O Sport Algoz e Benfica está a promover uma campanha de angariação de fundos com o objetivo de adquirir o edifício do clube.
Com o mote “Vamos todos ajudar a comprar o edifício do clube”, a campanha sublinha que “bastariam 12.500 pessoas a 10€”.
Esta é mais uma ação para tentar travar o processo judicial que determinou que o Sport Algoz e Benfica tenha que desocupar o logradouro e a área do bar, construídos em terreno que não pertencia ao clube e que os proprietários agora reivindicam, intimidando o clube a entregar o espaço, desocupado e limpo, até ao dia 10 de junho.
Ao concretizar-se esta situação, o clube passará a dispor “apenas da entrada e do salão”.
Em declarações ao Terra Ruiva, a presidente da Direção, Ana Paula Carmo, acrescentou ainda que, caso o clube não consiga angariar a verba suficiente, esse montante será oferecido ao Serviço de Pediatria do Instituto Português de Oncologia de Lisboa.
Na base desta contenda está o facto do Sport Algoz e Benfica ter construído, segundo o senhorio, vários equipamentos na propriedade deste, nomeadamente “arrumos e instalações sanitárias, bar e escritórios, com uma área bruta de 180m2, telheiros em chapa metálica e palco com uma área bruta de 20m2.”
Por pretender reaver essa área e por não ter chegado a acordo com o clube, o senhorio instaurou um processo judicial que se prolongou durante alguns anos, até ser conhecida a decisão judicial e o Sport Algoz e Benfica ter recebido a notificação do tribunal para que desocupe a zona do recinto das festas e parte da sede, que será demolida.
Segundo a sentença do Juízo Central Cível de Portimão, o clube teria de desocupar a área do logradouro, e restituí-la, sem quaisquer equipamentos, até ao dia 20 de outubro de 2025, o que ainda não aconteceu. Devido a este incumprimento, o clube foi também condenado a pagar uma “sanção pecuniária compensatória”.









