“Silves ou a insustentável Essência da Arte BERNARDO MARQUES e MARIA KEIL” – é o título do novo livro da historiadora Maria João Raminhos Duarte que foi apresentado na Biblioteca Municipal de Silves, no dia 31 de outubro.
Editado pela Câmara Municipal de Silves, este livro apresenta-se como “uma viagem pelo legado destes dois mestres silvenses, explorando as suas obras, o seu impacto e o seu lugar na história da Arte portuguesa e a sua ligação ao seu berço emocional, Silves”.
A presidente da Câmara, Rosa Palma, destaca que “pela primeira vez, são reunidas em livro as trajetórias biográficas de dois grandes nomes da cultura portuguesa do século XX, Bernardo Marques (1889-1962) e Maria Keil (1914-2012), ambos com raízes profundas em Silves, e cuja obra marcou de forma indelével a cultura visual e artística do nosso país”.
Este livro, revela então “duas figuras centrais na renovação da linguagem artística e do design em Portugal, cujas criações se estenderam da ilustração à cenografia, da pintura ao design de interiores e à azulejaria”.
Estes artistas, acrescenta Maria João Raminhos Duarte, ambos nascidos em Silves, deixaram a cidade, “por razões diversas, em busca de novas experiências, formação ou reconhecimento”, mas “ a memória da infância e do local de origem permaneceu viva nas suas obras”.
Para a autora, é importante que o seu livro possa “inspirar novos olhares e reafirmar a importância da Arte de Bernardo Marques e de Maria Keil”. Bernardo Marques que, “com a sua linha elegante e expressiva, marcou profundamente a ilustração e o Modernismo português “ e Maria Keil “uma artista de vanguarda e a criadora de um património azulejar inestimável” que “deixou uma marca indissociável na paisagem urbana do país”. Ambos tiveram, como diz a autora, “a coragem de inventar novas maneiras de ver o mundo”.
De referir que este livro conta com um prefácio assinado por Maria Isabel Roque e com três anexos. Os dois primeiros reúnem ensaios de crítica de arte da autoria de João Rocha de Sousa – pintor, ensaísta, escritor e docente universitário, também natural de Silves, e “reconhecido como uma das vozes mais lúcidas e influentes no panorama da crítica artística portuguesa contemporânea. O terceiro anexo debruça-se sobre uma faceta menos divulgada, a produção poética de Maria keil.
“Em suma, este livro é um ensaio sobre essa complexa relação entre a Arte, os artistas e o seu tempo, onde o nosso compromisso com a verdade histórica não se perde, mas enriquece-se com a sensibilidade de uma análise mais profunda e humana sobre a vida e obra deste dois mestres da pintura contemporânea portuguesa”, acrescenta Maria João Raminhos Duarte.
Segundo foi anunciado, esta obra representa o início da coleção “Silves – Memória Futura”, a qual “procurará dar corpo a múltiplas visões e perspetivas, num compromisso com o rigor científico, a preservação da memória e a valorização de Silves como espaço de património, conhecimento e identidade”. Uma coleção “ao serviço da cultura e da memória coletiva de todos os que amam esta cidade”.
No mesmo dia, na Biblioteca Municipal de Silves, foi inaugurada uma exposição de desenhos de Bernardo Marques que reúne diversos tipos de desenho e ilustrações.
A exposição poderá ser vista até ao dia 28 de fevereiro de 2026.




