Ao utilizar este site, concorda com a nossa politica de privacidadePolitica de Privacidade e Termos e Condições.
Accept
Terra RuivaTerra RuivaTerra Ruiva
  • Concelho
  • Sociedade
    • Ambiente & Ciência
    • Cultura
    • Educação
    • Entrevista
    • História & Património
    • Lazer
    • Política
  • Opinião
  • Vida
  • Economia & Emprego
  • Algarve
  • Desporto
  • Autores
    • António Eugénio
    • António Guerreiro
    • Aurélio Cabrita
    • Clara Nunes
    • Débora Ganda
    • Eugénio Guerreiro
    • Fabrice Martins
    • Francisco Martins
    • Frederico Mestre
    • Helena Pinto
    • Inês Jóia
    • José Quaresma
    • José Vargas
    • Maria Luísa Anselmo
    • Maria José Encarnação
    • Miguel Braz
    • Paula Bravo
    • Paulo Penisga
    • Patricia Ricardo
    • Ricardo Camacho
    • Rocha de Sousa
    • Rogélio Gomes
    • Sara Lima
    • Susana Amador
    • Teodomiro Neto
    • Tiago Brás
    • Vera Gonçalves
  • Página Aberta
  • AUTÁRQUICAS 2025
    • AUTÁRQUICAS 2021
  • Edições
Reading: Das árvores
Partilhe
Font ResizerAa
Terra RuivaTerra Ruiva
Font ResizerAa
  • Home
  • Demos
  • Categories
  • Bookmarks
  • More Foxiz
    • Sitemap
Follow US
  • Advertise
© 2022 Foxiz News Network. Ruby Design Company. All Rights Reserved.
Opinião

Das árvores

Paulo Penisga
Última Atualização: 2023/Abr/Qua
Paulo Penisga
3 anos atrás
PARTILHE

Ao contrário da ideia geralmente divulgada e do que se verifica nas árvores de arruamento de diferentes municípios, estas não necessitam de sofrer podas radicais.

A poda deve ser feita unicamente como forma de limpeza, retirando os ramos velhos e mortos, ou a título excecional quando, por alguma razão, não se pretende que os ramos se expandam, impedindo uma passagem, por exemplo.

As árvores devem desenvolver-se de forma natural e os resultados das podas são, na maioria dos casos, negativos: as feridas criadas tornam-se zonas mais propícias ao desenvolvimento de doenças e esteticamente os resultados não são os melhores.

Infelizmente e à semelhança de outros concelhos, também por cá acontece, em Silves e S. Bartolomeu de Messines, por exemplo, algumas belas árvores, altas e frondosas, são vítimas da prática errada de cortar alguns dos seus troncos principais e o seu veio de crescimento central ao alto. É estúpido. Não se percebe.

Se o objetivo é que não tirem o sol e evitem as folhas nas varandas das casas (o mais das vezes são as pessoas que desejam e pedem estes cortes…) então deveriam ir sendo cuidadosamente podadas em baixo para crescerem sempre mais ao alto e não o contrário. Então, mal cortadas, é vê-las rebentar onde não deviam. A muitas, nem lhes é permitido crescer, todos os anos desbastadas, reduzidas a um arremedo de árvore.

Plátanos junto ao cemitério

Talvez o problema também esteja na ferramenta de trabalho, a par da preguiça nacional, com o uso crescente da moto serra (quem não deseja ter uma…) e a desvalorização do tradicional e maneirinho serrote de poda. É que assim o pessoal corta mais e fica o trabalho logo feito por uns anos. Já imaginaram a trabalheira de andar apenas à procura dos troncos mais pequenos, a cortar aqui e ali, pra baixo e pra cima…

Os antigos e frondosos plátanos da rua do cemitério, em Silves, nunca eram cortados. Agora também já se decidiram pela moda do corte anual, bem aplicado e radical, não vá ficar alguma incomodativa ponta espigada com folhas. E pelo menos dois foram cortados pela base, sem dó nem piedade, se calhar estavam doentes... ou a chatear a vizinhança. Aliás, os plátanos e outras espécies de folha caduca permitem que no Inverno os raios de sol passem através dos seus ramos e com o despertar da Primavera de novo se cubram de folhas proporcionando boas sombras no Verão. As cegonhas agradecem, mas penso que já temos cegonhas em número suficiente… e passarada outra há que também tem direito à vida e a fazer ninho.

