Ao utilizar este site, concorda com a nossa politica de privacidadePolitica de Privacidade e Termos e Condições.
Accept
Terra RuivaTerra RuivaTerra Ruiva
  • Concelho
  • Sociedade
    • Ambiente & Ciência
    • Cultura
    • Educação
    • Entrevista
    • História & Património
    • Lazer
    • Política
  • Opinião
  • Vida
  • Economia & Emprego
  • Algarve
  • Desporto
  • Autores
    • António Eugénio
    • António Guerreiro
    • Aurélio Cabrita
    • Clara Nunes
    • Débora Ganda
    • Eugénio Guerreiro
    • Fabrice Martins
    • Francisco Martins
    • Frederico Mestre
    • Helena Pinto
    • Inês Jóia
    • José Quaresma
    • José Vargas
    • Maria Luísa Anselmo
    • Maria José Encarnação
    • Miguel Braz
    • Paula Bravo
    • Paulo Penisga
    • Patricia Ricardo
    • Ricardo Camacho
    • Rocha de Sousa
    • Rogélio Gomes
    • Sara Lima
    • Susana Amador
    • Teodomiro Neto
    • Tiago Brás
    • Vera Gonçalves
  • Página Aberta
  • AUTÁRQUICAS 2025
    • AUTÁRQUICAS 2021
  • Edições
Reading: Mulher
Partilhe
Font ResizerAa
Terra RuivaTerra Ruiva
Font ResizerAa
  • Home
  • Demos
  • Categories
  • Bookmarks
  • More Foxiz
    • Sitemap
Follow US
  • Advertise
© 2022 Foxiz News Network. Ruby Design Company. All Rights Reserved.
PsicologiaVida

Mulher

Helena Pinto
Última Atualização: 2021/Mar/Qua
Helena Pinto
5 anos atrás
PARTILHE

Março é mês de celebrarmos a Mulher. É mês de relembrar o papel da mulher na sociedade, um papel em parceria com o homem, lado a lado, iguais nos direitos, diferentes na sua essência, por isso complementares.

Relembrar a razão por que se comemora o Dia da Mulher nunca é de mais. Infelizmente, a forma como este dia é maioritariamente comemorado, remete-nos pouco para as razões da sua criação. É fundamental que as mulheres ensinem aos seus filhos, que a luta pela igualdade de direitos, tem sido árdua e passa fundamentalmente pela mudança de mentalidades, passa pela educação das novas gerações. Só pela educação, pela cultura, se muda profundamente uma sociedade.

O Dia Internacional da Mulher surge em honra da greve das trabalhadoras têxteis nova-iorquinas, em 1908. Posteriormente, o movimento das mulheres rapidamente assumiu uma postura global, sendo atualmente celebrado em quase todo o mundo. Celebra as conquistas nas mulheres, provenientes dos mais diferentes contextos socioeconómicos, políticos, culturais, étnicos. Apesar dos passos já dados ao nível dos direitos humanos, neste dia é importante refletir sobre os milhares de mulheres que por esse mundo fora, com coragem e determinação estão a mudar a sua, e a história de todos nós. É também importante valorizar e aplaudir a coragem de muitos homens que cada vez mais olham para a Mulher como parceira, rompendo com estereótipos e crenças enraizadas por décadas e décadas. A mudança efetiva tem-se mostrado difícil e lenta para a maior parte das mulheres e raparigas do mundo. Muitos têm sido os obstáculos que permanecem inalterados na lei e na cultura de muitos países. A construção de um mundo mais justo para todos é uma responsabilidade conjunta e global.

Não queiramos ser iguais, pois somos diferentes. Não queiramos copiar um estilo masculino, afirmemos a nossa feminilidade. Afirmemos a nossa vontade, a nossa capacidade de romper com as convenções e o “instituído” e de lutar pelos nossos sonhos.

Como dizia uma outra mulher que rompeu com muitas das convenções da sua época…

“Ó Mulher! Como és fraca e como és forte!
Como sabes ser doce e desgraçada!
Como sabes fingir quando em teu peito
A tua alma se estorce amargurada!”
Florbela Espanca

Florbela Espanca coloca neste poema um grito de feminilidade, mostrando que as mulheres são donas de uma capacidade de entrega imensa, de suportar as suas dores e continuar a sorrir para o mundo. Mas que as dores sejam na luta pela afirmação, na luta pela igualdade nos direitos e nas oportunidades, e não na resignação a um destino socialmente imposto.

