Ao utilizar este site, concorda com a nossa politica de privacidadePolitica de Privacidade e Termos e Condições.
Accept
Terra RuivaTerra RuivaTerra Ruiva
  • Concelho
  • Sociedade
    • Ambiente & Ciência
    • Cultura
    • Educação
    • Entrevista
    • História & Património
    • Lazer
    • Política
  • Opinião
  • Vida
  • Economia & Emprego
  • Algarve
  • Desporto
  • Autores
    • António Eugénio
    • António Guerreiro
    • Aurélio Cabrita
    • Clara Nunes
    • Débora Ganda
    • Eugénio Guerreiro
    • Fabrice Martins
    • Francisco Martins
    • Frederico Mestre
    • Helena Pinto
    • Inês Jóia
    • José Quaresma
    • José Vargas
    • Maria Luísa Anselmo
    • Maria José Encarnação
    • Miguel Braz
    • Paula Bravo
    • Paulo Penisga
    • Patricia Ricardo
    • Ricardo Camacho
    • Rocha de Sousa
    • Rogélio Gomes
    • Sara Lima
    • Susana Amador
    • Teodomiro Neto
    • Tiago Brás
    • Vera Gonçalves
  • Página Aberta
  • AUTÁRQUICAS 2025
    • AUTÁRQUICAS 2021
  • Edições
Reading: Sporting, Perda de milhões, Perda de chance
Partilhe
Font ResizerAa
Terra RuivaTerra Ruiva
Font ResizerAa
  • Home
  • Demos
  • Categories
  • Bookmarks
  • More Foxiz
    • Sitemap
Follow US
  • Advertise
© 2022 Foxiz News Network. Ruby Design Company. All Rights Reserved.
Consultor JurídicoVida

Sporting, Perda de milhões, Perda de chance

Eugénio Guerreiro
Última Atualização: 2018/Jul/Sáb
Eugénio Guerreiro
8 anos atrás
PARTILHE

Caso o Sporting tivesse logrado vencer o Marítimo na última jornada do campeonato nacional de futebol, teria ficado no segundo lugar da classificação geral final, o que lhe daria a possibilidade de, na próxima época, disputar a altamente lucrativa competição da liga dos campeões da UEFA. Quedando-se pelo terceiro lugar, perdeu essa possibilidade.

Em reação, o presidente do Sporting disse o seguinte: “Um jogo que nos fez perder vários milhões que já estavam contabilizados para a próxima época”.

Desde logo, percebe-se, que a afirmação quanto a tal receita já estar contabilizada, será no sentido de estar orçamentada, uma vez que se tratava de receita futura. Daqui decorre que a gestão do clube, aquando da elaboração do orçamento para a próxima época, teria dado de barato que o clube alcançaria o segundo lugar, isto é, à frente do Porto ou à frente do Benfica. Diga-se de passagem, que, só por isso, seria um orçamento de risco significativo. Mas há mais, é que, mesmo que o Sporting tivesse vencido o Marítimo, e com isso alcandorando-se ao segundo lugar, ainda assim, a abertura da porta para a dita lucrativa competição europeia ficaria dependente de resultado positivo a conseguir em jogos que ainda teria de entretanto realizar – os designados play-off.
Por conseguinte, em boa verdade não se verifica uma “perda de vários milhões”, o que se verifica, isso sim, é uma perda de oportunidade de ganhar esses milhões. Perda de oportunidade ou “perda de chance”, como juridicamente normalmente é designada a situação. E a questão que se coloca, pelo menos sob o ponto de vista teórico, de curiosidade ou interesse jurídico, é a de se saber se tal perda de chance sofrida pelo Sporting, ou seja, a perda de oportunidade de vir a arrecadar uma receita de “vários milhões”, decorre de um prejuízo causado por alguém e a quem o Sporting poderá exigir o respetivo ressarcimento, como, aliás, o presidente insinuou com aquela sua afirmação.

Com efeito, a “perda de chance” pode constituir-se como um prejuízo indemnizável, designadamente, quando fique demonstrado, simplesmente, que as probabilidades de obtenção de uma vantagem (no caso, as receitas da UEFA) foram reais e sérias, e que se verificou um facto ilegal ou ilícito praticado por terceiro que inviabilizou o acesso a essa probabilidade de obtenção de receita. Ora, no caso vertente, ainda que se admita que o Sporting pudesse vir a ser bem sucedido no play-off, todavia, trata-se de uma hipótese que não passa disso mesmo, uma mera hipótese, insuscetível de confirmação e de ser classificada como real e séria. Sendo que, inútil seria o segundo lugar, isto é, inútil a vitória sobre o Marítimo, se o Sporting viesse a soçobrar em sede play-off. O que é uma hipótese tão plausível como a hipótese de vitória.

