José Viola, antifascista, membro da URAP (União dos Resistentes Antifascistas Portugueses), foi o orador convidado para uma conferência sobre a Resistência e a Luta pela Liberdade em Portugal.
A conferência decorreu no dia 14 de junho, num evento organizado no âmbito das comemorações dos 50 anos do 25 de Abril, iniciativa que contou com as presenças de Maria Belo, representante da Comunidade Portuguesa junto da CICM e da cidade de La Chaux-de-Fonds (Suíça), de Theo Bregnard, ministro da Educação, da Cultura e da Integração e de Sandrine Keriakos Bugada, delegada e chefe do Serviço à Integração e Coesão Social.

O ex-presidente da Câmara Municipal de Silves falou da sua vivência enquanto resistente antifascista que o levou a aderir ao PCP em 1968. Desertor de guerra, em Paris, em 1970, onde continuou a desenvolver ação política Em 1973 integra a Delegação Portuguesa Clandestina ao X Festival da Juventude e Estudantes, em Berlim, na ex-RDA e faz parte do Comité Internacional dos Jovens Refratários e Desertores, que lutava contra a guerra colonial. Em Paris integrou ainda as direções da Associação dos Originários de Portugal, do Clube de Jovens de St. Quen e do Clube Juvenil Português. Regressa a Silves em maio de 1974, envolvendo-se na organização partidária, no movimento associativo e no trabalho autárquico.
Entre outros cargos, foi presidente da Junta de Freguesia de Silves de 1980 a 1985 e presidente da Câmara Municipal de Silves de 1986 a 1989, e de 1994. Ao nível do associativismo, da cultura e da história local, foi presidente da Direção da Sociedade Filarmónica Silvense (1980-1981) e presidente da Mesa da Assembleia Geral do Silves Futebol Clube de 1986 a 1990. Foi sócio fundador e membro da direção da Associação de Estudos e Defesa do Património Histórico-Cultural de Silves e do Centro de Estudos Luso-Árabes de Silves. Fundador do SAAL – Serviço de Apoio Ambulatório Local de Habitação nos núcleos do concelho. Foi, ainda, fundador e diretor da Associação de Amizade Portugal-URSS (núcleo local).








