As eleições autárquicas ainda distam cerca de um ano mas alguns dos protagonistas locais, eleitos e círculos próximos das forças da oposição ao atual executivo municipal, oriundos do partido do governo (PS) e doutras forças políticas, já se fazem notar.
Nada desta postura seria surpreendente e questionável se os meios e métodos utilizados fossem sérios, cristalinos e saudáveis no quadro do debate democrático que se recomenda informado, esclarecido e participativo.
É uma espécie de vale tudo, não olhando a meios para atingir os fins (eleitorais), distorcendo e empolando factos, manipulando e desinformando o povo. A falta de uma pedra na calçada é transformada num enorme buraco. A deposição de lixo fora dos contentores, ou a descarga furtiva e ilegal de monos, é transformada em culpas para o serviço público, não se denunciando o incivismo dos prevaricadores. Os projetos executados ou os problemas resolvidos pelo município devem-se a eles, o que está por fazer ou executar é culpa do município. São as imperfeições ou aspetos parcelares numa obra concluída ou em curso, cujo projeto técnico desconhecem, que contam, não é a importância do investimento no seu todo, na sua natureza, dimensão, profundidade, valências e impacto para o desenvolvimento local, que é valorizado.
A abordagem estratégica ao desenvolvimento do concelho, num plano concetual objetivo e exequível, centrado nos recursos disponíveis e potenciais, fora de análises meramente académicas e fantasiosas, ou o questionamento fundamentado das prioridades no quadro do significativo investimento municipal – não se vislumbra nos críticos de serviço.
A ignorância, o mau caráter e a demagogia caminham de mãos dadas. As responsabilidades do governo transformam-se num ápice em obrigações do(s) município(s). A carência de seis mil funcionários nas escolas do país, dos quais mil e quinhentos foram prometidos, é omitido, como é o facto da autarquia cumprir e ultrapassar largamente os rácios de pessoal impostos pelo governo e substituir a mesma administração central num rol considerável de competências e obrigações, com o intuito generoso de bem-servir, prestar bom serviço público e responder às necessidades da comunidade.
Frequentemente fala-se e escreve-se sem o mínimo conhecimento, com o absurdo de exigir o que já está a ser resolvido e confundindo quem é quem em termos de responsabilidades.
Nalgumas ocasiões com autores bem identificados, noutras, escondendo-se no cobarde anonimato através das redes sociais, na ânsia inebriante de menorizar e denegrir as obras e realizações da equipa liderada pela Presidente Rosa Palma que gere o Município de Silves, de Maioria CDU.
Na “Ponte Rodoviária de Silves” onde a autarquia instalou novas condutas de abastecimento de água e saneamento (desativando as da Ponte Velha), alguém descobriu o troço do passeio que apresenta a rede elétrica a descoberto, ignorando que a responsabilidade é do dono da ponte, a empresa Infraestruturas de Portugal. Nas redes sociais também alguém ainda não se deu conta de que a “Remodelação da EB1 de Silves” tem projeto elaborado, financiamento comunitário garantido, concurso público realizado, Visto do Tribunal de Contas obtido … estando iminente o início efetivo da empreitada, situação semelhante que ocorre com a “Conservação e Restauro da Ponte Velha de Silves”, com a obra prestes a iniciar.
Este tipo de comportamento político-partidário e maledicente, useiro e vezeiro em períodos pré-eleitorais, merece reprovação à luz da ética e de uma sociedade medianamente culta e avançada, justificando crítica reforçada, quando a estratégia é orientada e implementada por pessoas com funções executivas, eleitos e futuros candidatos ao exercício de funções públicas.
Uns – revelam falta de ética, lealdade e escrúpulos, outros – manifestam escasso conhecimento das matérias autárquicas e das competências próprias municipais, outros ainda – bem piores, acumulam os traços referidos. Todos – evidenciando maior ou menor impreparação para liderar instituições públicas e representar as populações. Por este caminho não é de espantar os níveis de abstencionismo, o desinteresse geral pela política e o alheamento de importantes franjas da população pelo destino das freguesias, dos concelhos e do país. É a participação democrática e a qualidade da Democracia que sofrem.







