Nos dias de hoje, torna-se difícil saber em que notícias nos podemos basear para podermos obter a informação ou até mesmo discuti-la com alguém. Atualmente, as ´Fake News` inundam a internet tornando-se cada vez mais credíveis, fazendo com que o leitor não duvide que seja verdade. Por outro lado, deparamo-nos no dia-a-dia com notícias que se contradizem. De facto, certos sites produzem tanta informação errada e enganosa que nos deparamos com um dilema: será que o que estou a ler se confirma?
Para responder a essa pergunta pesquisamos, portanto, essa mesma notícia, fundamentada por outros sites de origem duvidosa. No fim, acabamos por ser levados na cantiga.
Mas será mesmo necessário? Atualmente existem sites fidedignos e que merecem a nossa atenção sem que nos tenhamos de preocupar com as suas fontes de informação. São exemplo disso o jornal “Publico”, o “BBC News”, entre outros. Aos sites a que são atribuídos emblemas e certificados de segurança podemos atribuir também um pouco de credibilidade.
Nos dias que correm, abordamos imenso o tema do novo coronavírus, o COVID-19. Ora, como tema bastante abordado nos mass media, existem centenas de milhares de artigos falsos que nos induzem em erro consoante as diversas notícias que lemos ou ouvimos. Para exemplificar, existem diversos sites que relatam que o “COVID-19 foi criado em laboratório pelos americanos, na sede da CIA”.
Este pequeno excerto de diversos sites é, para alguns, a notícia verdadeira, por ter sido a primeira que leram. Contudo, a realidade apresenta-se bastante mais crua. Nos sites fidedignos, nomeadamente da Organização Mundial de Saúde, da Direção Geral da Saúde, entre outros, é prestada informação cientifica e estatística relevante para manter informada a população.
Sabe-se desde o início que o novo coronavírus deve-se à ingestão de animais exóticos, mais precisamente, de morcegos. Na China, a alimentação pode ser considerada, por alguns, como macabra ou estranha por existir a ingestão de animais selvagens cujas origens não são controladas, colocando em causa quem as come e a população que as rodeia. Foi neste contexto que surgiu este novo problema mundial. Falta de cuidados, pouca higiene e falta de tratamento dos alimentos que a população ingere, gerou esta pandemia, decretada pela OMS. Nos tempos que correm, ainda se espera um tratamento e vacina que acabem com o sofrimento de muitos, de modo a aplacar o medo geral.
Resumidamente, podemos assumir que as notícias regem parcialmente o quotidiano das pessoas que as leem ou veem, sendo esta a maior fonte de informação sobre o que se passa ao nosso redor. Notícias falsas instauram caos e medo na população, para além de transmitir informações erradas aos seus ouvintes. Por outro lado, notícias comprovadas, levam o cidadão a todo o mundo, sem lá estar, criando a percepção de que o mundo se encontra disponível numa pesquisa.
Texto de Bruna Clemente | Turma: CSE-A -Escola Secundária de Silves









