Ao utilizar este site, concorda com a nossa politica de privacidadePolitica de Privacidade e Termos e Condições.
Accept
Terra RuivaTerra RuivaTerra Ruiva
  • Concelho
  • Sociedade
    • Ambiente & Ciência
    • Cultura
    • Educação
    • Entrevista
    • História & Património
    • Lazer
    • Política
  • Opinião
  • Vida
  • Economia & Emprego
  • Algarve
  • Desporto
  • Autores
    • António Eugénio
    • António Guerreiro
    • Aurélio Cabrita
    • Clara Nunes
    • Débora Ganda
    • Eugénio Guerreiro
    • Fabrice Martins
    • Francisco Martins
    • Frederico Mestre
    • Helena Pinto
    • Inês Jóia
    • José Quaresma
    • José Vargas
    • Maria Luísa Anselmo
    • Maria José Encarnação
    • Miguel Braz
    • Paula Bravo
    • Paulo Penisga
    • Patricia Ricardo
    • Ricardo Camacho
    • Rocha de Sousa
    • Rogélio Gomes
    • Sara Lima
    • Susana Amador
    • Teodomiro Neto
    • Tiago Brás
    • Vera Gonçalves
  • Página Aberta
  • AUTÁRQUICAS 2025
    • AUTÁRQUICAS 2021
  • Edições
Reading: “Déjá Vu”
Partilhe
Font ResizerAa
Terra RuivaTerra Ruiva
Font ResizerAa
  • Home
  • Demos
  • Categories
  • Bookmarks
  • More Foxiz
    • Sitemap
Follow US
  • Advertise
© 2022 Foxiz News Network. Ruby Design Company. All Rights Reserved.
Opinião

“Déjá Vu”

Fabrice Martins
Última Atualização: 2026/Fev/Sex
Fabrice Martins
3 meses atrás
PARTILHE

“Déjá vu” é uma expressão francesa que literalmente significa “já visto” e é frequentemente utilizada para resumir aquela sensação súbita e estranhamente familiar de estar a repetir uma experiência, uma situação, uma conversa ou lugar que, na verdade, está a acontecer pela primeira vez. É uma ilusão que nasce da resposta do nosso cérebro que, entre outras coisas, analisa, compara, interpreta, julga, armazena e apaga o que vivemos, mas que por vezes se engana, invertendo a ordem normal de processamento, análise e verificação, transmitindo a ilusão de que já estivemos naquela situação.

 Uma estranha familiaridade foi precisamente o que senti quando no passado dia nove de janeiro surgiu o anúncio de que o “Governo aprovou a construção do Hospital Central do Algarve (HCA)”. Só que desta vez não era o meu cérebro a pregar-me uma partida e, passados alguns dias, foi publicado no Diário da República o lançamento da parceria público-privada para a “conceção, o projeto, a construção, o financiamento, a conservação, a manutenção e a exploração do Hospital Central do Algarve”. Um investimento superior a 420 milhões de euros a ser realizado em “modalidade de parceria-público privado [PPP], depois com um encargo ao longo dos 26 anos seguintes, que estimamos, no conjunto das prestações, em cerca de 1.100 milhões de euros de custo total com os encargos financeiros ao longo do tempo” segundo revelou o Ministro da Presidência, António Leitão Amaro.

 

Estão previstas 742 camas, 18 salas de bloco operatório, 74 gabinetes de consulta, 10 blocos de partos e 80 hospitais de dia, além de equipamento de tecnologia médica avançada, nomeadamente, resposta ao nível oncológico, incluindo os primeiros equipamentos públicos de radioterapia do Algarve e todo o diagnóstico e tratamento, incluindo o PET-TC. Cuidados paliativos, bem como serviços de psiquiatria para adultos, psiquiatria da infância e da adolescência também estarão contemplados.

Este cenário promissor, conduz-me ao “déjà rêvé” – “já sonhado” em francês – a sensação de que algo está finalmente ao alcance, quase como um sonho realizado, decorridas mais de duas décadas de anúncios, de atrasos e de “primeiras pedras” suficientes para construir um pequeno muro, será finalmente desta que o Algarve terá um novo hospital central? Aguardemos, pois estes são os primeiros passos de uma longa maratona para que uma obra desta envergadura possa sair do papel e tornar-se uma realidade.