Por outro lado, a quem poderá ser assacada a derrota com o Marítimo? Aos jogadores do Sporting que deixaram sofrer golos e que não marcaram? Ou aos jogadores do Marítimo que não deixaram sofrer e marcaram? Os jogadores do Sporting tinham a obrigação de vencer? E os jogadores do Marítimo não teriam também a mesma obrigação? Evidentemente que é uma questão sem sentido. Ademais, o contrato de trabalho desportivo não constitui uma obrigação de resultados, mas simplesmente uma obrigação de meios. Quer isto dizer que o jogador não se obriga, nem isso faria sentido, a obter um resultado, designadamente, não se obriga ao resultado vitória. Isto é, ao jogar, mesmo que a sua equipa seja derrotada, nem por isso o jogador deixa de cumprir a sua obrigação laboral. Portanto, mesmo que a equipa saia derrotada, os jogadores cumpriram a sua obrigação. Desta forma, está totalmente fora de questão qualquer hipótese de fazer equivaler a derrota a um acto ilícito praticado pelos jogadores. E exatamente o mesmo se diga quanto aos treinadores. Em suma, a derrota não se constitui como um ilícito, não se constitui como infração disciplinar, como é óbvio.

Assim, não existindo probabilidade real e séria de vitória no play-off, simplesmente meramente hipotética, nem existindo facto ilícito praticado por quem quer que seja, nomeadamente, nem de jogadores nem de treinadores, conclui-se que, não tem qualquer razão de ser a insinuação subjacente àquela afirmação do presidente do Sporting, de eventual pedido de indemnização por “perda de chance” de ganho daqueles milhões.

Total Views: 0
Horóscopo para o mês de julho
ULS do Algarve com mais 15 médicos de família e anuncia mais contratações
Horóscopo semanal, por Maria Helena Martins
Anunciado o novo o Hospital Lusíadas Faro: “o maior e mais tecnológico do Algarve”
Grupo HPA Saúde passa a ser Rede CUF, no Algarve e Alentejo
TAGGED:Eugénio Guerreiroperda de milhõesSporting
Partilhe este artigo
Facebook Email Print
PorEugénio Guerreiro
Natural da Amorosa, freguesia de S. Bartolomeu de Messines, nascido em 1952. Licenciado em Direito, pela Faculdade de Direito de Lisboa. Advogado, assessor jurídico de grupo hoteleiro. Sócio fundador da Associação Recreativa e Cultural da Amorosa.
Artigo Anterior Concerto de Verão da Sociedade Filarmónica Silvense
Próximo Artigo Villa romana da Corte revela os seus segredos
Sem comentários

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Últimas

Município de Silves promove lavagem de ruas em Armação de Pêra
Concelho
Rendas no Algarve caem 1,1% – Silves é um dos concelhos onde mais subiram
Economia Economia & Emprego
Teatro de Revista em Pêra
Lazer Sociedade
Sismo registado esta manhã a 45 km sudoeste de Faro
Algarve
GNR apreendeu 1.100 litros de medronho no concelho de Silves
Concelho

– Publicidade –

Jornal Local do Concelho de Silves.

Links Úteis

  • Notícias
  • Estatuto Editorial
  • Ficha Técnica

Publicidade

  • Publicidade & Assinaturas
  • Conteúdo Patrocinado

Info Legal

  • Contactos e Info Legal
  • Termos e Condições
  • Politica de Privacidade

Siga-nos nas Redes Sociais

© Copyright 2025, Todos os Direitos Reservados - Terra Ruiva - Created by Pixart
Ajustes de acessibilidade

Com tecnologia de OneTap

Durante quanto tempo queres ocultar a barra de acessibilidade?
Duração de ocultação da barra
Perfis de acessibilidade
Modo de Deficiência Visual
Melhora os elementos visuais do site
Perfil Seguro para Convulsões
Remove flashes e reduz cores
Modo Amigável para TDAH
Navegação focada, sem distrações
Modo de Cegueira
Reduz distrações, melhora o foco
Modo Seguro para Epilepsia
Escurece cores e para o piscar
Módulos de conteúdo
Tamanho do ícone

Padrão

Altura da linha

Padrão

Módulos de cor
Módulos de orientação
Welcome Back!

Sign in to your account

Username or Email Address
Password

Lost your password?