Ao utilizar este site, concorda com a nossa politica de privacidadePolitica de Privacidade e Termos e Condições.
Accept
Terra RuivaTerra RuivaTerra Ruiva
  • Concelho
  • Sociedade
    • Ambiente & Ciência
    • Cultura
    • Educação
    • Entrevista
    • História & Património
    • Lazer
    • Política
  • Opinião
  • Vida
  • Economia & Emprego
  • Algarve
  • Desporto
  • Autores
    • António Eugénio
    • António Guerreiro
    • Aurélio Cabrita
    • Clara Nunes
    • Débora Ganda
    • Eugénio Guerreiro
    • Fabrice Martins
    • Francisco Martins
    • Frederico Mestre
    • Helena Pinto
    • Inês Jóia
    • José Quaresma
    • José Vargas
    • Maria Luísa Anselmo
    • Maria José Encarnação
    • Miguel Braz
    • Paula Bravo
    • Paulo Penisga
    • Patricia Ricardo
    • Ricardo Camacho
    • Rocha de Sousa
    • Rogélio Gomes
    • Sara Lima
    • Susana Amador
    • Teodomiro Neto
    • Tiago Brás
    • Vera Gonçalves
  • Página Aberta
  • AUTÁRQUICAS 2025
    • AUTÁRQUICAS 2021
  • Edições
Reading: Apresentação de livro “O Advento do Quinto Império”, em Messines
Partilhe
Font ResizerAa
Terra RuivaTerra Ruiva
Font ResizerAa
  • Home
  • Demos
  • Categories
  • Bookmarks
  • More Foxiz
    • Sitemap
Follow US
  • Advertise
© 2022 Foxiz News Network. Ruby Design Company. All Rights Reserved.
CulturaSociedade

Apresentação de livro “O Advento do Quinto Império”, em Messines

Terra Ruiva
Última Atualização: 2026/Mai/Seg
Terra Ruiva
21 horas atrás
PARTILHE

No dia 14 de maio, pelas 18h, na Casa-Museu João de Deus, será apresentado o livro “O Advento do Quinto Império” – Pelos 400 anos da canonização da Rainha Santa Isabel, da autoria de António de Abreu Freire.

O autor, António de Abreu Freire, nasceu na Murtuosa, em 1943, de onde emigrou, aos 16 anos.

É doutor em Ciências Humanas pela Universidade de Paris e em Física pela Universidade Laval, no Québec, Canadá.

Professor e investigador no Brasil, Canadá e Portugal, conferencista e também navegador. Fez a expedição marítima dos 400 anos do Padre António Vieira, refazendo os percursos do jesuíta, sobre o qual escreveu dois livros.

É autor de uma vasta obra literária, nas áreas das ciências humanas e da divulgação científica.

Sobre o livro que irá ser apresentado, sobre a Rainha Santa Isabel que foi canonizada há 400 anos, a 24 de junho de 1625, afirma: “Assim, este livro é mais do que um tributo a uma Rainha: é um hino à solidariedade, um testemunho de fé na humanidade e um convite à ação”. São 140 páginas de uma escrita que revela muito mais para além daquilo que conta. Não tinha só rosas, no avental de Isabel!

 

O ADVENTO DO QUINTO IMPÉRIO

Pelos 400 anos da canonização da Rainha Santa Isabel

 

A utopia da Era do Espírito Santo, criada no século XII pelo monge calabrês Joaquim de Fiore, era uma antevisão do futuro da Igreja, o desejo de uma renovação da comunidade cristã: um projeto ambicioso para a civilização ocidental e latina, mas que não contemplava as outras civilizações, não se estendia ao resto da humanidade. O Quinto Império do padre António Vieira é uma visão profética do futuro da humanidade inteira, a maior utopia jamais saída da mente de um génio e ela é portuguesa. Patriótica até à loucura, certamente, mas uma visão moderna da sociedade e da história humana, inspirada nas virtudes de um povo cristão: uma “feira universal” de fraternidade, onde “ninguém fica indiferente a ninguém, nem mesmo à ideia de um Criador”.

A ideia de uma cidadania mundial tinha surgido no começo do século Vº da nossa era na mente do berbere Agostinho Aurélio quando o Império Romano se fragmentava, invadido por povos bárbaros que criavam dentro das suas fronteiras novos espaços rebeldes de liberdade. Como no tempo d’A Cidade de Deus, confrontamo-nos hoje com uma realidade nova e emergente, instável e dramática, a de uma civilização em declínio que provoca um sentimento de compaixão pelos excluídos, com uma variante: o bispo de Hipona ignorava a dimensão do mundo e a diversidade das civilizações que o pisavam.

As ideias reformadoras de Joaquim de Fiore encontraram acolhimento junto dos soberanos mais poderosos da Europa medieval e chegaram a Portugal com Isabel de Aragão, a esposa de D. Dinis que criou, após a extinção da Ordem dos Templários (1312), um extraordinário movimento popular para continuar e alargar a prática das Obras de Misericórdia: as Irmandades do Espírito Santo, a primeira ação social comunitária e solidária de combate à exclusão, cujos rituais já se praticavam em Alenquer em 1320. A Ordem da Milícia de Cristo, criada por D. Dinis um ano antes, em 1319, dava continuidade e absorvia a função militar e administrativa dos Cavaleiros do Templo; as Irmandades recriaram os rituais da compaixão e da justiça como prenúncios proféticos de um futuro de paz e de felicidade – qual Jerusalém Celeste do Apocalipse.

