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Reading: A MENINA DO BALÃO VERMELHO
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Terra Ruiva > Opinião > A MENINA DO BALÃO VERMELHO
Opinião

A MENINA DO BALÃO VERMELHO

António Guerreiro
Última Atualização: 2015/Dez/Seg
António Guerreiro
10 anos atrás
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A menina disse a sua mãe que só os balões vermelhos é que fazem voar!

Voar para além da destruição das casas e dos lares, das linhas imaginárias, as trincheiras, nomeadas de fronteiras entre estados, destacadas por altos muros de forte betão e imensos rolos de arame farpado. Como eu queria ter farpas para esfarrapar todo aquele arame que nos isola da humanidade, que nos isola dos outros, nossos iguais. Quantas fronteiras justificam uma criança morta, como quem sonha, pendida nas águas do nosso mar? Quantos milhares de mortos no mar mediterrâneo, no âmago da terra, são bastantes para ensanguentar as nossas mãos, os nossos olhos, a nossa memória para toda a eternidade?

A mãe disse à sua menina que ainda conseguiam caminhar! Que a terra prometida ficará sempre distante, mas que um velho cobertor é capaz de sufocar uma barreira de arame farpado,escalar um poderoso muro de betão, que a vontade dos homens e das mulheres são suficientes para atravessar a pé, esvaziando as suas próprias forças, países, continentes, mares e universos. Ninguém cancela os teus sonhos de humanidade, porque humanos somos nós todos, mesmo que guerrilheiros das nossas próprias vidas. E os caminheiros saciaram os caminhos de despojos do passado, certos de que o passado que importa marcha consigo na sua memória, entrelaçado na sua vida.

A menina disse a sua mãe que o seu balão vermelho é capaz de voar ao encontro de um singelo ramo de flores primaveris nas mãos do rapaz do banksy, escaqueirando a nossa sociedade arrumadinha, engomadinha num ilusório conto de crianças. A mãe da menina do balão vermelho compõe o lenço que protege a boca e o nariz do rapaz das flores primaveris, que o protege do gaz pimenta e da barbárie do domínio financeiro dos povos, dos verdadeiros construtores dos muros de arame farpado. A menina libertou o balão vermelho que se reproduziu, transformando-se em pequeninas borboletas, mariposas, butterflies, papillons, Schmetterlinge, الفراشات, umas vermelhas, outras negras como a noite. Ao longe, as borboletas pareciam significar palavras: não, no, no, non, nicht, ليس. O rapaz lançou as flores primaveris, as borboletas transformaram-se em nãos, mas à noite a menina do balão vermelho chorou, em todo o lado só via sim. A menina estava triste e cansada de tanto caminhar.
O menino disse a sua mãe que só as flores vermelhas é que fazem voar!

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PorAntónio Guerreiro
Natural de Silves, nascido em 1962, é doutor em Educação Matemática, professor e diretor da Escola Superior de Educação e Comunicação da Universidade do Algarve. Os seus interesses atuais nos tempos livres são a escrita, a leitura e a fotografia.
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