Ao utilizar este site, concorda com a nossa politica de privacidadePolitica de Privacidade e Termos e Condições.
Accept
Terra RuivaTerra RuivaTerra Ruiva
  • Concelho
  • Sociedade
    • Ambiente & Ciência
    • Cultura
    • Educação
    • Entrevista
    • História & Património
    • Lazer
    • Política
  • Opinião
  • Vida
  • Economia & Emprego
  • Algarve
  • Desporto
  • Autores
    • António Eugénio
    • António Guerreiro
    • Aurélio Cabrita
    • Clara Nunes
    • Débora Ganda
    • Eugénio Guerreiro
    • Fabrice Martins
    • Francisco Martins
    • Frederico Mestre
    • Helena Pinto
    • Inês Jóia
    • José Quaresma
    • José Vargas
    • Maria Luísa Anselmo
    • Maria José Encarnação
    • Miguel Braz
    • Paula Bravo
    • Paulo Penisga
    • Patricia Ricardo
    • Ricardo Camacho
    • Rocha de Sousa
    • Rogélio Gomes
    • Sara Lima
    • Susana Amador
    • Teodomiro Neto
    • Tiago Brás
    • Vera Gonçalves
  • Página Aberta
  • AUTÁRQUICAS 2025
    • AUTÁRQUICAS 2021
  • Edições
Reading: Memórias do Cineteatro de Silves
Partilhe
Font ResizerAa
Terra RuivaTerra Ruiva
Font ResizerAa
  • Home
  • Demos
  • Categories
  • Bookmarks
  • More Foxiz
    • Sitemap
Follow US
  • Advertise
© 2022 Foxiz News Network. Ruby Design Company. All Rights Reserved.
Opinião

Memórias do Cineteatro de Silves

Paulo Penisga
Última Atualização: 2022/Jun/Dom
Paulo Penisga
4 anos atrás
PARTILHE

Tal como a corrente do Arade, que por esse tempo ainda trazia muita água, formando bons pêgos como o do Valadinho e da Nogueira, onde nos banhávamos nos dias quentes de Verão, também os filmes continuavam a desaguar na cidade acompanhando a corrente da vida e os afluentes da liberdade artística e política.

Ainda em 1974, outro filme que vimos sem ter idade para ver foi Aquele Inverno em Veneza/Don`t Look Now um thriller psicológico protagonizado por um casal (Donald Sutherland e Julie Christie) que viaja para Veneza depois de ter perdido a filha, com muito suspense e algumas cenas bem assustadoras. O filme é também famoso pela cena de sexo entre o casal, uma das mais sinceras da história do cinema pela cumplicidade entre os atores. Considerado um dos melhores filmes britânicos de sempre, não sei o que terá perdurado em nós para além da imediata perturbação e da noite mal dormida. Nesse ano feliz e atordoado de tanta liberdade, é também exibido Um Filme Doce, polémico e estranho filme surrealista do jugoslavo Dusan Makavejev com extremos momentos subversivos e artísticos. No qual, só para terem uma ideia, uma das protagonistas dirige um barco carregado de doces e açúcar, atraindo homens e rapazes com sexo, morte e conversa revolucionária.

Também por essa altura, passou por Silves, Tudo a Nu, a revista que Francisco Nicholson tinha em cena no 25 de abril de 1974. Ator, dramaturgo, encenador, homem do teatro e da televisão, Nicholson foi um dos grandes inovadores do teatro de revista, com textos e encenações muito criativas, críticas e ousadas É o Fim da Macacada, Tudo a Nu ou Não Batam Mais no Zezinho (escrita com Henrique Santana, Mário Zambujal, Rogério Bracinha e Augusto Fraga) foram algumas das peças do Parque Mayer que andaram em digressão pelo país e que mais sucesso lhe deram.

Nessa noite, se bem me lembro, por ser teatro, fui com os meus pais para a plateia, que estava cheia e rejubilando por um espetáculo tão apreciado e tão pouco visto na província.  Duvido é que os meus progenitores imaginassem que a ousadia do Tudo a Nu por vezes fosse tão literal, como na coreografia da peça em que as bailarinas dançam nuas cobrindo o sexo com uma folha de parra. A minha mãe ainda sorriu para mim, doce e complacente, o que me deixou ainda mais envergonhado por estar a ver toda aquela nudez ao seu lado.

