A História questiona o Tempo e pergunta – Porquê tanta repetição, sinto-me tão parecida ao que sempre fui?…
E o Tempo, senhor de si e de todos nós, responde – Nada tenho a ver com isso! Tu, História, és filha da vontade humana!
E a História, esperançosa de algo novo e bom, teima em não se querer ver sempre assim: vestida de massacres, guerras e perseguições.
Quer acreditar que a vida não é só tragédia e desgraças e lembra que há épocas e lugares em que reina a paz e a felicidade.
– Nem tudo é destruição! – insiste a História.
Filhos do Tempo e breves sopros de vida nos ventos da História, interrogamo-nos: será mal incurável da humana condição ou defeito da sociedade esta luta constante entre o bem e o mal, entre construir e destruir…
– Será crime ou é a natureza das coisas?… – questiona-se o homem.
– Não vale a pena chorar – afirma a mulher. – A História é, nela tudo acontece, apenas o presente importa.
E o Futuro, jovem e confiante, a seus olhos sempre belo no amanhã, ao escutar esta conversa, proclama radioso:
– Ora, ora, meus amigos – temos de viver belos ideais e outras coisas que tais.
Daqui ninguém sai vivo – afirma o Presente
E a mulher insiste – caminha, caminha sem medo, não olhes para trás.
Nota: este breve texto nasceu de uma reflexão para uma possível peça do Clube de Teatro da escola.