Felizmente, a cidade continua a beneficiar de uma bela entrada, a sul, quando se passa a ponte, com as muitas e frondosas árvores de diferentes espécies que acompanham o contorno de toda a zona ribeirinha.

Algumas delas resistentes ao tornado de 2012. Outras desnecessariamente apequenadas, pela pequenez humana, como foi o caso de alguns choupos brancos, raros e belos, nas imediações dos Amigos dos Pequeninos, cortados anos atrás, nunca mais voltaram a crescer com harmonia. Muito recentemente foram mais alguns cortes dispensáveis no passeio próximo dos bombeiros.

Aliás, alguns destes exemplares arbóreos cresceram num tempo em que as condições do clima eram normais, o que permitiu potenciar o seu tamanho e frondosa beleza. Hoje, nas atuais condições climáticas (aumento de temperatura a par de escassez de chuva), com o stress hídrico, nem se teriam desenvolvido.

Então para quê cortá-las, feri-las na sua digna antiguidade, já lhes basta a dificuldade da secura… e quanto mais copa, mais tamanho e folhagem, mais humidade atraem.

Parece que a moda está também a ter cada vez mais seguidores no campo. No barrocal, nos campos ainda de sequeiro, alfarrobeiras e oliveiras são depenadas, com aqueles cortes tipo barbershop, tão em voga, em que se rapa tudo à volta e deixa uma crista de cabelo; ou dois ou três ramos e uma árvore despida à força e violada na sua integridade de ser árvore.

Alfarrobeiras no campo

 

O pessoal não está para se esforçar tanto, custa dobrar a espinha, ou porque é velho ou sendo mais novo não está para tais canseiras. Então vá de forçar as árvores a agacharem-se à humana altura. Pois é, meus amigos, muito mais fácil. Pergunto-me: o que acharia o meu avô Vieira destas mudanças?… Ele que até as ameixeiras do quintal deixava fazerem-se enormes, com as ameixas dos ramos mais altos a deliciarem os pássaros.

 

Mas talvez tudo isto não passem de preocupações pueris, quando no horizonte empreendedor da maioria da sociedade a Natureza não passa de um empecilho a uma vida mal urbanizada, cómoda e acomodada, de preferência sem folhas. E no nosso querido Algarve, sempre temos a praia, não é? Para quê mais árvores e jardins?…

Total Views: 0
Algoritmo
Dia Mundial de Mim
Imigração: entre preconceitos e realidade
Meu rico verão
Iludir-se
TAGGED:das árvoresPaulo Penisga
Partilhe este artigo
Facebook Email Print
Artigo Anterior “Música para Jovens e Crianças” é a nova atividade na Biblioteca Municipal de Silves
Próximo Artigo Dia Mundial da Dança em Armação de Pêra
1 comentário
  • Luisa diz:
    11 de Maio, 2023 às 23:09

    Muito bom e valioso artigo, obrigada

    Responder

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Últimas

Torneios de Voleibol de Praia em Armação de Pêra
Desporto
14º Gym Fest em Messines
Desporto
Interrail Poético Tunes 2026 – Encontro de poesia dedicado à palavra e à memória da aldeia
Cultura Sociedade
Santos Populares em Alcantarilha
Lazer Sociedade
Ciclo de Teatro ao Ar Livre 2026 percorre as freguesias do concelho de Silves
Cultura Sociedade

– Publicidade –

Jornal Local do Concelho de Silves.

Links Úteis

  • Notícias
  • Estatuto Editorial
  • Ficha Técnica

Publicidade

  • Publicidade & Assinaturas
  • Conteúdo Patrocinado

Info Legal

  • Contactos e Info Legal
  • Termos e Condições
  • Politica de Privacidade

Siga-nos nas Redes Sociais

© Copyright 2025, Todos os Direitos Reservados - Terra Ruiva - Created by Pixart
Ajustes de acessibilidade

Com tecnologia de OneTap

Durante quanto tempo queres ocultar a barra de acessibilidade?
Duração de ocultação da barra
Perfis de acessibilidade
Modo de Deficiência Visual
Melhora os elementos visuais do site
Perfil Seguro para Convulsões
Remove flashes e reduz cores
Modo Amigável para TDAH
Navegação focada, sem distrações
Modo de Cegueira
Reduz distrações, melhora o foco
Modo Seguro para Epilepsia
Escurece cores e para o piscar
Módulos de conteúdo
Tamanho do ícone

Padrão

Altura da linha

Padrão

Módulos de cor
Módulos de orientação
Welcome Back!

Sign in to your account

Username or Email Address
Password

Lost your password?