A adolescência ia avançando e o entusiasmo pela música, essa arte maior e imediatamente vibrante, esticando as cordas da emoção, foi ganhando espaço em mim. Dos musicais dos anos 70, destaco as óperas rock Jesus Christ superstar (1973) filme musical britânico, dirigido pelo cineasta canadiano Norman Jewison; e Hair/Cabelo filme norte-americano de 1979, realizado por Milos Forman*, com John Savage, no papel de um jovem do Oklahoma recrutado para a guerra do Vietname e que é adoptado por um grupo de hippies. São musicais com belas canções e abordando os temas do pacifismo e da contestação à guerra, sob o slogan da paz e do amor. Influenciados por esse mundo novo em movimento no grande ecrã e pelas modas da época também alguns de nós deixavam crescer o cabelo.

Em 1975, a ópera rock Tommy, criada pela banda inglesa The Who**, surpreende um puto cada vez mais freak, não só pela  música como pelos ambientes psicadélicos criados pelo realizador Ken Russel. O filme é a alucinante história de um estranho rapaz (Roger Daltrey), cego, surdo e mudo devido a um trauma de infância que se torna campeão de pinball e mais tarde rock star. O elenco conta com diversas participações especiais de músicos e atores famosos,  Ann-Margret, Oliver Reed, Jack Nicholson***como psiquiatra, Tina Turner no papel de Acid Queen,  Eric Clapton, Elton John fabuloso em Pinball Wizard.

Por esses anos, a malta jogava flippers/pinball na casa de jogos do Marinho, debaixo das arcadas da Câmara, aí também havia uma jukebox onde púnhamos discos a tocar com moedas. Então usava o cabelo comprido e encaracolado como o vocalista dos Who (que cantava See me Fell me no filme).

 

  *Milos Forman, cineasta checo mudou-se para os Estados Unidos em 1968. Dois dos seus filmes, Voando Sobre um Ninho de Cucos e Amadeus, estão entre os mais célebres filmes da história do cinema e deram-lhe o óscar de melhor diretor.

 

 **Curiosamente, no mesmo ano de 1975, Jack Nicholson representou de forma brilhante o papel de doente mental na obra de Milos Forman Voando Sobre Um Ninho de Cucos.

 

  *** Quadrophenia (1979) é outro filme baseado no álbum homónimo do grupo rock The Who. que também passa pelo cinema de Silves. O filme trata dos conflitos de identidade da juventude britânica da classe trabalhadora em meados da década de 1960.

         

 

 

 

Total Views: 0
Iludir-se
Ser Pai/ Ser Mãe Hoje – Entre o mundo digital e a responsabilidade de educar
Primavera à mesa: o que devemos mesmo comer nesta altura?
Realidade virtual
O 1º de Maio em Silves (1890-1894)
TAGGED:Cineteatro de SilvesMemóriasPaulo Penisga
Partilhe este artigo
Facebook Email Print
Artigo Anterior Albergaria e Museu do Azeite em S. Marcos da Serra com solução à vista
Próximo Artigo Maguilla nasceu em Silves mas “instalou-se” em Castelo Branco
Sem comentários

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Últimas

Casa do Povo de Messines conquista vários títulos “históricos” nos Campeonatos Nacionais de Ginástica
Desporto
Município de Silves tem abertas as candidaturas aos programas de apoio associativo
Concelho
II Seminário Educação para o Futuro, em Silves
Educação Sociedade
Yoga para Todos – A Postura do Dançarino
Desporto
Casa do Povo de Alcantarilha comemora o 87º aniversário
Lazer Sociedade

– Publicidade –

Jornal Local do Concelho de Silves.

Links Úteis

  • Notícias
  • Estatuto Editorial
  • Ficha Técnica

Publicidade

  • Publicidade & Assinaturas
  • Conteúdo Patrocinado

Info Legal

  • Contactos e Info Legal
  • Termos e Condições
  • Politica de Privacidade

Siga-nos nas Redes Sociais

© Copyright 2025, Todos os Direitos Reservados - Terra Ruiva - Created by Pixart
Ajustes de acessibilidade

Com tecnologia de OneTap

Durante quanto tempo queres ocultar a barra de acessibilidade?
Duração de ocultação da barra
Perfis de acessibilidade
Modo de Deficiência Visual
Melhora os elementos visuais do site
Perfil Seguro para Convulsões
Remove flashes e reduz cores
Modo Amigável para TDAH
Navegação focada, sem distrações
Modo de Cegueira
Reduz distrações, melhora o foco
Modo Seguro para Epilepsia
Escurece cores e para o piscar
Módulos de conteúdo
Tamanho do ícone

Padrão

Altura da linha

Padrão

Módulos de cor
Módulos de orientação
Welcome Back!

Sign in to your account

Username or Email Address
Password

Lost your password?