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Opinião

Escolhas autárquicas

Francisco Martins
Última Atualização: 2021/Set/Ter
Francisco Martins
5 anos atrás
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A campanha eleitoral para as autárquicas, com o escrutínio marcado para 26 de setembro, desenvolve-se em crescendo, com várias candidaturas, promovendo as suas ações junto das populações, usando o contacto direto, as plataformas digitais e outros canais de comunicação, almejando convencer e ganhar o voto dos munícipes.

Até aqui tudo bem e normal numa disputa democrática, não fosse a realização de “campanhas negras”, o chorrilho de disparates e a difusão de mensagens caluniosas sob anonimato, sobretudo, por intermédio das redes sociais, tema já abordado em edições anteriores do “Terra Ruiva”.

Numa sociedade democrática é salutar o debate de ideias e o confronto de projetos alternativos, que adquire especial acuidade em períodos de campanha eleitoral, sendo curial manter a coerência, o realismo e a seriedade, no esgrimir da argumentação e na formulação das propostas de intervenção política. Esta postura pressupõe, contudo, que os intervenientes façam bem o “trabalho de casa”, que implica o conhecimento do funcionamento da autarquia e da sua realidade orçamental e financeira, dos seus instrumentos de gestão e medidas de política municipal, das competências que lhe estão legalmente atribuídas, e pressupõe, obviamente, o conhecimento do vasto território de concelho, do estado geral das infraestruturas, da obra realizada, da carteira de projetos, das necessidades das populações, sabendo, necessariamente, apontar caminhos de futuro.

A meu ver, estas condições não se verificam do lado da oposição (PSD, PS), à atual maioria CDU no Município de Silves, liderado pela Presidente Rosa Palma. Damos conta de intenções e propostas genéricas, avulsas, algumas demagógicas, não se vislumbrando um fio condutor, prioridades no investimento ou estratégia de desenvolvimento para o concelho. Com a agravante, da insistência recorrente, na assunção de competências e problemas sociais e económicos, que são responsabilidade dominante do Governo (v.g. desertificação do interior, problema demográfico, reindustrialização, emprego/jovem, precariedade laboral, nível dos salários, pobreza), que iludem a população, fomentando falsas expectativas, não subestimando, porém, a importância das políticas autárquicas.

Prova da falta de “trabalho de casa” por parte de vários candidatos é o teor de algumas intervenções públicas.

Veja-se o exemplo da ideia falsa difundida na comunicação social de que “o parque escolar(de Silves) está ao abandono” (candidato do PSD à Câmara Municipal). Ora, “não bate a bota com a perdigota”. Estima-se em cerca de 2 milhões de euros o investimento realizado pela autarquia silvense nas 24 escolas do concelho, ao longo dos últimos 8 anos, intervindo na requalificação do espaço escolar interior e exterior, na substituição das coberturas de amianto, no apetrechamento das salas da aula e demais espaços, no fornecimento de material didático-pedagógico e doutro equipamento. Acrescendo ainda as significativas (re)construções em curso das EB1 de Silves e Alcantarilha, cujo investimento se aproxima dos 3 milhões de euros!

Não é assim que se credibilizam candidaturas e se conquista a confiança da população. Poder-se-ia enumerar outros exemplos semelhantes. Em tempo de eleições autárquicas, sobretudo, em meios locais onde todos se conhecem, é relativamente fácil ao eleitorado, avaliar o perfil dos candidatos, o seu historial na comunidade, bem como as suas reais capacidades e competências para servir a população, dirigir freguesias e o concelho. Não há razão para enganos. Acerca dos executivos que se recandidatam, nomeadamente o da Câmara Municipal de Silves, é recomendável, que a população se informe e avalie globalmente o trabalho realizado nos últimos 4 ou 8 anos, em todas as freguesias, que na minha opinião, é vultuoso e marcante, direcionado para o futuro, fundado em linhas estratégicas, traduzindo um forte aproveitamento dos fundos externos e de uma eficiente gestão orçamental, sob o chapéu de finanças públicas saudáveis.

 

 

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PorFrancisco Martins
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Natural de S. Bartolomeu de Messines, nascido em 1957. Licenciado em Economia, Membro Efetivo da Ordem dos Economistas. Professor e vice-presidente da Escola Secundária de Silves; vereador permanente e não permanente da Câmara Municipal de Silves (eleito da CDU); dirigente associativo em várias entidades. Fundador do Terra Ruiva.
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