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História & Património

Algoz assinalou o centenário da morte de Ataíde Oliveira

A vila de Algoz assinalou, nos dias 20 e 21 de novembro, o centenário da morte de um dos seus mais diletos filhos, Francisco Xavier de Ataíde Oliveira, que nasceu naquela localidade a 2 de outubro de 1843 e faleceu em Loulé a 20 de novembro de 1915. A homenagem iniciou-se com o descerramento de uma placa comemorativa, pela presidente da Câmara Municipal de Silves, Rosa Palma, presidente da União de Freguesias de Algoz e Tunes, Sérgio Antão, e José Manuel Ramos, presidente da Associação Patrimonial do Algoz, que permite perpetuar a memória do notável monografista na casa onde nasceu, …

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A Interioridade Seca

Dia 3 de Setembro, Silves deveria ter saudado a história de si mesma — não tanto na severidade curta das distinções desportivas, sem escrutínio plural capaz de dar a ver a qualidade das referências formadoras de cada quadro civilizacional. Este exiguidade recorrente parece duplicar o lado massificante da globalização na vida comunitária. Em certo sentido, já quase ninguém sabe se Deus existe e de que morte padece o homem, crente do excesso e do nada, cada vez mais espelho de si mesmo. As modernas tecnologias têm sobretudo imprimido velocidade a tudo em volta, atravessando os olhares e cegando as multidões …

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Centenário da morte de Francisco Xavier de Ataíde Oliveira

Nos Paços do Concelho, em Silves, encontra-se patente, até ao final do mês de novembro, a Exposição do Arquivo Municipal com o tema “ Centenário da morte de Francisco Xavier de Ataíde Oliveira “. A exposição é acompanhada de fotografias e documentos. Como habitualmente, o Terra Ruiva colabora com esta iniciativa do Arquivo Municipal publicando uma versão reduzida do texto da exposição. A versão integral está disponível no nosso site. Francisco Xavier d’Athaide Oliveira nasceu em Algoz, concelho de Silves, a 2 de outubro de 1843, e faleceu, aos 72 anos de idade, na noite de 20 de novembro de …

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Filhes dum mouche

ROUBOS Em tempo de uma sociedade semeada de violência, onde os valores morais se medem pela ganância do dinheiro e pela força do poder, e os anseios, as dores, a vivência das pessoas se resumem à mera frieza dos números ou à lógica controversa das estatísticas, é normal estabelecer-se com alguma frequência diálogos à volta de crimes, de roubos e de desgraças de todo o género. O que vos vou contar passou-se durante um almoço onde predominava a meia e a terceira idade, e o tema surgiu por mero acaso, naquele momento em que cada um não tem mais nada …

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O Pelourinho de Silves

Reconstruído há cerca de 20 anos, o pelourinho de Silves é hoje um monumento tão familiar aos visitantes da velha capital do reino do Algarve que poucos se darão conta de que aquele símbolo da autonomia e jurisdição municipal pouco tem a ver com o pelourinho demolido em 1878 e quase nada com um presumível pelourinho manuelino que deve ter sido levantado depois da atribuição do foral de 1504. A descrição mais antiga que se conhece do pelourinho de Silves foi escrita por Pedro P. M. Júdice, em 1911, na sua obra “Atravez de Silves, I Parte: Sé, Castello, Cruz …

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Mulheres da Minha Terra (6)

A Senhora do Penedo Grande Dona Adelaide. Outro nome não lhe conheci. Foi uma figura invulgar para o pequeno Povo de Messines, donde não era natural. Veio de Lisboa empurrada pelo amor de um jovem messinense que fora, na altura, capelão, onde o seu marido, Coronel, era comandante do quartel. Manuel, o jovem padre, arrastou a bela Adelaide, senhora, nos trinta anos, que tudo deixou, nesse impulso amoroso, para uma época muito especial da mulher portuguesa. Basta consultar a revista, “Ilustração Portuguesa”, iniciada no ano de 1918, onde as senhoras, da considerada sociedade, aspiravam em ser independentes e escritoras de …

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Evocar a “tenebrosa” noite de 3 de outubro de 1840, em Silves!

A década de 1830 foi marcada em Portugal pela guerra civil, que opôs liberais e absolutistas. Estava em causa a forma de governo, a velha estrutura do poder absoluto do rei, como alguns países mais conservadores ainda detinham, em que os três poderes, o legislativo, o executivo e o judicial, estavam agregados ao monarca, ou ao invés adotar um regime constitucional. Neste caso o poder de elaborar e promulgar leis é entregue a uma ou várias assembleias, o judicial é cedido aos tribunais, enquanto ao rei é reservado o poder executivo. De um lado e pelo absolutismo D. Miguel, expulso …

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Mulheres da Minha Terra

Mulheres Viris Conheci-as num número vário. Mulheres honestas, trabalhadoras, contra a corrente, que assumiram as responsabilidades do grupo familiar. A ti Teresa Azevedo morava na rua de Cima, a rua mais alta da terra e a última do burgo. Eram ruas de socalcos, num chão puro de grés, nas suas características de construção de um só piso e telhado de uma ou duas águas, na sua construção tradicional, adaptada a famílias pobres; mas eram os pátios fronteiros, onde os moradores conviviam em céu aberto. Nessa rua de Cima, no meu tempo de jovem, contei nove pátios, mais baixos ou mais …

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O Jardim Municipal de Silves e seu Coreto

Nos Paços do Concelho, em Silves, encontra-se patente, até ao final do mês de outubro, a Exposição do Arquivo Municipal que este mês tem como tema “ O Jardim Municipal de Silves e seu Coreto “. A exposição é acompanhada de fotografias e documentos administrativos.Como habitualmente, o Terra Ruiva colabora com esta iniciativa do Arquivo Municipal publicando uma versão reduzida do texto da exposição no jornal e uma versão longa no nosso site. O Jardim Municipal de Silves está situado no lado ocidental da cidade, no Largo da República, e é um espaço amplo e agradável, que começou a tomar …

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Memórias de um encontro de alunos em S. B. de Messines em 1929

A 6 de julho de 1929 reuniram-se no edifício escolar de S. B. de Messines (hoje o Pólo de Educação ao Longo da Vida), em sessão solene, os alunos que fizeram exame de instrução primária em 1902. A iniciativa terá sido promovida pelo Dr. Joaquim Rita da Palma, já então um conceituadíssimo advogado em Faro, e visava a confraternização entre antigos colegas. Para o efeito compareceram os condiscípulos José de Castro, José Cândido Guerreiro, Silvério Palminha, Diogo Mascarenhas e Pedro Rita. Para abrilhantar a sessão era acompanhado ao piano o Sr. Serafim (ceguinho), enquanto na assistência se encontravam muitas senhoras …

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