Setembro é tempo de regresso à escola. Uns com mais motivação, outros com menos, mas em comum a vontade de reencontrar os amigos. Uns precisarão de mais suporte, outros farão o seu caminho de forma mais autónoma. Para pais e filhos, novos desafios se vão colocar no processo de educação e aprendizagem. Para todos será fundamental receber o reforço positivo perante os seus esforços, o elogio pelas virtudes e a correção dos erros de forma pedagógica.
O elogio promove muito mais a mudança e a vontade de tentar de novo e fazer melhor do que a repreensão ou o castigo. Os gritos, as reprovações em voz alta e as comparações sempre recorrentes com outras crianças ou jovens derrubam a autoestima e a autoconfiança, promovem um crescendo de ansiedade.
Exalte em público as virtudes dos seus filhos, elogie-os quando merecem, deixe para corrigir os seus erros em um ambiente privado, sem machucar. Reflita sobre o comportamento ajudando a pensar na alternativa mais adequada, sem colocar em causa os afetos. “Gosto de ti! Não gostei do teu comportamento. O teu comportamento não foi o mais adequado, porque…”. Ajude-os a assumir as suas responsabilidades e escolhas.
O tema, sobre como corrigir, é um assunto complexo e delicado. Uma palavra fora do lugar, em algumas ocasiões, desencadeia um drama difícil de esquecer. Os olhares reprovadores ao nosso redor, como aves observadoras, esperam o castigo, a disciplina férrea que supõe que com uma palavra tudo irá ser solucionado. Os pais, pela pressão social sentida, evitam o rótulo de “mau pai” ou “má mãe”, desfocando daquilo que é o essencial – o bem-estar emocional da família no seu todo. É preciso corrigir e orientar os filhos, pois estes estão no seu processo individual de crescimento e aprendizagem, de encontrar o seu espaço e definir a sua forma de estar consigo e com os outros, mas é preciso fazê-lo bem. E fazê-lo bem é também reconhecer que se pode ter feito uma má avaliação da situação e pedir desculpa quando se perdeu a razão, mesmo que tenha sido só na forma como se corrigiu. Somos modelos para os nossos filhos, para o bem e para o mal.
É imprescindível educar com inteligência, com carinho e intuição, evitando machucar intensionalmente e intensificar ainda mais as emoções de cariz mais negativo. Não compare, não rotule. Ensine que existem limites e consequências face aos comportamentos. Ajude a construir o pensamento, não humilhe. Ame e escute com ouvidos de ouvir. Dê atenção e esteja verdadeiramente presente. Não exija um filho perfeito, ajude a crescer um filho feliz, com uma boa autoestima e confiante nas suas capacidades e possibilidades!
“Educar é semear com sabedoria e colher com paciência. – Augusto Cury
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