Ao utilizar este site, concorda com a nossa politica de privacidadePolitica de Privacidade e Termos e Condições.
Accept
Terra RuivaTerra RuivaTerra Ruiva
  • Concelho
  • Sociedade
    • Ambiente & Ciência
    • Cultura
    • Educação
    • Entrevista
    • História & Património
    • Lazer
    • Política
  • Opinião
  • Vida
  • Economia & Emprego
  • Algarve
  • Desporto
  • Autores
    • António Eugénio
    • António Guerreiro
    • Aurélio Cabrita
    • Clara Nunes
    • Débora Ganda
    • Eugénio Guerreiro
    • Fabrice Martins
    • Francisco Martins
    • Frederico Mestre
    • Helena Pinto
    • Inês Jóia
    • José Quaresma
    • José Vargas
    • Maria Luísa Anselmo
    • Maria José Encarnação
    • Miguel Braz
    • Paula Bravo
    • Paulo Penisga
    • Patricia Ricardo
    • Ricardo Camacho
    • Rocha de Sousa
    • Rogélio Gomes
    • Sara Lima
    • Susana Amador
    • Teodomiro Neto
    • Tiago Brás
    • Vera Gonçalves
  • Página Aberta
  • AUTÁRQUICAS 2025
    • AUTÁRQUICAS 2021
  • Edições
Reading: A rentrée e o fim de abundância
Partilhe
Font ResizerAa
Terra RuivaTerra Ruiva
Font ResizerAa
  • Home
  • Demos
  • Categories
  • Bookmarks
  • More Foxiz
    • Sitemap
Follow US
  • Advertise
© 2022 Foxiz News Network. Ruby Design Company. All Rights Reserved.
Editorial

A rentrée e o fim de abundância

Paula Bravo
Última Atualização: 2022/Set/Sex
Paula Bravo
4 anos atrás
PARTILHE

O mês de setembro é associado à rentrée, no sentido de reabertura e recomeço, depois do agosto que associamos a férias. É também um tempo em que há uma espécie de acalmia… é quando os ritmos das rotinas voltam a estar alinhados, em que tudo volta “ao normal” …

Nos últimos anos, no entanto, esta normalidade foi drasticamente quebrada pela pandemia e sem que saibamos o que aí vem, no próximo inverno, podemos desde já antecipar que não serão tempos fáceis para a grande maioria da população.

Os sinais de uma grave crise económica, que ameaça seriamente a nossa estabilidade pessoal e coletiva, estão por todo o lado. As alterações climáticas, os grandes incêndios e a maior seca registada na Europa nas últimas centenas de anos são realidades que não podemos ignorar. Some-se a isto a guerra na Ucrânia, com todas as suas implicações financeiras e políticas e, ao nível do dia a dia, a escassez de matérias primas, o aumento generalizado dos bens alimentares, gás, eletricidade, água, combustíveis, o aumento da inflação e a consequente perda de poder de compra, a subida dos preços das habitações e das taxas de juro, … e pensemos nos salários irrisórios que a maioria dos trabalhadores portugueses aufere… não haverá “bazuca” que nos salve…

Nesta rentrée, que tão difícil se afigura, estamos, para piorar a situação, nitidamente atrasados no que respeita à tomada de medidas, não só de longo prazo, as tais ditas “estruturais”; como também no que se refere a medidas imediatas, por exemplo, de poupança de energia que outros países já tomaram. Esses estão mais “à rasca!”, diremos nós, imbuídos do espírito porreiro, pá! e deixa estar que havemos de nos desenrascar, mas a verdade é que só temos água para mais um ano e não se prevê que chova tão cedo. A verdade é que muitas famílias já estão a sentir os orçamentos a apertar. A verdade é que passado o mês de agosto, o balão económico que o turismo trouxe e o balão emocional que as férias proporcionam vão começar a esvaziar e a realidade não vai ser bonita.

O que se considerava natural, a situação em que os filhos vivem melhor do que os pais, há algum tempo que começou a falhar e todos os indicadores ameaçam essa progressão. A precariedade do trabalho, a falta de habitação, os salários muito baixos e o alto custo de vida tornam cada vez mais difícil a independência dos jovens e a sua capacidade de auto-sustentação.

