Conquista de Alvor (1189)
Enviou naus,
velas desfraldadas.
A ria transbordou de fé,
de raiva e de cobiça.
O medo alagou os campos
e a sede incendiou os víveres.
Os homens,
por Ele enviados,
surgiram da água,
desfigurando o futuro
das gentes e dos haveres.
O passado,
intacto no saber e no sentir,
é revisitado nos momentos
em que se O pressente.
Os homens glorificaram-se
com as ruínas, saciando-O.
António Guerreiro
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