Arquivos Tags: Memórias Breves

Memórias Breves (30) – Homens como os outros

DOIS HOMENS  que  se  marcam em registos de  humanismo, de palavras e nas ações: Alberto Camus  e José Saramago. O Argelino, de nacionalidade francesa e o Português, Ribatejano, José Saramago.   CAMUS: jornalista, romancista,  dramaturgo, filósofo. Nasceu em Mondavi, na Argélia, ainda colónia francesa, a 7 de Novembro de 1913. Figura central do pensamento europeu e norte-africano. Homem de combates políticos pelo mundo, nas palavras e ações. As suas palavras foram fortes para as fraquezas dos intervenientes que, no absurdo das conveniências, levaram o Homem filósofo  a todas as suas posições públicas e de reflexões. Daí as suas obras, os …

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Memórias Breves (29) – António Ramos Rosa, numa memória

1958, “O GRITO CLARO” encheu a pequena família cultural de Faro em curiosidade. O Poeta tinha a idade de 34 anos. Já passara uma temporada em Lisboa, em circunstâncias de viver e de trabalho: escritório. “Prisão” para um Homem de contrário à sua vida livre e aberta que a juventude permite. Já passara pelo tempo de perseguição, no encontro de juventude, em Bela-Mandil, Faro, na comemoração da Primavera da vitória na 2ª grande guerra mundial: prisão, etc. Depois, da primeira experiência de Lisboa, regressa a Faro para viver a juventude, em 1958. Vivíamos num “clima” cultural,  tendo o Ciclo Cultural …

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Memórias Breves (28) – O tempo da construção da República

Devemos começar pela cronologia da preparação da República em Portugal. Diríamos que o primeiro susto, de que aí vem a República, foi, aquando, a notícia da Revolução Francesa passou os Pirinéus, assustando a rainha Maria I de Portugal e  de Além-mar , levando-a  a uma precoce loucura. Disso “aguentou”, o bispo, que seria do Algarve, Francisco Gomes de Avelar, como seu confessor, empurrado que foi pelas intrigas  jesuíticas, para o Algarve. Lembremos que, como figura de corredor  europeu por Roma, e suspeito de ser iluminista. Eis a razão da nossa sorte, no Algarve, pela circunstância desse desterro… Só o Algarve …

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Memórias Breves (27) – O Deputado – O Professor – O Jornalista

O DEPUTADO da Assembleia Nacional, Jorge Correia, o Professor Universitário Vitorino Nemésio e o Jornalista e Director do semanário de Faro “CORREIO DO SUL”, Mário Lyster Franco, publicaram, no citado Semanário de Faro, as suas opiniões sobre a figura do distinto Algarvio Manuel Teixeira Gomes. Estávamos em 1968. … O Semanário de Faro, “Correio do Sul” fundado a 17/02/1920, foi um local por onde passaram todas as correntes políticas, desde o republicanismo ao sistema da União Nacional. Sigamos que foi do republicanismo ao  anarquismo e fascismo, nas várias versões políticas. Comecemos pelo último director, Mário Lyster Franco, licenciado em Direito, …

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Memórias Breves – O movimento das estátuas

EM  JANEIRO – 2020, publiquei em “Terra Ruiva”, o título “Nossa Senhora dos Pretos”. A hipocrisia dos séculos, em tempos de escravos pelo Algarve. Presentemente, e tão perto, o mundo exalta pela hipocrisia dos tempos passados/presentes, em que os negros foram libertos da escravatura (1865) e o republicano Lincoln, presidente republicano dos E.U.A. prometeu, aos escravos emancipados, que obteriam, após a vitória: Uma mula e 40 acres de terra  (aproximadamente 16 hectares). Na ideia, afirmavam: Era para compensá-los por décadas de maus tratos e trabalho não  renumerado e permitir-lhes olhar para o futuro, como trabalhadores livres. Mas assim que a …

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Memórias Breves: Manuel Teixeira Gomes, Um homem na Europa

A 6 de Agosto de 1923, os 193 congressistas elegeram, entre, Bernardino Machado, Duarte Leite, Augusto Soares e Magalhães Lima, o Algarvio Manuel Teixeira Gomes, para a Presidência da República Portuguesa. Os Congressistas sabiam que acabavam de fazer uma escolha de sentido patriótico, confiantes de que assim poderia haver continuidade no sistema Republicano, em Portugal. Só o eleito era portador do prestígio que a República carecia para a sua sobrevivência. O semanário de Faro, “O ALGARVE”, publica ( 12/08/1923), numa notícia de vinte palavras, que foi eleito Presidente da República . “O nosso comprovinciano sr. Manuel Teixeira Gomes, que há …

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Memórias Breves (24) – Uma lição em Tunis

É COMPLICADO entrar no tempo passado e desenvolver o futuro. Já o passado, esse, é entendido como desinteressante, como se não tivesse entrado e persistido nas memórias para as construções dos tempos… Como se a memória não fosse um caminho existencial. E nessa complexidade do desenvolvimento, o passado é entendido num futuro do complexo. Muito do meu tempo foi debatido entre jovens, nos dois graus, no dizer e ouvir entendido, sendo a Escola deles, também a minha, nessa responsabilidade mútua. Quanto mais a escola era habitada por classe de privilégio, mais complicada se tornava: Genève, Paris, Lyon, Saint-Etienne, Tunis, Siracusa, …

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Memórias Breves (22) – Nossa Senhora dos Pretos

O Algarve e os escravos africanos… Tudo começa no século XV, com as chamadas descobertas pela África, com o “negócio” dos compradores de africanos, chegados a Lagos. A narrativa de hoje é uma festa religiosa: “A Nossa Senhora dos Pretos”, assim dita, cruelmente, tinha, no tempo, numa naturalidade. Os escravos, a meio do século XVI abundavam, mais pelas 3 cidades do Algarve: Silves, Tavira e Faro, esta com a primazia… Com a deslocação da Diocese de Silves, para o Sotavento algarvio, a população escrava, chegou ao meio do século XVI, num excesso, em cerca de 60%, da população local. E …

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Memórias Breves (21)- Conhecer o Algarve no 2º Congresso Regional / Turístico / Político

1950– Gente do Sul, da cultura e da política, sobe até à Casa do Algarve, em Lisboa, um Grupo de Algarvios (15) em que se inclui uma Senhora. Lá iremos. É o tempo dos Algarvios exigirem um Algarve desenvolvido ao governo da Ditadura, algo para o marasmo em que, na província do Algarve se vivia, a nível da política e economia. E essas 15 pessoas têm a Casa Regional, em Lisboa, para a realização desse 2.º e desejado Congresso. O primeiro fora no Algarve, na Praia da Rocha, no início dum Governo republicano, em outubro de 1915. Fiquemo-nos por Lisboa, …

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Memórias Breves (20)- De Demócrito ao Século XXI

TEMOS um percurso muito longo e variado desde o Grego Demócrito, um estudioso da Democracia, um filósofo da política, considerado “O Pai da Ciência Moderna”, que vem da antiguidade grega, antes da era cristã. Não vamos a estudos prolongados, numa pequena memória que vem de 420 A.C. Avancemos muito mais próximo do nosso tempo. Fiquemos na Revolução Francesa de 14/07/1789. É um marco, um início da idade contemporânea, em que a Europa cria esperanças e reserva ódios. É o tempo da família real portuguesa se auto exilar para a América do Sul- Brasil – nessa continuidade em preservar o absolutismo, …

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