Em pleno século XXI, as mulheres continuam, entre outras coisas, a receber baixos salários (atualmente, as mulheres continuam a ganhar menos 23% que os homens); a serem violentadas de forma extremas (1 em cada 3 mulheres já sofreu algum tipo de violência física ou sexual; mais de 200 milhões de mulheres e raparigas foram vítimas da mutilação genital); a serem usadas de acordo com os desejos de pais ou convenções sociais/culturais (12 milhões de raparigas são forçadas a casar-se antes dos 18 anos, muitas mesmos ainda jovens adolescentes ou ainda na sua infância – 23 raparigas por minuto, 1 rapariga em cada 3 segundos).

Apesar das mulheres serem iguais aos homens perante a lei portuguesa, as estatísticas mostram que, em 2017, as mulheres receberam menos 14,8% que os homens. E, em termos de violência, os números não são muito animadores: em 2019, um total de 28 mulheres (num universo de 35, quando contabilizando crianças e homens) morreram em contexto de violência doméstica — uma média de mais de 2 mulheres por mês. O contexto de pandemia agravou ainda mais este cenário de violência, dirigida a mulheres e a crianças. A violência no namoro, assume uma dimensão de crescente preocupação.

Nós mulheres, temos de tomar as rédeas desta mudança, pois somos os principais pilares na educação dos nossos filhos, homens e mulheres de amanhã. Ensinemos o respeito, a tolerância, a empatia, a compaixão. Ensinemos a Não Discriminação seja por que razão for. Construamos a partir de casa a igualdade de género entre homens e mulheres.

Terminando esta reflexão, recordemos ainda nestas últimas linhas, aquele que dedicou a maior parte da sua obra poética à Mulher – o poeta e pedagogo João de Deus que comemora a 8 de março o aniversário do seu nascimento. Também ele acreditou que a educação era o motor da mudança e por isso dedicou uma boa parte da sua vida à alfabetização dos menos afortunados. Deixo-vos com um pequeno extrato do seu poema “Não”, dedicado à Mulher:

Tenho-te muito amor,
E amas-me muito, creio:
Mas ouve-me, receio
Tomar-te desgraçada:
O homem, minha amada,
Não perde nada, goza;
Mas a mulher é rosa…
Sim, a mulher é flor!

Total Views: 0
Horóscopo para o mês de junho, por Maria Helena
Ser Pai/ Ser Mãe Hoje – Entre o mundo digital e a responsabilidade de educar
Primavera à mesa: o que devemos mesmo comer nesta altura?
Dia Internacional da Tiroide – Até um milhão de portugueses podem ser afetados por doenças da tiroide
Horóscopo semanal, por Maria Helena Martins
TAGGED:Helena Pintomulher
Partilhe este artigo
Facebook Email Print
PorHelena Pinto
Follow:
Psicóloga Clínica e Psicoterapeuta Formadora da Ordem dos Psicólogos Portugueses (Situação profissional dos Psicólogos; Ética e Deontologia, Intervenção em Situação de Emergência e catástrofe) e Membro do Conselho de Representantes da Ordem dos Psicólogos Portugueses. Consultora da área da Gestão de Carreira
Artigo Anterior COVID-19 – Concelho de Silves com 23 casos ativos
Próximo Artigo COVID-19 – Máscara na via pública obrigatória até meio de junho
Sem comentários

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Últimas

Um santuário para as aves na freguesia de Messines
Ambiente & Ciência Concelho
Deputados do PS do Algarve querem saber porque circulam comboios a diesel quando linha está eletrificada
Política Sociedade
Corte de luz em Armação de Pêra
Concelho
Greve Geral no dia 3 de junho, esperada forte adesão no Algarve
Política Sociedade
Ação de desbaratização e desratização em todo o concelho de Silves
Concelho

– Publicidade –

Jornal Local do Concelho de Silves.

Links Úteis

  • Notícias
  • Estatuto Editorial
  • Ficha Técnica

Publicidade

  • Publicidade & Assinaturas
  • Conteúdo Patrocinado

Info Legal

  • Contactos e Info Legal
  • Termos e Condições
  • Politica de Privacidade

Siga-nos nas Redes Sociais

© Copyright 2025, Todos os Direitos Reservados - Terra Ruiva - Created by Pixart
Ajustes de acessibilidade

Com tecnologia de OneTap

Durante quanto tempo queres ocultar a barra de acessibilidade?
Duração de ocultação da barra
Perfis de acessibilidade
Modo de Deficiência Visual
Melhora os elementos visuais do site
Perfil Seguro para Convulsões
Remove flashes e reduz cores
Modo Amigável para TDAH
Navegação focada, sem distrações
Modo de Cegueira
Reduz distrações, melhora o foco
Modo Seguro para Epilepsia
Escurece cores e para o piscar
Módulos de conteúdo
Tamanho do ícone

Padrão

Altura da linha

Padrão

Módulos de cor
Módulos de orientação
Welcome Back!

Sign in to your account

Username or Email Address
Password

Lost your password?