1968 – PARIS, SAINT-ETIENNE, AVINHÃO. 3 CIDADES! UM DESTINO: EUROPA.
3 de Maio – o Bairro Latino explode. A França treme. Paralisa. De Gaulle pergunta-se, como Louis XVI, em 1789: “C´Est une revolte? “ Ao seu duque de Liancurt… que silencia, deixando o rei na ignorância do tempo…
O presidente da República Francesa sabia do nevoeiro político de Paris. Sabia que era a “revolução” de Cohn-Bendit, o jovem alemão que procurara Paris, no dizer de Le Pen: “A Canzoada dos estrangeiros”, em acusação no jornal da direita “Minute”. Logo o dirigente comunista francês faz circular, no seu jornal, “L´Humanité”, a situação política que corria por Paris, com os trabalhadores em Greve Nacional, não partidária.
Pelos arredores da “Sorbonne”, prisioneira da polícia parisiense, Roland Leroy, Roger Garandy e o Poeta Louis Aragon, destoam de Marchais e do seu rumo esquerdista. E a revolta corre urbanamente pela cidade dos estudantes e dos operários. O anarquista de 1968, Cohn-Bendit (hoje deputado europeu conservador), discípulo do filósofo, alemão Herbert Marcuse, progride na sua contestação, na “união” das forças democráticas, aos grupúsculos esquerdistas. O ministro da educação, Alain Peyrefitte põe “água na fervura”, manda encerrar as Faculdades de Paris. O que pela imensidão da revolta provoca a ira dos jovens que se barricam no “Boulevard.Saint-Michel”. Paris está a “ferro e fogo”. Os revoltosos fazem assustar e assustam-se pela imensidão da revolta. Os armazéns, todo o comércio se esgota e se encerra. As fábricas são ocupadas… Greve Geral.
Estou na cidade operária e das minas: Saint-Etienne. Cidade do Trabalho, fábricas de armamento. A “Manufrance” paralisa na importância de grande metrópole da indústria. Toda a Europa Operária, Estudantil, desencadeando movimentos incontroláveis. Edgar Morin, o sociólogo, pronunciava-se: “ O mal das Universidades encontrar-se-ia na sua desadaptação à vida e ao mundo moderno. De adpatarem a universidade à vida moderna, mas na sua recusa da vida burguesa, tida como mesquinha, medíocre, recalcada, opressiva”.
Avinhão- Junho-1968- Uma visita de estudo leva-me à cidade dos papas. É lá que Pablo Picasso expõe as suas últimas obras, as 165 “Planches”, para uma lição a estudantes-trabalhadores. O célebre pintor espanhol recebe-nos, após a sua sesta, Aponta-nos a “Planche X” : um Cristo à sua imagem, confuso, indecifrável e descreve: “Ele é sempre o mesmo Homem, mas a arte, a filosofia, a revolução no tempo encarrega-se de O Transpor à atualidade dos Homens. É este o meu contributo para as Vossas Revoluções”.
Entendi o Artista, vanguardista… Fiquei nessa admiração: O Trabalho, o Ensino, a diferença na Humanidade, a alcançar.
Hoje, Domingo, 24 Abril-2022, Portugal está na memória da sua LIBERDADE DO 25 ABRIL! Vamos nela, em continuidade… Vivemos na Memória e nos seus Movimentos…










