Projeto de Abril

O “Terra Ruiva” chega em abril de 2021 à maioridade, assinalando vinte e um anos de publicação mensal ininterrupta, constituindo o principal projeto de intervenção e o motivo primeiro que conduziu à criação da Associação de Desenvolvimento do Concelho de Silves “Pé de Vento”, em 23 de setembro de 1999.
O jornal, na atualidade, o único órgão da comunicação social, impresso e distribuído no concelho, sempre se notabilizou pela qualidade, seriedade e objetividade, com que abordou a informação e a temática local, mas também a problemática regional e nacional, porque no fundo “tudo está ligado”, fazendo a denúncia e a crítica quando necessário, comunicando e valorizando o que de positivo se faz, suscitando o debate de ideias e a difusão de opinião diferenciada, conforme é apanágio de uma sociedade democrática, promovendo os valores da liberdade, conquistados com a revolução dos cravos de 1974.

O segredo da resiliência do projeto “Terra Ruiva”, que sobrevive a crises económicas e sociais, que cumpre integralmente os compromissos assumidos, funda-se na generosidade e disciplina do seu restrito núcleo duro, que garante todo o tipo de funções, indispensáveis ao funcionamento regular da Associação e do Jornal, no trabalho insubstituível e qualificado da sua diretora, no valioso leque de colaboradores que escrevem nas suas páginas, e nos fiéis patrocinadores que financeiramente o sustentam.

O “Terra Ruiva” nasceu no dia 25 de Abril de 2000, com apresentação pública nas instalações do Racal Clube, na cidade de Silves. É um jornal de Abril, indissociável da defesa intransigente da Democracia, do seu aperfeiçoamento e aprofundamento, não regateando o seu modesto contributo para a transformação progressista da sociedade, informando, opinando e incomodando consciências. A realidade da sociedade contemporânea, onde a circulação da (des)informação se faz em velocidade acelerada pelas redes sociais, que é um veículo propício ao texto anónimo, curto, irrefletido e difamatório, encontrando eco em recetores incapazes de distinguir o falso do verdadeiro, pelos défices de literacia, serve de pasto para o perigoso e potencial crescimento de interesses obscuros, do populismo, demagogia e ideologias de extrema-direita – defensoras da cultura da violência e intolerância, do racismo e xenofobia, do esmagamento dos direitos laborais e sociais, da destruição do Estado Social e da Democracia – , que a comunicação social de um Estado Democrático, onde se inclui a imprensa local e regional, tem o dever político, cultural, ético e deontológico de combater.

Pese, embora, a falta de reconhecimento a nível governamental e a concentração monopolista dos média, a imprensa local e regional afirma-se como imprescindível, presta um serviço público de proximidade com a comunidade, produz informação que nenhum grande órgão da comunidade social produz, é guardiã da cultura, valores e tradições locais, é um fator de enraizamento das populações e de ligação às comunidades migratórias, cumpre um papel cívico e cultural relevante, numa sociedade livre e democrática.

O “Terra Ruiva”, como projeto de Abril, insere-se nesta linha de jornalismo de combate pela defesa da Democracia e dos valores do desenvolvimento local. O “Terra Ruiva” é, ao mesmo tempo, fator e expressão do desenvolvimento local.

Veja Também

Maior e vacinado: 21 anos do Terra Ruiva

Consta que o Jornal “Terra Ruiva” celebra em Abril os seus 21 anos de existência. …

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *