A 48ª edição da Volta ao Algarve, que decorre de 16 a 20 de Fevereiro, irá contar com um “percurso profundamente renovado” , com “etapas para todos os perfis de corredores”, e volta a atravessar território do concelho de Silves, nos dias 16, 17 e 20.
A Volta ao Algarve será disputada por 25 equipas. Dez formação são de categoria WorldTeam e cinco ProTeam, às quais se juntam as dez equipas continentais portuguesas inscritas na UCI para 2022.
Como informa a organização, a cidade de Portimão volta a receber o grande início da competição, no dia 16 de fevereiro. A zona ribeirinha acolherá a apresentação das equipas e as primeiras pedaladas, que levarão os corredores a percorrer 199,1 quilómetros até Lagos. Neste primeiro dia, os participantes irão passar pelas freguesias de Algoz e Tunes, Pêra, S. Bartolomeu de Messines e Silves.
A segunda etapa é aguardada como um dos primeiros embates entre os candidatos à classificação geral. Começa em Albufeira, passando por S. Bartolomeu de Messines e São Marcos da Serra e termina, depois de cumpridos 182,4 quilómetros, na Fóia, ponto mais alto do Algarve, no concelho de Monchique. A meta coincide com um prémio de montanha de primeira categoria. A subida final terá uma aproximação diversa do que tem sucedido. Em vez da Pomba, os corredores terão de escalar a Picota (2.ª categoria, 9,3 km com inclinação média de 5,5 por cento). O alto da Picota dista 7,4 quilómetros do sopé da Fóia (7,1 quilómetros de extensão e inclinação média de 6,8 por cento). Nos últimos anos impuseram-se neste local Luis León Sánchez (2016), Daniel Martin (2017), Michal Kwiatkowski (2018), Tadej Pogačar (2019), Remco Evenepoel (2020) e Ethan Hayter (2021).
A terceira etapa é a mais longa da competição. Arranca no Alentejo, em Almodôvar, e estende-se por 209,1 quilómetros, até Faro. A capital do Algarve já não recebia uma chegada da Volta ao Algarve desde 2008, ano em que o alemão Robert Förster se impôs ao sprint..
A maior novidade da 48.ª Volta ao Algarve é a quarta etapa, por ser o contrarrelógio mais extenso dos últimos anos e por marcar o regresso ao percurso da corrida de Vila Real de Santo António, que já não recebia uma partida de etapa desde 2009.
O contrarrelógio de 2022 terá 32,2 quilómetros, unindo Vila Real de Santo António a Tavira. Pela extensão, permite que os contrarrelogistas puros possam gerir a corrida – incluindo as etapas de montanha – de molde a colocarem-se entre os favoritos ao triunfo na geral.
As decisões ficam guardadas para a quinta e última etapa, 173 quilómetros entre Lagoa e o alto do Malhão, Loulé. Neste último dia, a Volta ao Algarve volta a passar por Silves e Poço Barreto, em direção ao Algoz. Num percurso rompe-pernas, assistir-se-á ao regresso da dupla escalada no Malhão, a primeira a 24 quilómetros do final e a segunda coincidindo com o final da etapa. Este local está no percurso da Volta ao Algarve, ininterruptamente, desde 2009.







