Chegou a temporada de compras natalícias com o consumo de artigos variados, agasalhos, comidas e bebidas para as festividades. Inicia-se com a BlackFriday (sexta-feira negra)e prolonga-se pela passagem de ano, com o Natal pelo meio, terminando nas promoções e saldos de janeiro. Toda a época rege-se pelas aquisições atempadas e de última hora, espero que em função das possibilidades económicas de cada um. Para além das compras, naturalmente também existem as vendas, essenciais para fazer circular a moeda e dinamizar a economia local, regional e nacional.
A economia local foi uma das temáticas endereçadas, por correio eletrónico, à autarquia silvense, por um comerciante no âmbito da audiência ao público (questões à autarquia) em sede do 1.º período da ordem de trabalhos da Assembleia Municipal. O referido lojista questionava, bem e com todo o direito, quais as intenções da Câmara Municipal para o desenvolvimento do comércio local nos aglomerados urbanos do concelho de Silves. Fiquei a pensar na pergunta e ouvi a resposta, que, no fundamental, remetia para dinâmicas futuras de envolvimento dos interessados no desenho de uma estratégia municipal para a promoção da economia local.
Mas, como diz o povo, quem sabe da tenda é o tendeiro, o que significa que, neste caso, quem melhor conhece o negócio é o negociante e, por isso, imaginei uma questão invertida: Nós, comerciantes, reunidos, sabemos como dinamizar os nossos negócios, como ir além da realidade atual, reconhecemos as nossas valências e identificamos as necessidades económicas e sociais e, perante tal situação, queremos convocar o poder autárquico a uma parceria na satisfação de condições favoráveis ao desenvolvimento da economia local.
Penso que os vários setores da sociedade silvense devem buscar respostas para os problemas, em vez de apenas problemas, e, na posse das mesmas, convocar a sociedade e os órgãos municipais, regionais e nacionais (talvez europeus) a participarem nas soluções dos problemas, estimulando as valências e transformando as necessidades em novas oportunidades.
É assim que eu entendo a política, vamos coletivamente (em coletivo e com todos) encontrar soluções para os problemas reconhecidos e não ficarmos dependentes de iluminismos nem de iluminados. O futuro só pode ser construído com todos, e o setor económico silvense necessita de muitas soluções dos comerciantes (e de todos os outros) que são os primeiros verdadeiramente empenhados no sucesso do seu comércio.
Nesta época de partilha, desejo a todos uma feliz quadra natalícia e um recomeço em 2026.


