Isalita Pereira é a autora do projeto “50 Cravos Jornalísticos”, ao qual o Terra Ruiva se associa, com a publicação de um poema.
O objetivo é juntar “50 Cravos Jornalísticos” para formar o Ramo da Liberdade. Cada Publicação de um Poético Texto / Poema corresponde a um Cravo.
O Cravo de Portugal como uma Tocha ao Vento a Brilhar
Encarnado e Verde – as duas principais cores da Bandeira de Portugal. Coincidência, Destino ou Poesia da História? – Somente a Vida conhece a resposta.
Histórico Cravo para a Eternidade. Brilha como uma Tocha ao Vento, que não se consegue apagar.
Outrora as Tochas iluminavam a Vida. Hoje transformaram-se em Símbolos.
No presente caso …
Na História da Humanidade existem acontecimentos que brilham como Chamas de Tochas ao Vento. Por vezes nem no meio de Tempestades os Obstáculos da Vida as conseguem apagar. Seu brilho de Coragem, Fé e Esperança sobrevive ao Mal de Tempos difíceis. Apresentam Valores que se designam como intemporais, que valem o Ano inteiro para toda a Vida. A Revolução dos Cravos foi um Acontecimento como não existe outro igual. As Fotografias dos Soldados segurando Espingardas enfeitadas com Cravos percorreram o Mundo.
Flor, que se transformou em Símbolo de Paz e da conquistada Liberdade. Passado 50 anos os defendidos Valores da Humanidade continuam atuais e valiosos. Por conseguinte a brilhante Chama da Tocha da Revolução dos Cravos, que os Capitães de Abril ofereceram a Portugal será sempre uma eterna e memorável Recordação da História do Mundo.
O pequenino Cravo que veio da Tavira para Lisboa e sem saber escreveu História Lusitana.
Ao fim do Dia a Tocha, que durante muitos anos não desistiu de alumiar o Futuro, transformou-se em Cravo Encarnado – Flor da Revolução. Um Cravo que por falta de um Cigarro oferecido a um Soldado enfeitou a Espingarda. Símbolo da Revolução– para a Eternidade:
Revolução dos Cravos Encarnados.
Silves
Terra Ruiva um Cravo oferece.
O Ramo da Liberdade enobrece.
Para o Cravinho do Algarve recordar.
Ao Mundo sua História contar:
Cravinho Encarnado conta dos Corajosos Corações
O Cravinho de Tavira História escreveu.
Revolução dos Cravos nasceu.
Quando à sua Terra regressou.
Ao Algarve sua Aventura contou.
Comovido Palavras na Memória guardou.
Porém –
Ao Mundo a História revelou:
Corajoso Cravinho para Lisboa viajou.
Corajosos Corações encontrou:
O Encarnado Cravinho –
Escolheu corajoso Caminho.
Admirava os Heróis da História.
Por vezes – difícil a Vitória.
No fim do dia o pensar:
Histórico Saber guardar.
A Espingarda deixou.
Por Caneta e Papel trocou:
Corajosos Corações
Ó Corações Corajosos –
Lutam contra os Maldosos.
Rezam a Nossa Senhora:
Que cheguem e batalhem em Boa Hora.
Se não existissem –
Seu caminho não seguissem –
O que seria o Mundo?
Tristeza e Desespero profundo.
Seu objetivo? – Justiça.
A Humanidade enfeitiça.
Os que não conseguem ser vencidos –
Por vezes em Vida esquecidos.
Silêncio e Humildade –
Ofereceram e oferecem Felicidade.
Suas Missões em nome da Vitória.
Para sempre – na Memória.
Da Histórica Recordação.
Contou ao Mundo com consideração.
Assim a Lenda do Corajoso Cravinho nasceu.
Que o Algarve ao Mundo ofereceu.
Isalita Pereira : De Descendência Alentejana. Com Berço na Alemanha. Finalista da Universidade de Frankfurt am Main. Historiadora com Dedicação à História Universal. A Viver em Portugal e a escrever Cravos da Revolucão, Rosas Lusitanas e Históricas Tochas. Uma Aliança entre Poesia e História, que descreve uma Vida, que o Ser Humano pensou, mas o Destino guia, por conseguinte perante enigmáticas e desconhecidas Estradas da Vida.