 

Enquanto aguardamos, a região continua a enfrentar desafios antigos e persistentes na área da saúde como é o caso da falta de profissionais de saúde, sendo o INEM mais um exemplo, onde na primeira quinzena de janeiro se verificaram, por diversas vezes e em dias consecutivos, a paragem de meios de emergência do INEM o que naturalmente causa transtorno e muita preocupação entre a população e profissionais de saúde. Acresce ainda a existência de relatos de uma eventual extinção da Delegação Regional do INEM no Algarve, situada na Cidadela da Segurança e Proteção Civil de Loulé, que tinha sido inaugurada em Maio de 2024 com o objetivo de “servir toda a região algarvia, reforçando a eficácia, a coordenação e a proximidade do socorro de emergência médica”. Reverter esta medida numa região estruturalmente deficitária do Serviço Nacional de Saúde seria a meu ver um grave erro.

 

O verdadeiro progresso só acontecerá quando as palavras e promessas se transformarem em ações concretas, como aliás é exemplo o totalmente renovado bloco operatório do Hospital de Faro, num investimento total de 9.3 milhões de euros. Manter a esperança é fundamental, mas também é imperativo que as ações e prioridades sejam orientadas para ultrapassar os muitos obstáculos e transformar em realidade aquilo que, por agora, apenas sonhamos.

 

Total Views: 0
Boas Maneiras – Conselhos para saber estar na vida pública
Por que é que a Primavera dá vontade de recomeçar? ( e como aproveitar isso na alimentação)
A valorização da “Cruz Grande” em São Bartolomeu de Messines
O valor da Liberdade e o preço da sua perda
Fazer um jornal (a propósito do 26º aniversário do Terra Ruiva)
TAGGED:Déjá VuFabrice MartinsHospital Central do Algarve
Partilhe este artigo
Facebook Email Print
PorFabrice Martins
Nasceu em França em 1982 e desde 1993 que reside no concelho de Silves. Licenciado em Relações Internacionais pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa, realizou posteriormente uma pós-graduação em Gestão Empresarial pela Faculdade de Economia da Universidade do Algarve. Tem como principais áreas de interesse a gestão, a geopolítica bem como a segurança e defesa. Após uma passagem pelo sector da banca, assumiu nos últimos anos o papel de gestor assistente e coordenador operacional de proteção de dados. Nos tempos livres, desenvolve as suas paixões pela música, fotografia e desportos motorizados.
Artigo Anterior Horóscopo Semanal, por Maria Helena Martins
Próximo Artigo 52ª Volta ao Algarve, de 18 a 22 de fevereiro, com passagem pelo concelho de Silves
Sem comentários

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Últimas

Município de Silves manifesta pesar pela morte de Sónia Pereira
Pessoas Vida
Edital Nº 84- 2026 Município de Silves
Editais Geral
Iniciativa do PS que recomenda aumento dos apoios às raças autóctones aprovada no Parlamento
Política Sociedade
Alunos de Silves descobrem “as estórias por trás das uvas”
Educação Sociedade
Lince ibérico: ICNF assume gestão do Centro Nacional de Reprodução de Silves e pretende afastar a atual equipa
Ambiente & Ciência Sociedade

– Publicidade –

Jornal Local do Concelho de Silves.

Links Úteis

  • Notícias
  • Estatuto Editorial
  • Ficha Técnica

Publicidade

  • Publicidade & Assinaturas
  • Conteúdo Patrocinado

Info Legal

  • Contactos e Info Legal
  • Termos e Condições
  • Politica de Privacidade

Siga-nos nas Redes Sociais

© Copyright 2025, Todos os Direitos Reservados - Terra Ruiva - Created by Pixart
Ajustes de acessibilidade

Com tecnologia de OneTap

Durante quanto tempo queres ocultar a barra de acessibilidade?
Duração de ocultação da barra
Perfis de acessibilidade
Modo de Deficiência Visual
Melhora os elementos visuais do site
Perfil Seguro para Convulsões
Remove flashes e reduz cores
Modo Amigável para TDAH
Navegação focada, sem distrações
Modo de Cegueira
Reduz distrações, melhora o foco
Modo Seguro para Epilepsia
Escurece cores e para o piscar
Módulos de conteúdo
Tamanho do ícone

Padrão

Altura da linha

Padrão

Módulos de cor
Módulos de orientação
Welcome Back!

Sign in to your account

Username or Email Address
Password

Lost your password?