Ao utilizar este site, concorda com a nossa politica de privacidadePolitica de Privacidade e Termos e Condições.
Accept
Terra RuivaTerra RuivaTerra Ruiva
  • Concelho
  • Sociedade
    • Ambiente & Ciência
    • Cultura
    • Educação
    • Entrevista
    • História & Património
    • Lazer
    • Política
  • Opinião
  • Vida
  • Economia & Emprego
  • Algarve
  • Desporto
  • Autores
    • António Eugénio
    • António Guerreiro
    • Aurélio Cabrita
    • Clara Nunes
    • Débora Ganda
    • Eugénio Guerreiro
    • Fabrice Martins
    • Francisco Martins
    • Frederico Mestre
    • Helena Pinto
    • Inês Jóia
    • José Quaresma
    • José Vargas
    • Maria Luísa Anselmo
    • Maria José Encarnação
    • Miguel Braz
    • Paula Bravo
    • Paulo Penisga
    • Patricia Ricardo
    • Ricardo Camacho
    • Rocha de Sousa
    • Rogélio Gomes
    • Sara Lima
    • Susana Amador
    • Teodomiro Neto
    • Tiago Brás
    • Vera Gonçalves
  • Página Aberta
  • AUTÁRQUICAS 2025
    • AUTÁRQUICAS 2021
  • Edições
Reading: A pobreza do Natal
Partilhe
Font ResizerAa
Terra RuivaTerra Ruiva
Font ResizerAa
  • Home
  • Demos
  • Categories
  • Bookmarks
  • More Foxiz
    • Sitemap
Follow US
  • Advertise
© 2022 Foxiz News Network. Ruby Design Company. All Rights Reserved.
Opinião

A pobreza do Natal

António Eugénio
Última Atualização: 2019/Dez/Sex
António Eugénio
6 anos atrás
PARTILHE

Ah, o Natal. A época festiva que reúne famílias à mesa para repastos bem regados e guarnecidos com peru, bacalhau, polvo ou lá o que é costume comer nesta época do ano. A celebração natalícia evoca a família, a gratidão pelo que temos e também a solidariedade para com outrem.
O espírito natalício apela à solidariedade para com os menos afortunados, tal e qual como mandam os preceitos cristãos. Não obstante considerar que a solidariedade para com os outros deva ser um valor praticado durante todo o ano, e não só durante a quadra natalícia, creio que seja importante haver uma recrudescer desse sentimento.

No entanto, quem são estes menos afortunados? Foi editado recentemente um boletim que apresenta os resultados de um inquérito do Instituto Nacional de Estatística sobre as condições de vida e rendimento dos Portugueses.
O documento apresenta números preocupantes; embora a proporção de risco de pobreza esteja em decréscimo desde 2003, a verdade é que em 2018 esta cifrou-se em 17,2% da população portuguesa. Em termos etários, o risco de pobreza é maior entre os mais jovens e os mais velhos; há uma ligeira maior incidência de risco de pobreza entre as mulheres (17,8%) do que nos homens (16,6%). O grupo mais vulnerável em termos de condição de trabalho é o dos desempregados, com cerca de 47,5%. Comparativamente ao ano anterior, salienta-se a redução do risco de pobreza para os reformados, dos 15,7% em 2017 para 15,2% em 2018, fruto possivelmente das atualizações das reformas.
No que toca aos agregados familiares, a conclusão do boletim é que a presença de crianças no agregado familiar aumenta a incidência do indicador, sobretudo no que toca a agregados de um adulto com pelo menos uma criança dependente (30,2%), o que demonstra a dificuldade financeira de educar uma criança em Portugal.

Em termos de regiões, o Algarve surge como a terceira região com maior taxa de risco de pobreza (18,7%), somente atrás das Regiões Autónomas dos Açores e Madeira, embora esteja mais em linha com a média nacional de 17,2%. São números preocupantes para os decisores algarvios, que resultam do nosso modelo de desenvolvimento económico baseado no turismo com elevada sazonalidade.

