Uma cidade de todos os TEMPOS: Romana, Árabe e Cristã. Em 2009 recebo um convite para historiar a Cidade dos tempos, num Patrocínio Cultural e Político. Vou para a Cidade dos Símbolos: Político, Religioso, Cultural, nesse “Trio”. A Cidade tem o peso duma História longa, de milénios. E, é, nesse conserto histórico que tem sido considerada e pouco estudada. Este sortilégio de a habitar, de estudar a cidade passou em conhecimentos diversos. Lembro as palavras de um dos maiores compositores portugueses, que habitou o século XX, Fernando Lopes Graça, numa afirmação, sincera de compositor, quando visitou a cidade, numa homenagem a MARIA CAMPINA : “Este sortilégio, esta suavidade, este silêncio, entre o antigo e o moderno, merece uma “Sinfonia”. A palavra admirada, na solidez de um Ancião, sem formalismos :Compor, aqui, nesta harmonia, neste clima, nesta suavidade, neste silêncio antigo e moderno, merece uma sinfonia. Vocês, fá-lo-ão, por isso”. Naquele dia em que Faro, homenageava a grande Figura da Música Clássica Portuguesa.
Os séculos passaram, correram, na velocidade do homem… A meio século XVI, o rei João III, a 7/ Setembro/1540- dá-lhe o título perdido, romano, árabe e cristão, a Cidade Bispal. O privilégio de cidade religiosa e de cidade do progresso, porque achou Faro a meyo do reino: “Pela sua grandeza e crescimento em homens e fortuna”.
Pegando no calendário histórico da, então “villa de Faro”, reparamos que a sua fundação vem do século VII, antes de Cristo. Terá a idade de ROMA. São “Irmãs”…
A 7 de Setembro de 1997, sou convidado para a conferência: “450 anos”, de cidade retomada… Câmara Municipal de Faro. Tudo se explica, tudo se escuta, tudo se promete… Tudo fica igual!
Em 2009, publico o Historial, numa edição apoiada pela Direção Regional da Cultura -Faro. “Atravesso” os milénios, os tempos, no conhecimento possível… A capa do livro histórico da cidade lembra o período Romano, é a “Cabeça Romana” encontrada nas ruínas de Milréu e exposta no Museu da Cidade, entre outras preciosidades históricas. Todo um conjunto estudado, que vem dos finais do século XIX.
O livro, por mim estudado, foi apresentado nos Claustro da Sé Catedral de Faro. Procurei escrever um texto acessível ao conhecimento da História, e atento aos problemas culturais da Cidade de religiões múltiplas e poderes iguais. Que apanhassem nas palavras ditas e publicadas… A HISTÓRIA da Cidade múltipla. Num “entusiasmo” em que as minhas capacidades de trabalho, de análise e de paixão, em penetrar na HISTÓRIA da cidade, num passado, não menos estudioso e científico, que pudessem e soubessem transmitir, como se numa “aula” fosse.
Os Claustros preencheram-se pela novidade, pelo apoio do Bispo, pela análise, pelo argumento estudado e entendido aos assistentes, ou seja População da Cidade, interessada na sua HISTÓRIA. Nesse conhecimento esquecido, ou não lembrado…
O Livro Publicado M/C- Ministério da Cultura, num conteúdo das 150 páginas, e de 60 ilustrações: nas narrações dos “baptismos” de Ossonoba a Santa Maria de Farum. Ou seja, atravessando os períodos políticos e religiosos, dos ROMANOS, DOS ÁRABES E DOS CRISTÃOS. A Contra-Capa, vem ilustrada, em título de “SANTA MARIA DE FARUM”, NUM DESENHO DE UM ALUNO ÁRABE, na Universidade de Saint-Etienne, em título : “SANTA MARIA DE FARUM”. São as comunicações sem outro sentido, senão o do conhecimento, o esclarecer. É esse o meu sentimento…










