Numa reunião para coordenar as comemorações do aniversário do poeta e pedagogo João de Deus, que animam Messines no mês de março, ouvi falar da relutância de algumas professoras em trabalharem João de Deus, com os seus alunos.

Aparentemente, João de Deus é chato. Poupem-se as criancinhas!

Em Silves, numa altura em que dava aulas na Escola Secundária, constatei, sem surpresa mas com tristeza, que os alunos não tinham qualquer conhecimento sobre o passado da sua cidade e sobre as diversas fases que esta atravessou, nem identificavam figuras grandes da nossa história local.
Agora vou às reuniões de Câmara, reuniões da Assembleia Municipal, fóruns e conferências e fico atordoada com algumas coisas que oiço. Não é só pela falta de conhecimento histórico, é ainda mais pelo desconhecimento que tantos eleitos e pessoas com responsabilidade revelam sobre a terra onde nasceram e moram. Sejamos francos: o concelho de Silves, com a sua área enorme e grande quantidade de freguesias com características tão diferentes, é um caso difícil. A vida de uma pessoa que mora num monte, na freguesia de S. Marcos da Serra, em nada é comparável à vida daquela que mora num apartamento, frente ao mar, em Armação de Pêra. E quem vive em Messines pouco ou nada sabe sobre quem vive em Tunes…
Como ultrapassar este alheamento em que vivemos?

Atrevo-me a sugerir uma medida: todos os anos, colocava todos os eleitos (das freguesias, câmara e assembleia), em autocarros e percorria os mais diversos locais do concelho, de uma ponta à outra. Á frente, os presidentes das juntas como guias privilegiados, mostrando a sua freguesia, como só eles a conhecem, com os pontos positivos e negativos. E a todos seria disponibilizada informação relevante sobre os locais que percorressem, do ponto de vista histórico, patrimonial, cultural, gastronómico…
E faria esta viagem para que todos interiorizassem o concelho e o peso das suas decisões, compreendendo a forma como na prática elas mexem com a vida das pessoas. Penso que muitos também analisariam, de outra forma, a lista que têm de prioridades e necessidades para a sua freguesia e concelho…
E completada esta rota com os políticos e dirigentes do concelho, faria o mesmo com todas os alunos das nossas escolas. Visitas de estudo pelo concelho! Levar os meninos de Silves ao Algoz, os meninos de S. Marcos da Serra a Tunes, os meninos de S. Bartolomeu de Messines a Alcantarilha, os meninos de Silves a Pêra, os meninos de Armação de Pêra a Silves, baralhar todas as rotas, mostrar as paisagens, as riquezas, os sítios por explorar. Parar aqui e contar de uma batalha, parar ali e mostrar como trabalhavam os avós corticeiros e os tetravós árabes, ir além e entrar na casa de João de Deus, e mais à frente verem que existe mais do que um castelo no concelho. E que há menires que atestam que andamos por cá há muito, muito tempo… Imagino-os a chegar ao fim do dia, exaustos e a saberem que somos um lugar cheio de história, com gente de valor, ontem e hoje. E que seremos um lugar com futuro se nos conhecermos e nos valorizarmos.

Por vezes, há leitores que dizem que um dos “problemas” do Terra Ruiva é o espaço ” a mais” que destina à história do concelho. É uma chamada de atenção correta, tendo em conta o número de páginas do jornal. Mas imaginemos este jornal sem a história do nosso concelho. Quão pobre seria sem os textos do Aurélio Nuno Cabrita, do José Manuel Vargas, do Teodomiro Neto, do Rogélio Mena Gomes, da Lúcia Cabrita, do António Graça Mira, da Vera Gonçalves. Nas escolas, os seus textos são usados para trabalhos dos alunos, frequentemente chegam-me pedidos de informações e contatos, de universitários, mestrandos e doutorandos e de pessoas comuns simplesmente curiosas.
É um orgulho, para toda a equipa do Terra Ruiva.

Temos que nos conhecer. Temos que conhecer a nossa terra e a nossa história. E as nossas gentes, as de ontem e as de hoje.
Alguém disse que a história é a antevisão do futuro. Se deixarmos que o nosso passado se esvaia no desconhecimento, que futuro estaremos a construir?

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PorPaula Bravo
Natural de S. Bartolomeu de Messines, nascida em 1963. Licenciada em Comunicação Social. Desde 1986, trabalhou em vários órgãos de comunicação nacionais e regionais. Dirigente associativa. Fundadora e diretora do Terra Ruiva desde abril de 2000.
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1 comentário
  • Pinto diz:
    14 de Março, 2016 às 15:20

    Seria sem duvida um ponto muito importante para a historia do concelho, atrevia-me a dizer que seria no futuro um grande foco de desenvolvimento.
    Hoje em dia é muito distante as pontes comerciais dentro do concelho, quantos agricultores de Messines não sentem dificuldades a chegar a Armação? E quantos pescadores de Armação conseguem chegar a Messines? Poderia pegar noutros locais e noutras actividades.

    Importante a troca de informações entre as freguesias do concelho!!

    Responder

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