Ao utilizar este site, concorda com a nossa politica de privacidadePolitica de Privacidade e Termos e Condições.
Accept
Terra RuivaTerra RuivaTerra Ruiva
  • Concelho
  • Sociedade
    • Ambiente & Ciência
    • Cultura
    • Educação
    • Entrevista
    • História & Património
    • Lazer
    • Política
  • Opinião
  • Vida
  • Economia & Emprego
  • Algarve
  • Desporto
  • Autores
    • António Eugénio
    • António Guerreiro
    • Aurélio Cabrita
    • Carlos Osório
    • Clara Nunes
    • Débora Ganda
    • Eugénio Guerreiro
    • Fabrice Martins
    • Francisco Martins
    • Frederico Mestre
    • Helena Pinto
    • Inês Jóia
    • José Quaresma
    • José Vargas
    • Maria Luísa Anselmo
    • Maria José Encarnação
    • Miguel Braz
    • Paula Bravo
    • Paulo Penisga
    • Patricia Ricardo
    • Ricardo Camacho
    • Rocha de Sousa
    • Rogélio Gomes
    • Sara Lima
    • Susana Amador
    • Teodomiro Neto
    • Tiago Brás
    • Vera Gonçalves
  • Página Aberta
  • AUTÁRQUICAS 2025
    • AUTÁRQUICAS 2021
  • Edições
Reading: O pelourinho de Silves
Partilhe
Font ResizerAa
Terra RuivaTerra Ruiva
Font ResizerAa
  • Home
  • Demos
  • Categories
  • Bookmarks
  • More Foxiz
    • Sitemap
Follow US
  • Advertise
© 2022 Foxiz News Network. Ruby Design Company. All Rights Reserved.
História & Património

O pelourinho de Silves

Vera Gonçalves
Última Atualização: 2016/Nov/Qua
Vera Gonçalves
10 anos atrás
PARTILHE

Exposição “O Pelourinho de Silves”

Em Silves, no edifício da Câmara, encontra-se patente, até ao final do mês de novembro, a Exposição do Arquivo Municipal com o tema “O Pelourinho de Silves” .
A exposição é acompanhada de imagens e documentos.
O Terra Ruiva colabora com esta iniciativa do Arquivo Municipal publicando uma versão resumida do texto da exposição.

A versão integral estará disponível aqui:documento-do-mes_o-pelourinho-de-silves-pdf

 

O Pelourinho de Silves

No que respeita à data de construção do primitivo pelourinho há muitas dúvidas, uma vez que alguns autores defendem que a sua origem remonta ao século XVI, quando da outorga à cidade do foral manuelino (1504), enquanto outros defendem que deriva de uma remodelação realizada durante o reinado de D. Maria I, finais do século XVIII. Efetivamente apresenta elementos das duas épocas distintas com a cruzeta de ferros com ganchos e argolas representativo do século XVI e comum nos pelourinhos manuelinos enquanto o coroamento é característico do século XVIII.
Os pelourinhos são colunas erigidas geralmente em frente dos edifícios dos Paços do Concelho que inicialmente simbolizavam o poder régio da coroa e uma das funções seria castigar os criminosos pelos seus crimes, prendendo-os aos ferros onde ficavam agrilhoados na praça pública para serem vistos pela população.
Contudo, em Portugal os pelourinhos são mais símbolos da autonomia e jurisdição municipal do que locais de tortura. Assim, este monumento simbolizava a municipalidade de Silves e a sua independência face a outras terras vizinhas.
A cidade sofreu várias vicissitudes que motivaram a transferência da catedral episcopal para Faro, em 1577, além da devastação provocada pelo terramoto de 1755 que arruinou drasticamente Silves, a guerrilha miguelista que se prolongou até depois de 1839 e o progressivo assoreamento do rio Arade estão entre as principais causas da decadência e estagnação da cidade no contexto algarvio.
Em princípios da segunda metade de Oitocentos, com a Regeneração e o Fontismo, a cidade voltou a conhecer um considerável crescimento populacional e de expansão urbana, derivada do desenvolvimento económico graças ao surgimento da indústria corticeira.

