Ao utilizar este site, concorda com a nossa politica de privacidadePolitica de Privacidade e Termos e Condições.
Accept
Terra RuivaTerra RuivaTerra Ruiva
  • Concelho
  • Sociedade
    • Ambiente & Ciência
    • Cultura
    • Educação
    • Entrevista
    • História & Património
    • Lazer
    • Política
  • Opinião
  • Vida
  • Economia & Emprego
  • Algarve
  • Desporto
  • Autores
    • António Eugénio
    • António Guerreiro
    • Aurélio Cabrita
    • Clara Nunes
    • Débora Ganda
    • Eugénio Guerreiro
    • Fabrice Martins
    • Francisco Martins
    • Frederico Mestre
    • Helena Pinto
    • Inês Jóia
    • José Quaresma
    • José Vargas
    • Maria Luísa Anselmo
    • Maria José Encarnação
    • Miguel Braz
    • Paula Bravo
    • Paulo Penisga
    • Patricia Ricardo
    • Ricardo Camacho
    • Rocha de Sousa
    • Rogélio Gomes
    • Sara Lima
    • Susana Amador
    • Teodomiro Neto
    • Tiago Brás
    • Vera Gonçalves
  • Página Aberta
  • AUTÁRQUICAS 2025
    • AUTÁRQUICAS 2021
  • Edições
Reading: Todos temos direito à nossa terra
Partilhe
Font ResizerAa
Terra RuivaTerra Ruiva
Font ResizerAa
  • Home
  • Demos
  • Categories
  • Bookmarks
  • More Foxiz
    • Sitemap
Follow US
  • Advertise
© 2022 Foxiz News Network. Ruby Design Company. All Rights Reserved.
Editorial

Todos temos direito à nossa terra

Paula Bravo
Última Atualização: 2016/Nov/Seg
Paula Bravo
10 anos atrás
PARTILHE

Perante um país empobrecido, frente a um futuro sem perspetivas e uma possibilidade bem real de nenhum sonho ser concretizado, o que fazer?
Quero partir, diz uma personagem. Fica, responde a outra. Para quê?– pergunta a primeira. É preciso resistir, se todos partirem, este lugar – o lugar dos nossos avós, o lugar das nossas raízes – o sítio onde pertencemos por direito irá desaparecer…
Já não há nada aqui, nada que nos permita cumprir os sonhos!– replica a primeira… Se todos partirem, nem a memória restará…, avisa a outra.
Este é o tema do confronto que divide a personagem da peça “Partir Suspenso”, de Sara Adamopoulos, que há dias foi estreada pelo Grupo de Teatro Penedo Grande.
Esta peça levanta um dilema nacional e que de muito perto nos toca. Perante a realidade do desemprego jovem, da falta de perspetivas das vilas e aldeias do nosso interior, vivendo os problemas das escolas distantes, dos cuidados de saúde dificultados, dos transportes inexistentes, da cultura inacessível… perante a enorme legião de pessoas de meia idade a viver de empregos mal pagos, perante o número esmagador de idosos que quase só conhecem a solidão e uma magra reforma… o que fazer?
Já todos vimos as imagens, na televisão ou na nossa vida privada, de pais trémulos agarrados aos filhos em estações de comboio ou aeroportos, de filhos agarrados ao nada, de avós presos ao desespero. Quase todos com a mesma esperança. Que volte depressa quem parte.
Todos temos direito à nossa terra.
Mas a realidade, a economia, as finanças, Bruxelas ou outros interesses empurram cada vez mais pessoas para as terras onde se cumprem os sonhos de um emprego melhor, uma vida quiçá mais digna, ou mais realizada profissionalmente.
Pouco a pouco as terras deixam de ser de alguém. Tornam-se fábricas fechadas, ruas vazias, sonhos que não chegam a levantar voo.
É preciso que alguém resista, diz a personagem que quer ficar. Ficar para quê? Para passar fome?– responde a outra.
Muitas pessoas que conheço dizem-me, não sei como é que consegues viver em Messines, especialmente depois de teres estado fora tanto tempo…
É a minha terra, digo. Eu sou a personagem que quer resistir.
Mas a resistência não é uma noção sentimental e poética. Tem amargas desilusões, desejos interrompidos, sonhos abandonados, cansaço e muitas quedas. Ao fim de algum tempo, chega-se à conclusão de que só há uma forma útil de resistir.

Só conseguimos resistir se formos capazes de intervir, de realizar ações concretas a favor dessa mesma terra e da sua comunidade. Ações que nos ofereçam a oportunidade de retribuir à nossa terra.

A nossa terra dá-nos o nosso lugar, permite-nos manter a memória dos avós, dá-nos raízes e uma identidade para sempre. Na nossa vida, enquanto pessoas e cidadãos, temos de criar um espaço e uma vontade de retribuição por essas prendas inestimáveis.

Dar à nossa terra um pouco do tanto que ela nos dá – é o caminho para possibilitar que se cumpram os sonhos dos que não desejam partir.

Total Views: 0
Meu rico verão
A informação local pela verdade
Cidadania espetadora
E se fosse a tua mãe? E se fossem os teus filhos?
O admirável negócio da doença
TAGGED:Paula Bravo
Partilhe este artigo
Facebook Email Print
PorPaula Bravo
Natural de S. Bartolomeu de Messines, nascida em 1963. Licenciada em Comunicação Social. Desde 1986, trabalhou em vários órgãos de comunicação nacionais e regionais. Dirigente associativa. Fundadora e diretora do Terra Ruiva desde abril de 2000.
Artigo Anterior PCP questiona a não criação de um Serviço de Cirurgia Cardiotorácica no Algarve
Próximo Artigo Entra em vigor o novo Regulamento de Ocupação do Espaço Público
Sem comentários

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Últimas

Fora do Rascunho – Música & Poesia ao vivo, no Parque do Enxerim
Cultura Sociedade
Concerto em Silves com Legacy5brass
Lazer Sociedade
Centro de Saúde de Silves com atendimento a não residentes
Concelho
Ciclo de Teatro Sénior 2026 com espetáculos nas freguesias
Cultura Sociedade
easyJet celebra o 5.º aniversário da sua base de Faro e reafirma compromisso com a região
Economia Economia & Emprego

– Publicidade –

Jornal Local do Concelho de Silves.

Links Úteis

  • Notícias
  • Estatuto Editorial
  • Ficha Técnica

Publicidade

  • Publicidade & Assinaturas
  • Conteúdo Patrocinado

Info Legal

  • Contactos e Info Legal
  • Termos e Condições
  • Politica de Privacidade

Siga-nos nas Redes Sociais

© Copyright 2025, Todos os Direitos Reservados - Terra Ruiva - Created by Pixart
Ajustes de acessibilidade

Com tecnologia de OneTap

Durante quanto tempo queres ocultar a barra de acessibilidade?
Duração de ocultação da barra
Perfis de acessibilidade
Modo de Deficiência Visual
Melhora os elementos visuais do site
Perfil Seguro para Convulsões
Remove flashes e reduz cores
Modo Amigável para TDAH
Navegação focada, sem distrações
Modo de Cegueira
Reduz distrações, melhora o foco
Modo Seguro para Epilepsia
Escurece cores e para o piscar
Módulos de conteúdo
Tamanho do ícone

Padrão

Altura da linha

Padrão

Módulos de cor
Módulos de orientação
Welcome Back!

Sign in to your account

Username or Email Address
Password

Lost your password?