A criação da futura Reserva Natural da Lagoa dos Salgados constitui “uma evidente mais-valia económica e social para o Município de Silves, mas também para os municípios em redor, nomeadamente para a atividade turística em Silves, Albufeira e do Algarve, na medida em que constitui um fator diferenciador, centrado no Turismo de Natureza, um produto turístico de qualidade e de elevado valor acrescentado, e não sazonal (gerador de emprego estável durante todo o ano), o qual vem sendo objeto de uma crescente procura, e que se traduz numa elevada taxa de ocupação”.
Esta posição é defendida num comunicado conjunto divulgado por várias associações ambientalistas, nomeadamente A Rocha, Almargem, ANP|WWF, Vita Nativa, LPN, SPBotânica, SPEA e ZERO, após o término do período de Discussão Pública. No documento, as associações destacam o “número recorde de participações – mais de 800” e sublinham o “apoio da população e do Município de Silves, a esta reserva natural a que se juntaram “as declarações de dezenas de empresas associadas à hotelaria e turismo de natureza nacionais e estrangeiras, bem como muitas Organizações Não-Governamentais de Ambiente locais e nacionais, que apresentaram o seu parecer positivo juntamente com 32 organizações estrangeiras dedicadas à proteção das aves migradoras, desde o Ártico até à África do Sul.
As organizações signatárias deste comunicado acreditam que proteger a Lagoa dos Salgados, classificando-a como Reserva Natural, “é do interesse de todos, e como tal todos devem ser chamados a participar na sua gestão futura.”







