O Município de Silves prepara-se para lançar em breve a concurso público o maior investimento jamais realizado pela autarquia – a Requalificação do Centro Histórico de S. Bartolomeu de Messines.
O projeto de execução foi recentemente apresentado publicamente na sede da Junta de Freguesia local, ato que foi reforçado com segunda audição de cidadãos e a visita participada ao vasto território da intervenção. O envolvimento dos cidadãos revelou-se útil e precioso, conduzindo a ajustes e aperfeiçoamentos das soluções preconizadas. Sabe-se que o projeto técnico condensa quase três anos de trabalho e um acompanhamento meticuloso por parte de técnicos superiores da autarquia e do executivo municipal, dada a complexidade e o detalhe exigidos numa obra desta amplitude e natureza, que é sensível do ponto de vista da preservação e valorização do património e da defesa da autenticidade do local, carregado de vivências, memórias e história.
A intervenção abrange todo o centro histórico da Vila, incluindo as ruas centrais, do cemitério velho até à Casa do Povo, bem como o Largo da Pontinha, o Largo da República e a Rua da Fonte. Todas as infraestruturas são substituídas, ampliadas e enterradas (redes de água e saneamento, pluviais, cabos elétricos e de telecomunicações).
A iluminação pública obedecerá a duas soluções distintas, uma – mais tradicional, a usar na parte norte, outra – mais contemporânea, a aplicar nas ruas centrais.
Nos pavimentos, em regra, replicar-se-á o calcário nas ruas a norte, enquanto na Rua João de Deus, Rua 25 de Abril e Rua Cândido dos Reis, a estereotomia é formada por sienito na faixa rodoviária, delimitada por lajes de calcário e por calçada grada e miúda, de calcário, nos passeios e estacionamentos. Os afloramentos de grés são mantidos, e excecionalmente, aplicar-se-á betão desativado. As escadarias são revestidas a calcário. No adro da Igreja Matriz e no Largo João de Deus a intrusão é minimalista. Nos acessos ao Penedo Grande respeitar-se-ão os materiais existentes em grés, sem adulterações. O mobiliário urbano e a introdução de pequenos apontamentos, acolherão soluções a desenvolver fora do atual projeto técnico.
O projeto prevê a inversão do trânsito na Rua João de Deus, fazendo com que – quem entre na Vila (poente) – observe a Igreja Matriz de frente.
A Requalificação do Centro Histórico de S. B. de Messines é um investimento corajoso da autarquia silvense, como vários outros no concelho, lançados em tempo de crise económica e social provocada pela pandemia da Covid-19, consubstanciando uma política orçamental expansionista anticíclica – que contrasta com a diminuta dinâmica de investimento, bem como com as medidas austeritárias e de cortes cegos, tomadas no passado recente, em circunstâncias similares, pelo executivo municipal, ao tempo, liderante.
O investimento previsto na ordem dos 4 milhões de euros tem dotação orçamental garantida. Uma das parcelas do financiamento é constituída por recursos bancários já assegurados, no montante de 2,1 milhões de euros. O financiamento comunitário reforçará a componente dos recursos alheios, diminuindo o esforço dos recursos próprios, sendo que a autarquia está preparada para qualquer cenário. Constata-se que a seleção dos grandes investimentos municipais nas diversas freguesias obedece a uma linha estratégica, assente no que é estruturante e determinante para a resolução de problemas fulcrais existentes e o reforço das condições necessárias para o desenvolvimento local. A Requalificação do Centro Histórico da Vila de João de Deus deixará uma marca indelével no projeto autárquico da CDU no concelho de Silves, num coletivo liderado pela Presidente Rosa Palma.
Apostila – o tempo das eleições autárquicas aproxima-se, crescendo o nervosismo da oposição local, visível nas redes sociais mas já também na rua, envolvendo velhos e novos protagonistas, que não resistem à “estratégia” de deturpação da realidade, a acusações difamatórias, ao incitamento primário da rivalidade bacoca e retrógrada entre freguesia e à metamorfose no plano das relações sociais diárias, em vez de formularem ideias, programa próprio, estratégicas concretas e exequíveis para o desenvolvimento do concelho, a par da constância em matéria de comportamento pessoal. É mais fácil criticar a obra feita do executivo municipal, que é substancial desde 2014 em diante, diagnosticando aqui e ali pequenos defeitos e anomalias, inevitáveis em qualquer obra executada (pública ou privada, pequena ou grande), mas corrigíveis, olvidando a mais-valia e o impacto real do investimento no seu todo na vida da comunidade. Na esfera da política, no exercício da profissão, na relação com o outro, no dia-a-dia da comunidade, impõe-se que as pessoas sejam elas próprias, mas sempre sérias, e não se encandeiem com a caça ao voto.








