Geologia

Para mim as rochas são pedras ponto.
Esta barbaridade geológica é falta de conhecimento elementar, basta uma pequena pesquisa e facilmente encontro a distinção entre pedra e rocha. Pedra é um material sólido natural, e rocha é um conjunto natural de minerais, os quais assumem diferentes características. Ocorrem-me de memória, com apoio num motor de busca, alguns tipos de rocha como a ardósia, o quartzo, o diamante, o basalto, o granito, a argila, o mármore, o arenito. O arenito avermelhado, o argilito, a argila e outros minerais compõem o grés de Silves e dão um tom ruivo à nossa terra há 210 milhões de anos. Apesar do grés de Silves existir por todo o Algarve é predominante no concelho de Silves, particularmente na freguesia de São Bartolomeu de Messines, nas localidades de Amorosa, Vale Fuzeiros e São Bartolomeu de Messines. É assim a nossa terra, ruiva como o grés, é uma Terra Ruiva.

Assim é também o jornal Terra Ruiva, há praticamente 21 anos. Um ano de jornal corresponde a 10 milhões de anos da formação geológica. Uma pessoa na população de Portugal. Apesar das significativas diferenças temporais, o jornal Terra Ruiva também tem sedimentado aos longo destes últimos anos, chegando agora à maioridade, como se dizia antigamente, através da dedicação e entrega à escrita de notícias, relatos históricos, opiniões e outros, dos seus colaboradores, atuais e antigos. No meu caso, comecei a colaborar com o jornal em dezembro de 2002, quase desde o seu início, menos de 2 milhões de anos de diferença.
Nessa época era mais novo, verdade de La Palice (ou de La Palisse), como é possível assegurar através do retrato do retratado, autor destas crónicas, do ano de 2001. A nossa diretora pediu-nos uma fotografia, do início da época geológica do jornal Terra Ruiva, para testemunharmos a nossa anterior juventude. Curiosamente, nesta fotografia, com 38 anos, tentava aparentar mais idade, rosto de uma candidatura autárquica. Apesar do meu passado de envolvimento político, era provavelmente o candidato mais novo de sempre que concorria ao lugar cimeiro da autarquia. Hoje, como ontem, defendo que a responsabilidade de defender os valores democráticos e de dar a cara por ideias e projetos de futuro é principalmente dos jovens, que não sejam velhos ou portadores de velhas ideias, da geração dos filhos da madrugada.

Mas também temos as pedras, para além das rochas, numa diversidade de formas, tamanhos e cores, toda a equipa redatorial, que sustentam o jornal, tal como Pedro, edificador da igreja, nós temos a Paula. Esta associação está obviamente contaminada pela época pascal, destes primeiros dias do mês de abril. A Paula Bravo, minha amiga da eternidade de uma vida, tem sido sempre o meu elo de ligação ao jornal e ponto de apoio, diferente do ponto de fuga, apesar que, neste caso, o ponto de apoio também transporta consigo várias perspetivas e nos projeta do passado para o futuro.

Parabéns ao Jornal e aos 47 anos de Abril.

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