A nível local iremos com certeza sentir os reflexos da diminuição da capacidade de intervenção das autarquias. O brutal aumento dos preços da construção e dos combustíveis, a par da transferência de várias competências sem o acompanhamento de verbas para tal, são alguns dos factores que estão a limitar as autarquias. Há juntas de freguesia que tiveram já de triplicar o orçamento previsto para os combustíveis este ano. E obras que as câmaras não conseguem executar, ou até lançar o concurso, devido ao aumento e escassez dos materiais.

É uma rentrée difícil, a que este setembro nos oferece. Que nos prova como o modelo económico, político e social em que estamos alicerçados está decadente e que não pode continuar desta forma: firmado na delapidação dos recursos naturais, no desprezo pelo ambiente, na degradação do sistema democrático e na desvalorização do trabalho. Um modelo que ignora e promove a desigualdade social, concentrado unicamente no lucro, este sim, cada vez maior das grandes empresas e corporações obscenamente milionárias. Cada vez mais e mais milionárias. Ainda há dias, o presidente francês, Macron, foi muito citado quando avisou os seus concidadãos que “acabou o tempo da abundância”. O que o presidente quereria dizer, é que o tempo de um progressivo bem estar económico acabou para os que vivem dos seus salários. Os pobres continuarão (cada vez mais) pobres. Os ricos continuarão a enriquecer. A não ser que algo mude…

Acabo citando a eterna menina criado por Quino, a sempre certeira Mafalda: “Olha aqui pessoal, se a gente não se esforçar por mudar o mundo, depois é o mundo que vai mudar a gente!”

 

 

 

Total Views: 0
Meu rico verão
A informação local pela verdade
Cidadania espetadora
E se fosse a tua mãe? E se fossem os teus filhos?
O admirável negócio da doença
TAGGED:fim da abundânciaPaula Bravorentrée
Partilhe este artigo
Facebook Email Print
PorPaula Bravo
Natural de S. Bartolomeu de Messines, nascida em 1963. Licenciada em Comunicação Social. Desde 1986, trabalhou em vários órgãos de comunicação nacionais e regionais. Dirigente associativa. Fundadora e diretora do Terra Ruiva desde abril de 2000.
Artigo Anterior MultiOpticas assinala Dia Mundial da Literacia em Silves, com ofertas de rastreios, óculos e computadores
Próximo Artigo Covid-19 – Ligeiro aumento de casos na região
Sem comentários

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Últimas

Marco Jóia é o novo presidente da Junta de Silves
Política Sociedade
Fora do Rascunho – Música & Poesia ao vivo, no Parque do Enxerim
Cultura Sociedade
Concerto em Silves com Legacy5brass
Lazer Sociedade
Centro de Saúde de Silves com atendimento a não residentes
Concelho
Ciclo de Teatro Sénior 2026 com espetáculos nas freguesias
Cultura Sociedade

– Publicidade –

Jornal Local do Concelho de Silves.

Links Úteis

  • Notícias
  • Estatuto Editorial
  • Ficha Técnica

Publicidade

  • Publicidade & Assinaturas
  • Conteúdo Patrocinado

Info Legal

  • Contactos e Info Legal
  • Termos e Condições
  • Politica de Privacidade

Siga-nos nas Redes Sociais

© Copyright 2025, Todos os Direitos Reservados - Terra Ruiva - Created by Pixart
Ajustes de acessibilidade

Com tecnologia de OneTap

Durante quanto tempo queres ocultar a barra de acessibilidade?
Duração de ocultação da barra
Perfis de acessibilidade
Modo de Deficiência Visual
Melhora os elementos visuais do site
Perfil Seguro para Convulsões
Remove flashes e reduz cores
Modo Amigável para TDAH
Navegação focada, sem distrações
Modo de Cegueira
Reduz distrações, melhora o foco
Modo Seguro para Epilepsia
Escurece cores e para o piscar
Módulos de conteúdo
Tamanho do ícone

Padrão

Altura da linha

Padrão

Módulos de cor
Módulos de orientação
Welcome Back!

Sign in to your account

Username or Email Address
Password

Lost your password?