Praça do Município sem pelourinho, 1950
Praça do Município sem pelourinho, 1950

É neste contexto de evolução da malha urbana que surge nas atas de vereação camarária a referência ao Pelourinho de Silves.
Na sessão de Câmara realizada a 2 de agosto de 1862, sob a presidência de José Francisco Mira, foi deliberado “que fosse demolido o Pelourinho que existe na praça desta Cidade e que a Pedra da Canteria do mesmo pelourinho fosse applicada para as faltas do Caes”.
A testemunhar a sua localização encontramos os topónimos “Rua do Pelourinho”, que até 18 de janeiro de 1911 foi assim denominada a atual rua 5 de Outubro, e “Praça do Pelourinho” à presente Praça do Município que foi assim designada até 27 de março de 1896 e mais tarde entre 4 de abril de 1927 e 29 de abril de 1944.
O pelourinho “foi retirado d’esse logar em 1878, quando se fez a construcção da estrada de Mac-Adam que vem de S. Bartholomeu de Messines” por obstruir tao importante obra, tendo sido desmantelado e disperso por vários locais.
Além deste monumento também foi destruída a Capela de Nossa Senhora Mãe dos Homens, cuja tradição mencionava que servia de oratório para os condenados à morte.
No ano de 1878, encontrando-se nesta cidade o Dr. Estácio da Veiga, encarregado pelo Governo para a realização de estudos sobre achados arqueológicos solicitou a esta Câmara “que lhe fosse concedida uma cruz de pedra que existe na arrecadação municipal, no cazo da Camara não se dispor a restaurar o monumento a que a mesma cruz pertence”, nomeadamente a cruz que encimava a coroa do pelourinho, o que foi votado favoravelmente.
Decorridos vários anos da remoção do pelourinho na reunião de Câmara realizada no dia 15 de novembro de 1895, sob a presidência do Dr. José Teixeira Gomes, foi apresentado um ofício proveniente da Câmara Municipal de Faro “convidando a Camara d’esta Cidade a depositar no Museu Archeologico “Infante D. Henrique” a cargo d’aquella corporação uns monumentos archeologicos pertencentes a este Municipio” tendo deliberado a Câmara “depositar no Museu Archeologico “Infante D. Henrique” a cargo da Camara Municipal de Faro os seguintes objectos pertencentes a este Municipio: uma inscripção lapidar arabiga, armas do reino (Cruz d’Avis), armas do reino, corôa fechada e quatro ferros do pelourinho d’esta cidade e cinco pedras ornamentadas cujos objectos poderão ser levantados em qualquer tempo”.

O Decreto-Lei n.º23 122, de 11 de outubro de 1933, I Série, n.º231 do Diário do Governo, atendendo ao valor histórico, determinou “proceder-se à classificação de todos os pelourinhos existentes” e que os mesmos ficassem na posse das municipalidades. Assim, o Pelourinho de Silves foi classificado como Imóvel de Interesse Público, embora os seus fragmentos se encontrassem depositados no Museu de Faro.
Na sessão ordinária da Comissão Administrativa da Câmara Municipal de Silves de 21 de fevereiro de 1934, sob a presidência de Bernardo Jacinto Júnior, na qualidade de Vice-presidente, foi deliberado “solicitar a devolução do pelourinho e das inscrições arabes que pertencem a este Municipio e que se encontram em Faro”.
No mês seguinte, a 18 de maio, a Câmara Municipal de Faro informa “que estão à disposição desta Câmara os restos do Pelourinho que há anos se encontram depositados no Museu Regional Arqueológico e Lapidar “Infante D. Henrique””.
Contudo, decorridos dez anos o pelourinho de Silves continuava depositado no referido museu uma vez que, na reunião de Câmara, de 22 de janeiro de 1944, foi apresentado um ofício do arquiteto Jorge Ribeiro de Oliveira, da Junta da Província do Algarve a informar que sobre a restauração do pelourinho desta cidade “que se encontram apenas do mesmo pelourinho, no Museu de Faro alguns ferros e uma pedra o que não é suficiente para o seu restauro como eram os desejos do Excelentíissimo Presidente desta Camara”.
Em data incerta os fragmentos voltaram para a posse da Câmara de Silves, tendo a coroa do pelourinho estado vários anos em exposição no museu municipal.
Nos finais da década de oitenta a Câmara Municipal de Silves, sob a presidência de José António Correia Viola, no ano de 1987, determinou que se procedesse à obra de “Arranjo Urbanístico do Largo do Município” a qual consistia na remontagem do Pelourinho de Silves, na construção de um lago, cujos azulejos ficaram a cargo do pintor João Manuel Rocha de Sousa, construção de um quiosque com projeto do arquiteto José Alberto Alegria, empedramento em calçada à Portuguesa e decoração com árvores e candeeiros. Obra que ficou concluída em 1989.

