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Os desafios dos próximos anos

Enquanto escrevo estas linhas, confirma-se que Rosa Palma revalidou o mandato de Presidente da Câmara Municipal de Silves, com uma maioria tanto na Câmara, como na Assembleia Municipal.

Os munícipes deste concelho avaliaram o seu trabalho dos últimos quatro anos de forma positiva e colocaram a sua confiança na autarca para outro ciclo de governação.
No entanto, penso que poderemos esperar ou ambicionar algo diferente dos próximos anos.

Por um lado, o mandato anterior foi repleto de alguma “arrumação” na casa, no sentido em que houve uma adaptação ao novo status quo de governação e por outro, no que toca ao estado em que estavam tanto o concelho e o país. Dadas as condições económicas adversas que se sentiam em 2013, a gestão do município pautou principalmente por uma lógica de contenção financeira, tal como o que se verificou em todos os concelhos do país. A saída da troika estava ainda quase a um ano de distância e estava patente o imperativo da austeridade e do saneamento das contas públicas.

Quatro anos volvidos, devido ao impulso de credibilidade dado por essa mesma melhoria das contas públicas, pela implementação de novas políticas públicas e principalmente pelo aquecimento do motor económico europeu, a situação alterou-se para melhor, com a economia a dar sérios indícios de crescimento e a confiança das empresas e dos consumidores a atingirem números anteriores à crise. A explosão do turismo nacional traça novos caminhos de desenvolvimento económico e puxa todos os outros setores. Portugal, de repente, está na moda.

É no meio desta conjuntura económica e social benéfica que o mandato de Rosa Palma é renovado. No entanto, a melhoria do contexto económico-social exige agora novas medidas de governação viradas para o crescimento económico e todo um novo grau de exigência nas políticas públicas.
Embora a taxa de desemprego do concelho se tenha desagravado durante os últimos anos, a verdade é que o concelho permanece como um dos concelhos algarvios com maior incidência de movimento pendulares de munícipes. Quer isto dizer, que os munícipes silvenses são dos que, vivendo no seu concelho, mais se deslocam diariamente para outros concelhos para trabalhar, voltando para as suas casas no final do dia. A conclusão subjacente é de que, embora o concelho de Silves seja um bom sitio para morar, o mesmo deverá ser alvo da criação de mais oportunidades de emprego de forma a manter os residentes a trabalharem no seu interior. A situação económica do concelho continua a obrigar os seus munícipes a procurar emprego fora do município.

O problema do emprego e da promoção de desenvolvimento económico será uma das grandes questões que o novo executivo terá de enfrentar. Esperemos que os próximos quatro anos sejam pródigos em bons resultados, para o bem de todos nós.

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