A dinastia de Aviz endossou o projeto fabuloso de um grande Império cristão e universal, onde a nova Ordem de Cristo desempenharia um papel fundamental. D. Afonso V encomendou ao erudito veneziano Fra Mauro um mapa-mundi; foi-lhe entregue em 1459 e mostrava que, pelos oceanos, se podiam contactar todos os povos de todos os climas da Terra. O papa Nicolau V concedera ao rei português autorização para conquistar uma boa parcela do mundo e submeter todos os infiéis dessas terras à escravidão (bulas Dum Diversas (1452) e Romanus Pontifex (1455).

O Império sonhado não se realizou de maneira duradoura, mas foi um dos maiores desafios da humanidade: tão rápido e violento quanto sublime, o projeto pareceu eterno enquanto durou. Como na saga de Ourique, onde se enraizou a Utopia portuguesa do Império, o Divino todo-poderoso não esmagou com palavras nem gestos o poderio dos inimigos; antes exigiu dos crentes o combate para assegurar a vitória e para que acontecesse o milagre. Na hora das lutas, cada qual fez-se predador, as mãos sujas de sangue, para sair vivo da peleja e com o seu quinhão de saque. O Império – Deus o quis – far-se-ia com armas e valores, e só com vitórias e virtudes ressuscitaria. Era necessário reconquistar Jerusalém! Graças a tamanho e tão ousado desafio, contam-se hoje uns 250 milhões de criaturas que falam todos os dias a língua mátria portuguesa.

No tempo da utopia do Vº Império de Vieira, no século XVII, já não restava nenhum pedaço de mundo nem nenhuma civilização por encontrar, mas o sonho imperial português tinha-se desfeito. No nosso tempo, a quantidade de humanos excluídos da cidadania é assustadora e ninguém mais ignora a dimensão do planeta e a diversidade das criaturas que o povoam. Arquitetos, obreiros e artesãos do futuro, enfrentam desafios inéditos, jamais imaginados, para alcançar uma nova era de paz, de liberdade e de fraternidade, qual novo Império do Divino, na versão encantadora e quase romântica da diáspora portuguesa que preserva os rituais do movimento criado em Portugal há mais de 700 anos pela Rainha Santa Isabel: o advento de um mundo novo.

Este livro é também uma parábola poética sobre um dos temas mais emblemáticos e complexos da cultura portuguesa: uma abordagem liberal do messianismo português, cuja origem remota se encontra numa narrativa bíblica do livro do profeta Daniel.

Abreu Freire, reconhecido especialista na vida e obra do padre António Vieira, explica como esta utopia, inicialmente um projeto de expansão religiosa e espiritual liderado pela coroa portuguesa, evoluiu ao longo dos séculos, desde o tempo da Rainha Santa Isabel até aos nossos dias, exibindo como símbolos pombas, espadas e coroas, monges e cavaleiros. Uma reflexão sobre o destino de Portugal, questionando a relevância da ideia persistente de um futuro messiânico num mundo globalizado.

A Rainha Santa Isabel foi canonizada há 400 anos, a 24 de junho de 1625. “Assim, este livro é mais do que um tributo a uma Rainha: é um hino à solidariedade, um testemunho de fé na humanidade e um convite à ação”. São 140 páginas de uma escrita que revela muito mais para alémdaquilo que conta. Não tinha só rosas, no avental de Isabel!

 

Ed. MIL: Movimento Internacional Lusófono, 140 pp, Lisboa, 2025 (10 rosas).

 

Total Views: 2
Workshop em Silves sobre Educação e Parentalidade Consciente
Dia Internacional da Família assinalado em Silves
PCP Algarve defende política alternativa para a água
Miguel Carvalho apresenta o livro “Por dentro do Chega”, na Biblioteca em Silves
Maratona de Dança em Silves
TAGGED:António de Abreu Freireapresentação de livroCasa Museu João de DeusO Advento do Quinto ImpérioRainha Santa Isabel
Partilhe este artigo
Facebook Email Print
Artigo Anterior Aula de Zumba Solidária no Algoz
Sem comentários

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Últimas

Aula de Zumba Solidária no Algoz
Desporto
Preço das casas no Algarve sobe 10,9% e ultrapassa pela primeira vez os 4.000 euros/m2
Economia Economia & Emprego
GNR identifica burlas por “Falso Funcionário” e alerta para técnica de spoofing
Pessoas Vida
Corte de água em Messines
Concelho
Concluído novo Polidesportivo do Algoz
Concelho Desporto

– Publicidade –

Jornal Local do Concelho de Silves.

Links Úteis

  • Notícias
  • Estatuto Editorial
  • Ficha Técnica

Publicidade

  • Publicidade & Assinaturas
  • Conteúdo Patrocinado

Info Legal

  • Contactos e Info Legal
  • Termos e Condições
  • Politica de Privacidade

Siga-nos nas Redes Sociais

© Copyright 2025, Todos os Direitos Reservados - Terra Ruiva - Created by Pixart
Ajustes de acessibilidade

Com tecnologia de OneTap

Durante quanto tempo queres ocultar a barra de acessibilidade?
Duração de ocultação da barra
Perfis de acessibilidade
Modo de Deficiência Visual
Melhora os elementos visuais do site
Perfil Seguro para Convulsões
Remove flashes e reduz cores
Modo Amigável para TDAH
Navegação focada, sem distrações
Modo de Cegueira
Reduz distrações, melhora o foco
Modo Seguro para Epilepsia
Escurece cores e para o piscar
Módulos de conteúdo
Tamanho do ícone

Padrão

Altura da linha

Padrão

Módulos de cor
Módulos de orientação
Welcome Back!

Sign in to your account

Username or Email Address
Password

Lost your password?