A reconstituição do Pelourinho

Pelourinho de Silves
Pelourinho de Silves

No momento da reconstituição do Pelourinho apenas a coroa e os quatro ferros pertencem ao original, contudo pretendeu-se copiar o primitivo monumento, atendendo-se a descrição feita por Pedro Mascarenhas Júdice. Desta forma, o pelourinho é uma estrutura em grés de Silves, composto por pedestal quadrangular de três degraus em pedra calcária e pedra de arenito (grés). Coluna em pedra grés de Silves, composto por plinto paralelepipédico, de faces lisas; fuste ligeiramente mais estreito, de quatro tambores esquadriados e capitel formado por ábaco, coxim e colarinho de planta quadrada, coxim de perfil em quarto de círculo. Sob o colarinho, arranca, em cada uma das quatro faces, gancho férreo recurvo terminando em cabeça de serpente, munido de argola também férrea. Remate pétreo, em coroa fechada decorada no coronel fiada de losangos intervalados por óvolos e nas hastes por vieiras estilizadas e rosetas de quatro pontas. Sobre a coroa havia um cutelo de ferro, cuja reconstituição não se chegou a fazer.
Para que o Pelourinho de Silves, característico desta histórica cidade, seja conservado como símbolo do passado e de valorização do património o Serviço de Conservação e Restauro da Divisão de Cultura, Turismo e Património da Câmara Municipal de Silves vai realizar num futuro próximo uma intervenção de caráter conservativo para que seja restabelecido o potencial deste monumento, visando o respeito pela sua autenticidade.
A conservação desta obra de arte é essencial para que seja combatido o desgaste natural, visível pela contaminação biológica que o mesmo apresenta, a nível de sujidades, manchas, desenvolvimento e ataque de microrganismos e fungos, descoloração e oxidação dos elementos metálicos. Os trabalhos a desenvolver concorrem para a salvaguarda do património, compatibilizando a segurança e o respeito pelo valor histórico e cultural.

Total Views: 1
Quando D. Afonso V aposentou um cavaleiro acontiado do Benaciate
Antes do Mundial, Silves já era cromo
Museu da Cortiça, em Silves, reabriu ao público
Museu da Cortiça de Silves – entre a memória e a resistência
Museu da Cortiça em Silves vai reabrir ao público
TAGGED:pelourinhoSilvesVera Gonçalves
Partilhe este artigo
Facebook Email Print
PorVera Gonçalves
Natural da Sé de Faro, oriunda de S. Brás de Alportel, nascida em 1980. Licenciada em Línguas e Literaturas Modernas variante de Estudos Portugueses e Pós-graduação em Ciências Documentais – Ramo Arquivo pela Universidade do Algarve. Funcionária da Câmara Municipal de Silves, desde 2005, como técnica superior de arquivo.
Artigo Anterior Orquestra Clássica do Sul apresenta “Serenatas” em Pêra
Próximo Artigo Teatro no Algoz, para ajudar na recuperação da Ermida da Sr.ª do Pilar
Sem comentários

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Últimas

Festa da Rua 80 em Alcantarilha
Lazer Sociedade
Caminhada Noturna em Messines
Desporto
Festa da Espuma 2026 em Alcantarilha
Lazer Sociedade
Escolhas de Portas Abertas 2026 assinala o Dia Internacional da Juventude, em Silves
Educação Sociedade
Missão Recife do Algarve, em Armação de Pêra
Educação Sociedade

– Publicidade –

Jornal Local do Concelho de Silves.

Links Úteis

  • Notícias
  • Estatuto Editorial
  • Ficha Técnica

Publicidade

  • Publicidade & Assinaturas
  • Conteúdo Patrocinado

Info Legal

  • Contactos e Info Legal
  • Termos e Condições
  • Politica de Privacidade

Siga-nos nas Redes Sociais

© Copyright 2025, Todos os Direitos Reservados - Terra Ruiva - Created by Pixart
Ajustes de acessibilidade

Com tecnologia de OneTap

Durante quanto tempo queres ocultar a barra de acessibilidade?
Duração de ocultação da barra
Perfis de acessibilidade
Modo de Deficiência Visual
Melhora os elementos visuais do site
Perfil Seguro para Convulsões
Remove flashes e reduz cores
Modo Amigável para TDAH
Navegação focada, sem distrações
Modo de Cegueira
Reduz distrações, melhora o foco
Modo Seguro para Epilepsia
Escurece cores e para o piscar
Módulos de conteúdo
Tamanho do ícone

Padrão

Altura da linha

Padrão

Módulos de cor
Módulos de orientação
Welcome Back!

Sign in to your account

Username or Email Address
Password

Lost your password?