Fevereiro é o mês do amor. Mas o amor não se mede apenas por flores ou jantares. Existe um amor mais silencioso e constante, que começa em nós próprios, e a alimentação é uma das suas formas mais concretas.
Cada refeição é uma oportunidade de cuidado. Ouvir o corpo, perceber a fome, respeitar a saciedade e dar-lhe energia suficiente para viver com presença é uma forma de amor próprio. Alimentar-se bem é enviar uma mensagem clara a nós próprios: importo-me comigo e mereço estar bem. Esse cuidado traduz-se na forma como nos relacionamos com os outros, tornando-nos mais pacientes, disponíveis e atentos.
A comida é também um gesto de ligação. Cozinhar para alguém, partilhar uma refeição ou preparar um pequeno-almoço pensado transforma-se em memória e fortalece relações. Mas este amor só é genuíno quando começa em nós. Saltar refeições, recorrer a soluções rápidas ou viver em piloto automático prejudica não só a saúde, mas também a capacidade de estar verdadeiramente presentes com quem nos rodeia.
Amar-se passa por escolhas simples. Escolher alimentos que dão energia, parar para comer sem pressa, equilibrar indulgência com cuidado e ouvir os sinais do corpo sem culpa. O corpo é um aliado e cada refeição é uma oportunidade de reforçar essa ligação.
Neste mês dos namorados vale a pena olhar para o amor de forma mais ampla. Não se trata apenas de jantares ou presentes, mas da atenção diária que damos a nós e aos outros. Cozinhar juntos, partilhar refeições com presença e planear a semana para ter refeições equilibradas são gestos simples, mas que alimentam corpo, mente e relações.
Nutrição, amor e amor próprio caminham lado a lado. Quando nos cuidamos conseguimos cuidar melhor dos que nos rodeiam. Antes de oferecer amor, precisamos de aprender a cuidar de nós próprios e isso começa todos os dias no prato.