Agora apresento os números realmente impressionantes que constam no boletim: se tivermos apenas em conta os rendimentos de trabalho, de capital e transferências privadas, 43,5% da população residente em Portugal estaria em risco de pobreza. Os rendimentos de pensões de reforma e de sobrevivência são responsáveis por uma redução de 20,7 pontos percentuais no risco de pobreza; adicionais 5,5 pontos percentuais de redução do indicador advêm das restantes transferências sociais.
Estes números espelham o carácter quase assistencialista do nosso Estado; refletem um país com uma população que viveria na penúria sem as reformas e transferências sociais. Num país em que havia 157,4 idosos para cada 100 jovens em 2018, o terceiro país mais idoso da União Europeia, esta leitura é preocupante. Embora se brade aos céus a solidez do nosso sistema de segurança social, é claro que terá de haver uma reformulação na lógica do sistema nos próximos anos. A constante e crescente elevação da idade da reforma que temos assistido nos últimos tempos é, sem dúvida, uma das medidas para combater este panorama.
Com isto, quero dizer que, infelizmente, há muitos desafortunados em Portugal. Que seriam muitos mais sem o apoio do Estado. Que somos um país que, embora estejamos a melhorar desde a passada crise, ainda tem muito com que se debater para atingir níveis respeitáveis de desenvolvimento e equidade.

Espero não ter estragado o Natal a ninguém com estes números; comam mais uma rabanada e desfrutem da época natalícia junto da família e amigos. Bom Natal!

Total Views: 0
Iludir-se
Ser Pai/ Ser Mãe Hoje – Entre o mundo digital e a responsabilidade de educar
Primavera à mesa: o que devemos mesmo comer nesta altura?
Realidade virtual
O 1º de Maio em Silves (1890-1894)
TAGGED:A pobreza do natalAntónio Eugénio
Partilhe este artigo
Facebook Email Print
PorAntónio Eugénio
Natural de São Bartolomeu de Messines, nascido em 1983. É licenciado em Economia e Mestre em Marketing pela Faculdade de Economia da Universidade do Algarve, tendo efectuado pós-graduações na área das Finanças Empresariais e da Fiscalidade. É membro efetivo da Ordem dos Economistas e da Ordem dos Contabilistas Certificados. Gestor de profissão, interessa-se especialmente por desenvolvimento regional e territorial e é doutorando em Gestão de Inovação e do Território na Universidade do Algarve.
Artigo Anterior Concerto de Natal em Messines
Próximo Artigo Semáforos em São Marcos da Serra e outras “acalmias de tráfego” no concelho
Sem comentários

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Últimas

Interrail Poético de Tunes convida autores
Cultura Sociedade
Equipa do Silves FC de Voleibol é Campeã do Troféu Federação
Desporto
Zoomarine devolve seis tartarugas juvenis ao oceano com apoio da Marinha Portuguesa
Ambiente & Ciência Sociedade
Maria Veloso, aluna da Secundária de Silves, apresenta livro de estreia
Cultura Sociedade
Concerto com Matt Saxofone Quartet em Silves
Cultura Sociedade

– Publicidade –

Jornal Local do Concelho de Silves.

Links Úteis

  • Notícias
  • Estatuto Editorial
  • Ficha Técnica

Publicidade

  • Publicidade & Assinaturas
  • Conteúdo Patrocinado

Info Legal

  • Contactos e Info Legal
  • Termos e Condições
  • Politica de Privacidade

Siga-nos nas Redes Sociais

© Copyright 2025, Todos os Direitos Reservados - Terra Ruiva - Created by Pixart
Ajustes de acessibilidade

Com tecnologia de OneTap

Durante quanto tempo queres ocultar a barra de acessibilidade?
Duração de ocultação da barra
Perfis de acessibilidade
Modo de Deficiência Visual
Melhora os elementos visuais do site
Perfil Seguro para Convulsões
Remove flashes e reduz cores
Modo Amigável para TDAH
Navegação focada, sem distrações
Modo de Cegueira
Reduz distrações, melhora o foco
Modo Seguro para Epilepsia
Escurece cores e para o piscar
Módulos de conteúdo
Tamanho do ícone

Padrão

Altura da linha

Padrão

Módulos de cor
Módulos de orientação
Welcome Back!

Sign in to your account

Username or Email Address
Password

Lost your password?