Ao utilizar este site, concorda com a nossa politica de privacidadePolitica de Privacidade e Termos e Condições.
Accept
Terra RuivaTerra RuivaTerra Ruiva
  • Concelho
  • Sociedade
    • Ambiente & Ciência
    • Cultura
    • Educação
    • Entrevista
    • História & Património
    • Lazer
    • Política
  • Opinião
  • Vida
  • Economia & Emprego
  • Algarve
  • Desporto
  • Autores
    • António Eugénio
    • António Guerreiro
    • Aurélio Cabrita
    • Carlos Osório
    • Clara Nunes
    • Débora Ganda
    • Eugénio Guerreiro
    • Fabrice Martins
    • Francisco Martins
    • Frederico Mestre
    • Helena Pinto
    • Inês Jóia
    • José Quaresma
    • José Vargas
    • Maria Luísa Anselmo
    • Maria José Encarnação
    • Miguel Braz
    • Paula Bravo
    • Paulo Penisga
    • Patricia Ricardo
    • Ricardo Camacho
    • Rocha de Sousa
    • Rogélio Gomes
    • Sara Lima
    • Susana Amador
    • Teodomiro Neto
    • Tiago Brás
    • Vera Gonçalves
  • Página Aberta
  • AUTÁRQUICAS 2025
    • AUTÁRQUICAS 2021
  • Edições
Reading: Três vozes na mesma cidade
Partilhe
Font ResizerAa
Terra RuivaTerra Ruiva
Font ResizerAa
  • Home
  • Demos
  • Categories
  • Bookmarks
  • More Foxiz
    • Sitemap
Follow US
  • Advertise
© 2022 Foxiz News Network. Ruby Design Company. All Rights Reserved.
Opinião

Três vozes na mesma cidade

António Guerreiro
Última Atualização: 2025/Jun/Qua
António Guerreiro
1 ano atrás
PARTILHE

Sofia de Mello Breyner Andresen denunciava uma ideia burguesa de cultura que a reduz a um privilégio, uma atividade decorativa, conformista, secundária e, acrescento, secundarizada, algo a possuir, não a viver. A seu ver, a cultura verdadeira não é neutra nem supérflua; é um direito fundamental e um elemento transformador da sociedade, comprometido com a dignidade humana, a liberdade e a justiça.

 

Foi com este pensamento que me interroguei: que natureza têm as práticas culturais que se desenrolam no espaço geográfico da cidade? São elas burguesas, proletárias ou populares ou libertárias?

A cultura burguesa caracteriza-se pelo individualismo e pela lógica da propriedade privada, como, por exemplo, a nossa biblioteca pessoal. Neste sentido, a reabilitação do centro histórico da cidade revela traços dessa cultura: o turismo cultural, o consumo do passado como espetáculo, em que se insere a feira medieval e os eventos de artes plásticas, de música clássica e jazz; a valorização imobiliária que transforma a habitação em mercadoria, empurrando os antigos habitantes populares para a periferia; a transformação da cidade em cenário estético para usufruto da burguesia urbana contemporânea.

Em contraste, uma cultura proletária ou popular é coletiva, acessível, enraizada na vida quotidiana, no trabalho, na justiça social. Uma cultura de resistência, onde a arte é instrumento de consciência. Nos escritores neorrealistas e nas canções de intervenção ecoam vozes da luta de classes e da oposição ao fascismo. Essa cultura, enraizada na vida comum, transmitida oralmente, associada ao labor nas fábricas e nos campos: nos cantos das janeiras, nas bandas filarmónicas, no teatro amador de intervenção social, nas comemorações do 25 de Abril e nos arraiais e festas populares.

A cultura libertária, associada ao pensamento anarquista, vive na autogestão, na cooperação, na recusa da hierarquia. Rejeita a autoridade coerciva e defende liberdades civis como a de expressão, associação ou orientação sexual. Entre as práticas contemporâneas que a exemplificam estão o teatro do oprimido, a arte de rua e o software livre. Na cidade, o resgate histórico do movimento operário corticeiro e das suas lutas anarquistas, apesar da supressão do museu da cortiça, e a homenagem aos antifascistas silvenses, corporiza a cultura libertária enraizada na solidariedade e na autogestão. A inesquecível Festa da Paz e da Cultura foi uma manifestação cultural libertária que deu ênfase à liberdade de expressão, à participação comunitária, ao pacifismo e à autonomia cultural.

Harmonizar estas três dimensões — burguesa, proletária ou popular e libertária — representa um desafio necessário, com reforço da cultura libertária: promover uma cultura plural, enraizada nos valores populares e de resistência, mas também capaz de dialogar com formas mais amplas de expressão artística, democratizando o acesso à cultura e valorizando a diversidade artística e cultural da cidade.

Total Views: 0
Antes do Mundial, Silves já era cromo
Vila de Silves
Sacrifício para os de baixo, privilégios para os de cima
Lucros versus Populações
Algoritmo
TAGGED:António GuerreiroTrês vozes na mesma cidade
Partilhe este artigo
Facebook Email Print
PorAntónio Guerreiro
Natural de Silves, nascido em 1962, é doutor em Educação Matemática, professor e diretor da Escola Superior de Educação e Comunicação da Universidade do Algarve. Os seus interesses atuais nos tempos livres são a escrita, a leitura e a fotografia.
Artigo Anterior Projeto de requalificação da Ribeira de Alcantarilha está em curso
Próximo Artigo Município faz ação de limpeza no Rio Arade
Sem comentários

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Últimas

Estacionamento condicionado em Silves, no Largo Jerónimo Osório
Concelho
Dia Mundial da Conservação da Natureza: a GNR reforça papel do SEPNA na proteção da biodiversidade e na recuperação de espécies ameaçadas
Ambiente & Ciência Sociedade
Tiago Ramos, de Tunes, é vice- campeão nos 10 mil metros marcha
Desporto
PSD Algarve quer reforço policial contra furtos organizados de laranja algarvia
Política Sociedade
Câmara anuncia novo parqueamento temporário em Armação de Pêra
Concelho

– Publicidade –

Jornal Local do Concelho de Silves.

Links Úteis

  • Notícias
  • Estatuto Editorial
  • Ficha Técnica

Publicidade

  • Publicidade & Assinaturas
  • Conteúdo Patrocinado

Info Legal

  • Contactos e Info Legal
  • Termos e Condições
  • Politica de Privacidade

Siga-nos nas Redes Sociais

© Copyright 2025, Todos os Direitos Reservados - Terra Ruiva - Created by Pixart
Ajustes de acessibilidade

Com tecnologia de OneTap

Durante quanto tempo queres ocultar a barra de acessibilidade?
Duração de ocultação da barra
Perfis de acessibilidade
Modo de Deficiência Visual
Melhora os elementos visuais do site
Perfil Seguro para Convulsões
Remove flashes e reduz cores
Modo Amigável para TDAH
Navegação focada, sem distrações
Modo de Cegueira
Reduz distrações, melhora o foco
Modo Seguro para Epilepsia
Escurece cores e para o piscar
Módulos de conteúdo
Tamanho do ícone

Padrão

Altura da linha

Padrão

Módulos de cor
Módulos de orientação
Welcome Back!

Sign in to your account

Username or Email Address
Password

Lost your password?